Fontes:Opera Mundi
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Napoleão e as suas tropas próximo de Borodino

A retirada de Napoleão de Moscovo - Adolph Northen
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O Dr. Sri Ganapathy Sachchidananda Swamiji recentemente foi reconhecido pelo Livro Guinness por alojar a maioria das espécies de pássaros sob um único teto, 468. Ele não é um colecionador que se deleita em privar os pássaros exóticos de sua liberdade, mas simplesmente um homem compassivo que resgata aves ameaçadas, feridas e abandonadas de todo o mundo e oferece um santuário no seu aviário. |






- "Posso ver um médico que seja branco e não tenha dentes marrons?" Assim se mostra uma senhora em um vídeo gravado em um posto de saúde de Mississauga, em Ontário, no Canadá, e que se converteu em um viral precisamente por sua atitude nada conciliadora. A mulher aparece nas imagens discutindo com várias pessoas e pedindo um "doutor branco" que atenda seu filho, quem se sentia mal e tinha dores no peito. |
O engenheiro automobilístico Louis Réard herdou uma confecção de lingerie da sua mãe e em junho de 1947, há exatsos 70 anos, ele lançou uma roupa de praia de duas peças que decidiu batizar de "biquíni", em função das recentes notícias da época de testes atômicos no Atol de Bikini. Apesar do sucesso inicial do vestuário na França, as mulheres do mundo continuaram presas aos trajes de banho tradicionais de uma peça, e Réard voltou a projetar e vender calções. |


forma. Este programa tinha sido acompanhado na altura por uma edição especial do jornal Libération, que, sob a mão e a escrita principalmente de Serge July e do jovem Laurent Joffrin, comemoravam de forma entusiasta a viragem para uma política de rigor um ano antes levada a cabo pelo governo socialista e em que se defendia uma conversão do socialismo para o liberalismo assim como o culto da empresa, para se sair da crise e do desemprego em massa, problema este que alimentava já muitos discursos assim como atingia duramente as mentalidades de então. Difícil é não fazer a ligação com a crise existencial que vem a atravessar este jornal 30 anos mais tarde. Eu, pessoalmente, descobri a existência de “Vive La crise!’ ao ouvir a emissão “Là-Bas si j’y suis” de Daniel Mermet em 2006, que tratou amplamente da viragem neoliberal da década de 80, e sobre esta viragem eu já tinha escrito um texto longo, de duas partes: ( parte 1 aqui e parte 2 aqui ). Pierre Rimbert e SergeHalimi do Monde Diplomatique estavam a comentar com Mermet certos excertos bastante edificantes de ‘Vive La crise!’, que eu achei verdadeiramente muito emocionantes. Para assinalar a ocasião do 30º aniversário, então eu transcrevi e
reorganizei os principais trechos da emissão de Mermet, adicionando depois, na parte final, alguns comentários sobre as relações estreitas com certos temas que fazem a atualidade de fevereiro de 2014. Devo acrescentar que aconselho a ouvirem a transmissão de Mermet, disponível, por exemplo, aqui. Ambos mostraram até que ponto VLC foi simbólica da mudança ideológica da esquerda socialista neste período 83-84 e em que com este programa se tinha inaugurado uma era de propaganda dos media na qual nos banhamos desde há 30 anos até agora, sempre a favor de menos Estado, da precaridade do trabalho e, mais amplamente, do liberalismo como sendo a única saída para a crise. Para assinalar esta data, este aniversário de 30 anos, então eu transcrevi e reorganizei os principais trechos da emissão de Mermet, adicionando alguns comentários no final do artigo sobre as estreitas relações com certos temas que fazem a atualidade de Fevereiro de 2014. No entanto, aconselho a que se ouça a transmissão de Mermet, disponível por exemplo aqui.
pedagogia do rigor. Estamos em 1984, e um ano antes. o governo socialista acabava de renunciar ao seu programa. A encenação, a colocação em espetáculo desta renúncia, vai ser realizada por Antenne 2 com VLC, retransmitida e acompanhada por um suplemento de 100 páginas de Libération, de que se venderam mais de 200.000 exemplares. É um suplemento histórico em que Serge July é o autor do editorial e em que ele dá o tom explicando que chegou a hora de uma grande revolução cultural. Nisto, de revolução cultural, é fiel ao seu passado de ex-maoísta, salvo que desta vez, se trata de uma grande revolução liberal. O objetivo é, na sua opinião, de “transformar os sujeitos passivos em sujeitos ativos, de fazer de cidadãos assistidos, cidadãos empreendedores ”. A glorificação da empresa e da política de rigor, são os temas de VLC a que se deve acrescentar também a necessária retração do Estado social. Gozou-se muito dos filmes comunistas de propaganda, mostrando o realismo socialista. VLC é o realismo liberal. Dois anos mais tarde, terão Bernard Tapie a ensinar-nos em direto como fabricar uma empresa. O realismo liberal é também estes intelectuais que, a partir de VLC, vão doravante marcar terreno nos estúdios televisivos para explicar às vítimas da crise económica que é necessário apertar o cinto, fazer esforços, sacrifícios, e renunciar às conquistas sociais.
Por fim, último exemplo, o ano de 84 é a chegada ao poder na Nova Zelândia de um governo trabalhista que será o artesão da reorientação mais fundamental da economia na via ultraliberal, em redor de um modelo liberal libertário, dado que efetuará um programa ultraliberal no plano económico mas ao mesmo tempo, levará à descentralização, ao direito das mulheres e dos homossexuais, à defesa do ambiente e das minorias.”
sociais e as reduções de empregos sucedem-se. A 8 de Fevereiro, poucos dias antes da emissão, o governo anuncia o grande plano Fabius de reestruturação industrial: 20.000 supressões de empregos na siderurgia, seguidos de 5.000 na construção naval, de 25.000 nas minas de carvão, 7.000 na Renault, 6000 na Citroën, e anúncios deste tipo sucedem-se uns a seguir aos outros, ao longo de todo o ano. Os trabalhadores tinham levado a esquerda ao poder para salvar os seus empregos, e assegurar um futuro aos seus filhos e a esquerda pura e simplesmente renuncia a esse programa.”2 seguidores
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