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POESIA E MÚSICA DA RESISTÊNCIA

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25
Jan18

EUA: Os testes nucleares realizados pelo Pentágono entre 1951 e 1958 em seu território causaram mais mortes que as bombas de Hiroshima e Nagasaki

António Garrochinho






 A cientista Keith Meyers, da Universidade do Arizona, confirma, através de um estudo, que os testes nucleares atmosféricos realizados pelo governo norte-americano no polígono de provas de Nevada entre 1951 e 1958 causaram uma contaminação radioativa que provocou a morte de até 695 mil pessoas. A conclusão se baseia em análises dos padrões de mortalidade dos estadunidenses naquele período.



A referida cientista descobriu que o leite produzido nas imediações continha concentrações dos isótopos do iodo radioativo I-131. Segundo suas estimativas, o consumo de leite contaminado causou o falecimento  de entre 395 mil e 695 mil pessoas entre os anos de 1951 e 1973.



Ao que parece, a contaminação radioativa não se limitou às àreas próximas ao polígono de testes em Nevada, já que ela também foi registrada em distintas partes do país. Meyers revela em seu estudo  que “as maiores repercussões à saúde apareceram em áreas muito mais além daquelas onde foram realizados prévios estudos científicos e médicos.”



A cientista assinala que em trabalhos anteriores, analizaram as sequelas dos testes nucleares na saúde dos resisdentes nos estados de Nevada, Arizona e Utah, mas que o maior impacto nos índices de mortalidade não foi registrado na região em torno da área de testes nucleares, mas sim em zonas com níveis moderados de contaminação no interior dos EUA. 



O estudo diz: “Durante a Guerra Fria, os EUA detonaram centenas de bombas atômicas no polígono de provas nucleares de Nevada. Muitas dessas provas foram realizadas a grande altitude e liberaram enormes quantidades de contaminação radioativa na atmosfera. Esse trabalho combina um novo conjunto de dados que compara os padrões anuais de chuva radioativa nos diversos condados dos EUA com os registros estatísticos de mortalidade. Os resultados mostram que as conseqüências dos testes nucleares levaram a um aumento persistente e substancial da mortalidade global em grande parte do país.” 



A conclusão da pesquisadora é que “o número acumulado de mortes adicionais atribuíveis a esses testes é comparável ao dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki”.



Nos anos 50, as pessoas em geral  não estavam a par dos perigos representados por isso, e os diversos departamentos governamentais dos EUA(como o Serviço Público de Saúde ou a Comissão de Energia Atômica) se dedicavam a minimizar esses efeitos secundários dos testes atômicos. Contudo, os novos dados do estudo de Meyers podem demonstrar que esses efeitos não eram de magnitude desprezível, muito antes pelo contrário.  




Com os testes atômicos subterrâneos, consegue-se eliminar em grande parte esse efeito de dispersão de chuvas radioativas, embora elas não seja eliminadas totalmente. O último teste nuclear em Nevada realizado pelos EUA foi o da bomba Divider, em 1992, há mais de 25 anos.



gilsonsampaio.blogspot.pt
25
Jan18

A pujante economia boliviana

António Garrochinho






Hedelberto López Blanch (*)
Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti


Quando sopram na América Latina  ventos extremos de neoliberalismo que impõem desemprego, privatizações e redução de programas sociais, a Bolívia aparece como um farol de luz para as grandes maiorias da região. 



Incentivadas pelos EUA com pleno apoio do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, das oligarquias nacionais e os meios de comunicação capitalistas, a América Latina tem sofrido nos últimos anos um significativo retrocesso no processo de integração regional em detrimento das pessoas menos favorecidas.

 

Grandes programas de austeridade têm sido adotados por vários governos, como os do Brasil, Argentina, Honduras, Paraguai e Guatemala, que elevam os índices de pobreza e de fome entre a população, enquanto são favorecidas as minorias endinheiradas do país e as empresas multinacionais.



Por isso, se torna notório o caso da Bolívia, que a partir de 2006, quando o primeiro mandatário indígena na sua história alcançou a presidência, tomou uma série de medidas para nacionalizar empresas e riquezas produtivas, minerais e  serviços, com o objetivo de melhorar as precárias condições de vida da população.



Desde então, a situação da nação andina deu um giro de 180 graus, pois anteriormente suas características eram a pobreza, a fome, carências na área educacional e de saúde da população, enquanto   que a economia sofria o saqueio por parte das multinacionais, com o resto dos capitais ficando nas mãos de um pequeno grupo de indivíduos da nação.                



A economia da Bolívia é a de maior crescimento nos últimos cinco anos, e se transformou na mais sólida e estável da América Latina.



A Bolívia cresceu 4,2% em 2017, e em 2018, se forem mantidos os preços do gás e de seus outros produtos de exportação, poderá alcançar 4,5%.



As conquistas da Bolívia não se devem somente à estabilidade dos preços das matérias primas, mas também ao esforço da população, à contribuição do setor produtivo e à política de nacionalização implementada para recuperar os recursos naturais e as empresas estratégicas do país.



Em uma resumida síntese, resultaram nacionalizados ou renegociados os leoninos convênios que tinham sido assinados por governos anteriores com empresas estrangeiras, entre as quais aparecem às ligadas à madeira, ao ouro, à aviação, às telecomunicações, eletricidade, telefonia, transporte público, minerações, hidrocarbonetos e metalurgia.



Essa política resultou em uma mudança radical do sistema neoliberal que existia anteriormente, que mantinha essa nação, segundo organismos internacionais, como o terceiro país mais atrasado e pobre da América Latina.



Segundo o ranking anualmente publicado pelo FMI, a Bolívia se situava em 2005 em 117º lugar em relação a seu Produto Interno Bruto (PIB) entre as nações, e agora aparece em 75º lugar. Ou seja, avançou 42 posições em somente 11 anos. Em 2006, seu PIB era de aproximadamente 6 bilhões de dólares, e agora é de 37 bilhões.



Também a adoção de uma política financeira inteligente permitiu-lhe aumentar suas reservas monetárias de 700 milhões de dólares para 20 bilhões de dólares. 



Por toda a nação andina surgem novas fábricas de papel, papelão, tintas, de processamento de sal, de amêndoas e de derivados; a agricultura contribui com soja, açúcar, milho e quinoa, e são construídas estradas, pontes e armazéns, o que faz com que o país tenha uma das taxas de desemprego mais baixas da América Latina, de somente 5,1%.  



Antes da chegada de Evo Morales ao poder, nove em cada dez bolivianos de origem camponesa se encontrava na extrema pobreza, sem ter acesso à água potável, eletricidade, saúde, educação e alimentação.



Dados de organismos financeiros internacionais assinalam que o governo conseguiu diminuir a pobreza moderada de 59%  para 28% da população entre 2005 e 2016, e o coeficiente Gini de desigualdade baixou de 0,60 para 0,41.



Fundamentalmente, foram os programas político-sociais instaurados pelo Estado Plurinacional os que possibilitaram esses avanços.



Com a utilização do método cubano Sim, eu posso, o analfabetismo foi eliminado ao aprenderem a ler e a escrever nada menos que 850 mil bolivianos, que hoje estudam para alcançar o equivalente à 6ª. Série.



Estabeleceu-se o pagamento de pensões vitalícias no valor de entre 1800 e 2400 pesos para a população com mais de 60 anos (Renda Dignidade), auxílios de 1820 pesos para mulheres grávidas e parturientes (Bonus Juana Azurduy) até quando seus filhos completem dois anos, o que auxilia na diminuição dos índices de mortalidade infantil e de gestantes.



Com o objetivo de que as crianças não sejam obrigadas a trabalhar desde cedo, foram criados programas sociais para elas, através dos quais o Estado disponibiliza 200 pesos por ano para 1,7 milhões de estudantes da 1ª à 8ª séries, o que fez caírem os índices de abandono  escolar no país.



No plano estipulado até 2020, foram estabelecidos cinco eixos principais: elevar os investimentos no setor petrolífero, exportar energia elétrica, desenvolver a petroquímica, expandir o setor agrário e industrializar o lítio, onde o setor privado e os investimentos estrangeiros estão sendo chamados para desempenhar um importante papel.



Como poucos países da região, a nação andina  está solucionando em apenas 11 anos  uma dívida social de 500 anos, da qual padecia devido a séculos de colonialismo, neocolonialismo e neoliberalismo.



(*) Hedelberto López Blanch, jornalista, escritor e pesquisador cubano, especialista em política internacional.

25
Jan18

UM POUCO DE HUMOR CAPRINO NÃO FAZ MAL A NINGUÉM

António Garrochinho

A INTRODUÇÃO DE "CABRAS SAPADORAS" PARA COMERAM PASTO E ERVA QUE SE ACUMULA EM EXCESSO E FACILITA A COMBUSTÃO FÁCIL E PROPICIA A GERAR INCÊNDIOS NÃO É UMA MEDIDA DISPARATADA.

A SÉRIO ! JÁ QUE ESTES ANIMAIS CONSUMEM MUITO PASTO QUE DE OUTRA MANEIRA SERIA LIXO PARA COMBUSTÃO.

TAMBÉM A PAR DOS "BICHOS SAPADORES" SE PODERÃO CRIAR OS "BICHOS VIGILANTES" JÁ QUE OS GUARDAS FLORESTAIS HUMANOS FORAM EXTINTOS.

DE QUALQUER MODO É PRECISO ESTAR SEMPRE ATENTO AOS INCENDIÁRIOS DA DIREITA FASCISTA QUE PARA ALÉM DE PEGAREM FOTO NO MATO AINDA PODERÃO ROUBAR AS CABRAS.

PARA QUE ISSO NÃO ACONTEÇA AQUI ESTÁ COMO OS FUTUROS VIGILANTES SERÃO VISTOS PELOS BOSQUES DESTE PORTUGAL QUEIMADO.

António Garrochinho
25
Jan18

Conclusões foram aprovadas em Dezembro pelo Conselho da Europa - PSD e CDS-PP puseram em risco segurança dos trabalhadores e apoios sociais

António Garrochinho


O Conselho da Europa considera que o anterior governo violou a Carta Social Europeia, nomeadamente por falta de meios na Segurança Social e na Autoridade para as Condições do Trabalho.
Entre 2012 e 2015, o quadro de inspectores da Autoridade para as Condições do Trabalhao foi reduzido em mais de 50
Entre 2012 e 2015, o quadro de inspectores da Autoridade para as Condições do Trabalhao foi reduzido em mais de 50
As conclusões são do Comité para os Direitos Sociais (ECSR, na sigla em inglês), que avalia o cumprimento da Carta Social Europeia, que Portugal subscreveu em 1989, e referem-se ao período de 2012 a 2015, correspondentes a quase toda a vigência do anterior governo do PSD e do CDS-PP.
De acordo com o Público, Portugal falhou em cinco dos 19 compromissos, tendo cumprido outros nove. Quanto aos restantes cinco, o Conselho da Europa considerou que a informação enviada pelas autoridades nacionais é insuficiente para fazer uma avaliação.

Redução de funcionários públicos: perigo para segurança e protecção dos trabalhadores

A falta de meios, nomeadamente humanos, na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), assim como na Segurança Social, é apontada pelo ECSR como um risco para a higiene e segurança no trabalho e no acesso a prestações sociais.
No caso da ACT, o depauperamento da sua capacidade de resposta é fortemente criticada. O número de inspectores foi reduzido em mais de 50 durante o período, tal como o número de inspecções, que passou de 15 mil, em 2012, para menos de 4 mil, em 2015.
O comité aponta ainda para a insuficiência de medidas para a prevenção e redução do número de acidentes de trabalho. A incidência de acidentes com consequências fatais para algum dos trabalhadores envolvidos manteve-se praticamente inalterada, sendo o dobro da média nos 28 países-membros da União Europeia – o mesmo acontecendo com os acidentes sem vítimas mortais.

Despedimentos na Segurança Social com resultados negros

Também a falta de meios na Segurança Social é destacada pelo ECSR, tendo como consequência a incapacidade de dar resposta aos muitos pedidos de apoios sociais, num período em que a pobreza e o desemprego estavam em crescendo.
Nos anos do anterior governo, cerca de 600 funcionários do Instituto da Segurança Social foram colocados no regime de requalificação, uma ante-câmara para o despedimento criada pelo executivo de coligação entre o PSD e o CDS-PP.

RSI e subsídio de doença são insuficientes

A protecção face a situações de pobreza e de doença é também apontada pelo Conselho da Europa como insuficiente. Os valores em que estavam fixados o rendimento social de inserção (RSI) e o subsídio de doença não chegavam para colocar os beneficiários acima do limiar da pobreza.
O governo do PSD e do CDS-PP mantiveram o indexante de apoios sociais (IAS) congelado, o que significou que não houve qualquer actualização no valor de várias prestações sociais, que estão dependentes deste valor. O mecanismo de actualização automático foi suspenso entre 2011 e 2015, implicando ainda o congelamento de quase todas as pensões.

www.abrilabril.pt
25
Jan18

Milagre ! VOCÊ VAI CAMINHAR !

António Garrochinho




Pela primeira vez na minha vida, na semana passada fui a uma reunião da tão criticada Igreja Universal e partilhei as práticas e orações dos presentes.
De repente, o Pastor se aproximou do lugar onde estava. Olhou-me fixamente e apontou-me o dedo.
Piedosamente, ajoelhei-me e ele colocou as suas mãos na minha cabeça e clamou em voz alta: Você vai caminhar.

Eu respondi-lhe baixo: mas não tenho nenhum problema de locomoção.
Ele ignorou minha resposta e quase gritando, voltou a exclamar: irmão, você vai caminhar!
Toda a Assembleia, com as mãos ao alto, começou a chorar: Você vai caminhar!
Mais uma vez, tentei explicar que não tinha nenhum problema com meus membros inferiores, mas foi em vão.
Cada vez mais forte e com mais energia, ele repetiu: Você vai caminhar!!!! , enquanto a Assembleia em transe gritava ainda mais forte: irmão, você vai caminhar!!!
Optei por me calar e não dizer mais nada.
Quando o acto acabou deixei a Assembleia e, acreditem ou não, o maldito pastor tinha razão:
Tinham-me fanado o carro!!!!
25
Jan18

10 costumes únicos (e bizarros) que você só encontrará noutras culturas

António Garrochinho

Mistérios do Mundo

Algumas culturas de facto possuem hábitos esquisitos
Enquanto nós podemos parecer estranhos para diversas culturas, com certeza estes povos são mais do que esquisitos para nós. 


10 – Vivendo com os Mortos (Indonésia)
Mistérios do Mundo
Toraja é um grupo étnico em South Sulawesi, na Indonésia e o costume é de levar meses para a família levantar dinheiro suficiente para cerimônias fúnebres de seus familiares falecidos. Durante esses meses, os cadáveres são envoltos em trajes especiais e mantidos sob a casa da família. Com essa tradição também acredita-se que, ao manter o falecido, a alma seria preservada até ser enterrada.
 9 – Comer a cinza dos mortos (Venezuela e Brasil)
Mistérios do Mundo
Não fique chocado! Morte e funerais são parte da vida, mas a tradição de comer as cinzas dos mortos é uma tradição chocante e bizarra que é seguida. Na tribo Yonamami do Brasil e da Venezuela, a tradição proíbe manter qualquer parte do corpo falecido. Os corpos dos mortos são queimados. Os ossos são esmagados e misturados com as cinzas, são divididos entre a família e comidos por todos.
8 – Caixões pendurados (Filipinas)
Mistérios do Mundo
Em muitos locais da China, Indonésia e Filipinas você pode encontrar caixões pendurados. As cavernas de pedra calcária em torno de Sagada nas Filipinas também são conhecidas como o “lar dos mortos”. Caixões pendurados são uma tradição antiga e acredita-se que pendurar o caixão impediria o corpo do morto de ser tomado por animais e também abençoaria a alma do falecido.
7 – Carregar mulheres grávidas sobre o carvão (China)
Mistérios do Mundo
De acordo com tradições chinesas, acredita-se que se um marido carrega sua esposa grávida com pés descalços sobre brasas ardentes, a esposa terá trabalho fácil e bem sucedido de parto. Pobre mulher!
6 – Sequestro de noivas (Ciganos Romani)
Mistérios do Mundo
O sequestro é ilegal, e raptar uma garota que você quer que seja sua noiva também é um crime e ilegal. Mas, de acordo com a tradição dos ciganos Ramni, se um homem solteiro rapta uma menina e é capaz de mantê-la refém por 3-5 dias, eles têm legalmente todos os direitos para se casar com ela.
Assustador!
5 – Kanamara Matsuri (Japão)
Mistérios do Mundo
Esse é um festival tradicional bizarro que acontece toda primavera no santuário de Kanayama em Kawasaki, no Japão. O tema central do evento é um pênis. As pessoas marcham pela cidade, erguendo um grande pênis de madeira no ar. O festival é muito popular entre prostitutas, que desejam e rezam por sua proteção contra DSTs.
4 – Cuspida Masai (África)
Mistérios do Mundo
Em uma estranha e bizarra tradição na tribo Masai (um grupo étnico africano encontrado no Quênia e na Tanzânia), as pessoas cospem umas na outras quando cumprimentam seus amigos. Antes de cumprimentarem idosos e oferecerem um aperto de mão, os Masai cospem em suas mãos. Eles também cospem em bebês recém-nascidos e evitam elogios por acreditarem que poderá amaldiçoar a criança para uma vida ruim.
3 – Mulheres Girafa (Tailândia)
Mistérios do Mundo
A tribo Karen da Tailândia segue uma tradição bizarra de usar anéis no pescoço para ficarem com pescoço longos. Eles acreditam que o pescoço longo é um símbolo de beleza e elegância e fazem com que fiquem mais atraentes. As meninas começam a usar os anéis em torno do pescoço com 5 anos de idade. Mais anéis são adicionados ao longo do tempo para fazer com que o pescoço fique cada vez maior.
2 – Cortar os dedos (Indonésia)
Mistérios do Mundo
A tribo Danis da África segue uma estranha tradição: as mulheres na tribo devem cortar uma parte de seus dedos quando um membro da família morre. Elas eram forçadas a sofrer fisicamente juntamente com a dor emocional de perder um membro da família. Conforme a crença da tribo, a tradição era realizada para satisfazer os fantasmas ancestrais. Hoje em dia a tradição não é mais seguida (ainda bem, não?)
1 – Tradição de Sati (Índia)
Mistérios do Mundo
De acordo com a tradição indiana, uma mulher que perde seu marido deve cometer suicídio queimando-se na fogueira com seu marido falecido. Embora conforme a tradição a decisão  da esposa fosse tomada voluntàriamente, após um tempo isso transformou-se em uma compulsão. Hoje em dia essa tradição também não é mais seguida, mas não deixa de ser assustadora.



misteriosdomundo.org
25
Jan18

Império de primeira grandeza, China mantém costumes e antigas tradições

António Garrochinho


O país mais populoso do mundo, com mais de 1,3 bilhão de habitantes, é o único que mantém viva a cultura milenar do seu povo. Conheça cidades onde o passado e o futuro são lições de vida

Christine und Hagen Graf/Flickr
Entre todas as civilizações antigas que legaram o saber ao mundo, a chinesa é a única que permanece de pé com a sua cultura e tradição singular, mas com a sua língua e caligrafia, que remontam ao ano 600. A China é o exemplo de como um país pode crescer e ganhar importância respeitando as tradições e investindo na educação. Os contrastes são grandes, mas cidades como Xangai, Beijing, a Cidade Proibida, e Guilin, na região de Guizhou e Guangxi, ao sul do país, são exemplos de transformações que atraem turistas.


Para se ter uma ideia da importância econômica e do espetacular crescimento da China, basta visitar Xangai, que é, hoje, a segunda maior cidade do país, com quase 25 milhões de habitantes. De costas para o Bund, lado da velha China colonial do século 19, se vê a margem oposta do Rio Huangpu, denominada Pudong. De distrito rural e pobre da cidade, transformou-se no retrato do futuro, de um povo que por ele luta.

Peter Parks/AFP - 10/2/13
Aprisionado em Elba, em 1816, Napoleão retrucou ao ouvir do Lorde Amherst que a Inglaterra havia fracassado na segunda tentativa de estabelecer relações comerciais com a China: “Deixem-na dormir, porque quando acordar o mundo tremerá”. À medida que o barco avança e sobe o rio, à direita, mira-se o futuro.

O encontro de duas skylines
Aly Song/Reuters - 26/8/13
Na margem oriental do Rio Huangpu, denominada Pudong, a China pós-colonial exibe a sua pujança e força. É um dos pontos altos de Xangai, a mais ocidentalizada e cosmopolita cidade chinesa. Com 632 metros, a Shangai Tower desafia a concorrência arrojada com o título de segunda mais alta do planeta. O Shangai World Financial Center, do alto de seus 492 metros e 101 andares, é considerado o maior com espaço vazado ao topo. Empilhando 153 andares e quase meio quilômetro de altura, a Oriental Pearl Tower exibe 470 metros de altura em formato exótico.

Na margem oposta do Rio Huangpu, o encanto da arquitetura colonial intocada do passado. Ali estão prédios como o da Alfândega e o Big-Beng tal e qual, o Hong Kong & Xangai Bank e o Peace Hotel, todas edificações emblemáticas da primeira metade do século 20.

A comparação entre as duas skylines é inevitável e remete às opções históricas de um povo em momentos diversos. Xangai é hoje a segunda maior da China, com quase 25 milhões de habitantes, ainda que, para os ocidentais, seja vendida como a primeira. O Império Celestial ou Império do Centro, que é como os chineses se chamavam e se reconhecem, está de volta. A China, nome pela qual a conhecemos, também. Tais visões, que evidenciam coisas distintas, dialogam ou conflitam, a partir de Xangai.

Xangai significa “acima do mar”. Mas em mandarim clássico, quer dizer “sequestro”. Explica-se. Ao longo do século 19, mais intensamente nas primeiras décadas, era frequente o desaparecimento de jovens chineses. Entorpecidos, acordavam a bordo de barcos. Destinos variados, principalmente para as Américas, o trabalho invariavelmente era escravo. Nos Estados Unidos, ajudaram a construir a Ferrovia Transcontinental; a Oeste do Canadá, a Ferrovia Canadense do Pacífico; no Peru, eram mandados às minas de prata; também serviam nas plantações de açúcar de Cuba e outras ilhas das Índias Ocidentais.

Inovação

A história de Xangai é a síntese da relação da China com países colonizadores, países vizinhos e com o mundo. Uma história de páginas dramáticas, que batizaram um “século das humilhações” (1839-1949), em que esse país continental se ajoelhou ao Ocidente e ao Japão. Foi a partir do fim da Segunda Guerra Mundial que os chineses voltaram a pensar o país em posição central no globo. É o início daquilo que em sua atual bibliografia histórica chamam de a era da “Inovação”, segundo exposição do Museu Nacional da China na Praça da Paz Celestial: trata-se do ocaso da dinastia Qing, com o surgimento dos movimentos nacionalistas, as guerras antinipônicas, a guerra civil e a ascensão de Mao Tse Tung e do Partido Comunista Chinês. Engloba e inclui-se a partir daí todo o esforço industrializante efetuado, em prejuízo de liberdades individuais e, em certo momento histórico, com os equívocos e absurdos cometidos pela Revolução Cultural.

É no entrelaçar das culturas que a beleza de Xangai revela a dramática história com alguns suspiros de deleite, como o Yu Yuan — o Jardim da Felicidade — um oásis na metrópole, de 1559 (dinastia Ming), em que a clássica arquitetura chinesa está entrecortada por lindos jardins e pontes em linhas tortas, protegidas por muros coroados por um curvilíneo dragão de quatro patas (não cinco, como o dragão imperial, para evitar a ira do imperador (BM)



Como circular

O metrô é muito organizado e cobre os principais pontos turísticos. Prepare-se para interagir com um mar de pessoas, como jamais viu em transporte público. Táxis têm preços justos, mas a comunicação com os motoristas não é fácil

Carlos Barria/Reuters - 4/12/11
» O Bund, coração da cidade colonial, exibe símbolos do período em que foi dominada pelo Ocidente. 

» Museu de Xangai: com 120 mil peças, tem relíquias do neolítico à dinastia Qing, cobrindo cinco mil anos de história.

Mark Greening/Flickr
 
» Jardim Yu Yuan (Jardim da Felicidade) e Bazar: principais atrações da cidade antiga.

» Observatório do Shanghai World Financial Center: ao topo do 101º andar, com 492 metros de altura, apresenta espetacular vista aérea das duas margens do Rio Huangpu. Está encravado em uma infraestrutura urbana futurista, em que metrô, highways, shoppings e elevados de pedestre interagem com elegância.

» Pudong, margem do Rio Huangpu oposta ao Bund. Todas as edificações ali existentes – entre as quais três das mais altas torres do mundo – foram construídas depois de 1990. Em passeio de barco pelo rio, percorre-se, em uma hora, 16 quilômetros desse importante rio, com 110 quilômetros de extensão. A skyline futurista de Xangai pode ser apreciada. 



www.correiobraziliense.com.br

25
Jan18

CRIME E VERGONHA

António Garrochinho

A PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS FOI UM CRIME.
NINGUÉM CONCORDA COM ESTE ABUSO A NÃO SER OS QUE FIZERAM O NEGÓCIO CHORUDO E OS QUE RECEBERAM LUVAS POR ISSO.

POR TODO O PAÍS HÁ INDIGNAÇÃO E REVOLTA (QUE FOI TARDIA) E AS GOVERNAÇÕES COVARDES E CÚMPLICES NÃO RESPEITAM A VONTADE DO POVO QUE SERIA A RENACIONALIZAÇÃO DOS CTT.

TODO O SERVIÇO PRIVADO É DEFICIENTE, EM MUITOS LADOS INEXISTENTE, E ISSO LEVA A POPULAÇÃO PRINCIPALMENTE AS PESSOAS MAIS IDOSAS QUE TÊM QUE DESLOCAR A OUTROS LOCAIS ONDE POSSAM RESOLVER OS SEUS ASSUNTOS.

UM NOJO E UMA DAS GRANDES PROVAS DE DESPREZO COM QUE OS GOVERNOS ps/psd/cds TRATAM O POVO PORTUGUÊS.

Anntónio Garrochinho
25
Jan18

PATRÍCIA RODRIGUES UMA CONTERRÂNEA NEXENSE É A CARA DOS CORREIOS NO INTERIOR ALGARVIO - Em Alte a carteira ainda recebe chouriços e laranjas por levar as cartas

António Garrochinho


A distribuição do correio numa aldeia do interior algarvio já não se faz todos os dias e a população lamenta que o serviço dos CTT se vá degradando.

A aldeia tem hoje um funeral e muita gente está na rua, ao pé da igreja. Lá perto, no posto de correio, Maria espera pela carteira Patrícia Rodrigues. Aproveita para lamentar o atraso na entrega do correio,que se está a tornar uma constante . "Para a gente é chato porque não conseguimos fazer os pagamentos a tempo e horas" da água e luz.
Loulé fica a 25 quilómetros e mesmo aí, na cidade, já fechou um posto de correio. Maria lembra que o atraso na correspondência já provocou graves prejuízos ao marido. "Foi chamado para ser operado, mas como a carta não chegou, teve que esperar mais seis meses para fazer uma operação à anca."
A carteira Patrícia faz a volta de carro por algumas zonas, a pé pelo centro da aldeia. Há cinco anos que realiza esta volta e já conhece quase toda a gente.
Por vezes os clientes pedem-lhe alguns favores. Quando não estão em casa e são registos, "pedem-me para o vizinho assinar" e admite que, por fazer esta e outras gentilezas, as pessoas dão-lhe "um chouricinho ou laranjas". "As pessoas aqui são muito simpáticas", diz a jovem carteira.
E há até quem nela confie para lhe levantar o dinheiro da reforma. "Há uma senhora no Ameixial que assina e eu levo-lhe o dinheiro no dia seguinte". A confiança é mútua, pelos laços que se criam. Mas ultimamente Patrícia Rodrigues ouve muitas queixas. De correio que se atrasa, de contas que não chegam a horas para pagar. Quando ela chega, Carlos, dono de um café, não esconde o seu descontentamento.
"Ontem tinha 30 e tal cartas dentro da caixa", diz o homem que lamenta não ter havido distribuição de correio durante uma semana. "Recebi cartas ontem e era hoje o último dia de pagamento". E a carteira dá-lhe razão. "As chefias é que mandam na gente e eu sinto-me impotente para fazer aquilo que as pessoas querem", admite.
Noutro estabelecimento, Álvaro Cabrita brinca com a carteira e queixa-se de que ela só lhe entrega contas para pagar. "Ainda ontem recebi uma".
Por enquanto a aldeia de Alte ainda tem posto de correio e Álvaro, já idoso, nem quer ouvir falar em que ele possa ser extinto. "Nem pensar nisso", afirma. E explica a sua contestação. "A maioria dos que aqui vivem são idosos que têm os filhos em França ou no Canadá" e não têm quem lhes dê boleia para tratar de assuntos do correio na localidade mais próxima, a 25 quilómetros de distância.
Na despedida, a carteira Patrícia anuncia que na próxima semana já não fará aquela volta. Virá um colega novo. Decisão das chefias, diz a carteira. A Álvaro desagrada-lhe a ideia. "Eles mandam mal, pensam que são inteligentes mas são burros. Eu vivo aqui e eu é que sei", responde o homem.
Uma afirmação que as pessoas não se cansam de fazer: quem está na terra é que conhece as necessidades locais.
Patrícia Rodrigues ouve muitas queixas até ao final do dia de trabalho que ainda se vai prolongar. "Vou ainda entregar mais umas quantas [cartas] e separar o correio à tarde. Entro todos os dias às 6h30 da manhã".
Uma jornada longa para entregar em mão as cartas que tanta gente espera e que na maior do País não há correio eletrónico que as substitua.
25
Jan18

OLHÓ AVANTE ! - AFECTOS DE CLASSE

António Garrochinho



Ângelo Alves 

Afectos de Classe

É conhecida a enorme disponibilidade de Marcelo Rebelo de Sousa para, no exercício das suas funções de Presidente da República, contactar directamente com o povo, como ele próprio afirma, facto que já lhe valeu o «título», que não recusa, de «presidente dos afectos». Marcelo foi, e bem, muito lesto a visitar populações afectadas pelos incêndios e por outras tragédias ou acidentes mais ou menos recentes. 
Foi também solícito a ser director da revista Cais por um dia ou a embalar géneros no Banco Alimentar. 
O seu activismo estende-se ao pronunciamento político sobre inúmeras questões, a muitas dezenas de audiências a associações, à participação em vários seminários e conferências – como o recentemente realizado pela «Plataforma para o crescimento sustentável», fundada por Jorge Moreira da Silva – e à representação internacional do Estado português – realizou em menos de dois anos 31 viagens oficiais a 25 países.

É inegável que temos um Presidente da República extremamente activo e disponível. Contudo, esse activismo e disponibilidade parecem desvanecer-se quando o tema é a vida, os direitos e o sustento de centenas de trabalhadores. 
As trabalhadoras da Gramax (antiga Triumph) estão há meses em luta, estão em risco os seus direitos constitucionalmente garantidos, o seu sustento e o sustento de famílias inteiras. 
As trabalhadoras em luta pelas suas vidas queriam falar com o Presidente da República e até se deslocaram à sua residência para o efeito. Mas o Presidente não estava lá, delegou nos assessores. 
Tal como não esteve em nenhuma concentração contra o encerramento dos CTT, em nenhuma acção em defesa dos direitos dos trabalhadores da Altice, ao lado dos trabalhadores da Autoeuropa, ou dos da Cofaco que vai encerrar enviando para o desemprego cerca de 6% da população activa da Ilha do Pico, uma autêntica tragédia social. É que, tal como tudo na vida, até o activismo e os «afectos» têm um conteúdo de classe.

www.avante.pt

25
Jan18

Consegue imaginar uma carteira com dentes ou até mesmo um piano com RELVA ENTRE AS TECLAS ? Conheça as esculturas surrealistas de Nancy Fouts

António Garrochinho



No mundo das esculturas encontramos de tudo um pouco. Desde as mais clássicas e tradicionais feitas com martelo e pincel à trabalhos mais vanguardistas e inovadores ou até mesmo as obras de arte daquelas encontradas na rua que não pareciam serem adequadas nesta categoria.
Nancy Fouts, uma artista americana que reside em Londres e que tem estúdios nas Escolas de Arte Royal e Chelsea trabalha com esses limites. E, como ela, seus trabalhos vivem em áreas onde não costumamos ver.
veja abaixo algumas das suas incríveis esculturas surrealistas.
1. É difícil pensar que são esculturas.
Nancy Fouts
Nancy Fouts
2. Sua criatividade ultrapassa nossa imaginação.
Nancy Fouts
Nancy Fouts
3. Um ninho dentro de uma granada.
Nancy Fouts
Nancy Fouts
4. Este moedeiro parece um pouco zangado, alguém andou gastando além da conta.
Nancy Fouts
Nancy Fouts
5. Cerejas ou dados?.
Nancy Fouts
Nancy Fouts
6. Dizem que a música faz bem as plantas.
Nancy Fouts
Nancy Fouts
7. Badminton definitivamente quebrou com os esquemas.
Nancy Fouts
Nancy Fouts
8. Balão ou pêra? Eis a questão…
Nancy Fouts
Nancy Fouts
9. Seria um quadro 3D?
Nancy Fouts
Nancy Fouts
“Eu amo ver as pessoas secretamente enquanto observam meu trabalho, vendo os sorrindo, rindo e imaginando. Essa é a minha recompensa “Diz a artista.


explicandoo.com
25
Jan18

34 coisas que muitos acreditam que são mentiras, mas são completamente verdadeiras!

António Garrochinho



Independentemente de quantos anos temos, o mundo em que vivemos sempre terá coisas e fenómenos incompreensíveis.
As seguintes descobertas provavelmente o surpreenderão e tornarão uma pessoa mais interessante…
Biologia
  • É quase 100% certo de que a água que você bebe tem pelo menos uma molécula que já passou alguma vez pelo corpo de um dinossauro. (Fonte)
  • O beija-flor é o único pássaro que pode voar para trás. (Fonte)
  • Temos dez vezes mais células bacterianas no corpo do que células puramente humanas. (Fonte)
  • As impressões digitais de um coala são, a primeira vista, impossíveis de se diferenciar das de uma pessoa, mesmo analisadas sob um microscópio. (Fonte)
  • O tardigrada, conhecido como urso de água, é uma das criaturas mais resistentes da Terra. Pode sobreviver em condições extremas, como o pergelissolo, isto é, sob camadas de solo permanentemente congelado. (Fonte)
  • A diferença nos anos entre o stegosaurus e o tiranossauro é maior do que os anos que separam o tiranossauro dos humanos. (Fonte)
  • Os vermes têm cinco corações. (Fonte)
  • O coração da baleia azul é tão grande que uma criança poderia nadar em suas artérias. (Fonte)
  • Nós compartilhamos 50% do nosso DNA com as bananas. (Fonte)
  • O mel é o único alimento que nunca fica ruim. Se você armazena mel em um frasco com uma tampa, em princípio, pode durar para sempre. (Fonte)
Física
  • A partir do momento em que Plutão foi descoberto até o momento em que ele perdeu seu status de um planeta, este corpo celeste não conseguiu terminar uma volta inteira ao redor do sol. (Fonte)
  • Em Venus, um dia é maior do que um ano. O planeta Venus da uma volta ao redor do sol em 225 dias, mas precisa de 243 para dar uma volta ao redor de seu próprio eixo. (Fonte)
  • Na lua de Saturno, a atmosfera é mais densa do que a da terra, mas a força da gravidade é apenas um sétimo da que temos na Terra. Com pequenas asas nos braços, você poderia voar como um pássaro em Titã. (Fonte )
  • Em Saturno e Júpiter, chovem diamantes, literalmente. (Fonte)
  • Em teoria, se você fizer um buraco atravessando a Terra e pular nele, você poderia alcançar o outro lado do planeta em apenas 38 minutos. (Fonte)
Geografia e história
Do céu você pode ver claramente a linha entre o Este e Oeste devido aos diferentes tipos de luzes usadas em ambos os lados. (Fonte)
  • A superfície da Rússia é maior do que a superfície de todo Plutão. (Fonte)
  • Se passou mais tempo entre a construção das pirâmides e Cleópatra do que entre Cleópatra e a visita à Lua. (Fonte)
  • Existe sinal de telefone celular no topo do Everest. (Fonte)
  • 14 anos antes do Titanic afundar, um livro foi escrito sobre um navio com o mesmo nome e sofreu uma tragédia semelhante. (Fonte)
  • Nunca saberemos com certeza quem inventou as hidrantes (a entrada de água projetada para fornecer um fluxo de água em caso de incêndio), uma vez que a patente foi perdida ironicamente em um incêndio no escritório de patentes de Washington em 1836. (Fonte)
  • Neil Armstrong foi forçado a preencher um formulário para imigrantes quando chegou aos Estados Unidos após sua viagem à Lua. (Fonte)
  • O francês foi a língua oficial da Inglaterra por cerca de 600 anos. (Fonte)
  • O imperador romano Calígula decidiu declarar a guerra ao deus dos mares, Poseidon, e ordenou que seus soldados lançassem lanças de maneira aleatória no mar. (Fonte)
  • Hoje, a cada minuto, tiramos mais fotos no mundo do que todas as fotos tomadas durante todo o século XIX. (Fonte)
  • Quando a empresa de produção de filmes Warner Brothers foi fundada, ainda havia o Império Otomano. (Fonte)
Sociedade e cultura

  • Steven Spielberg deixou a universidade em 1968, mas continuou seus estudos muitos anos depois e se formou em 2002, um gesto de agradecimento a seus pais, que lhe deram os meios necessários para realizar sua educação superior. (Fonte)
  • Uma lata de refrigerante de cola afunda na água, mas uma de cola light flutua. (Fonte)
  • Todos os anos você come uma média de meio quilo de insetos sem perceber. (Fonte)
  • A ereção mais duradoura do mundo está encapsulada em um pedaço de âmbar na Birmânia. O pénis ereto pertence a uma aranha que viveu a 99 milhões de anos atrás.  (Fonte)
  • Se pudéssemos ouvir sons abaixo de 20 Hz, poderíamos ouvir o movimento de nossos próprios músculos. (Fonte)
  • Um em cada dez islandeses publicará um livro pelo menos uma vez na vida. (Fonte)
  • 99% da energia que um micro-ondas consome é apenas por estar conectado e não por aquecer alimentos. (Fonte)
  • Na bandeira norueguesa existem seis bandeiras de outros países: Indonésia, Finlândia, Holanda, Tailândia, Polônia e França.

explicandoo.com
25
Jan18

A vergonha dos civis alemães quando viram as atrocidades do regime nazista nos campos de extermínio

António Garrochinho


Milhões morreram sob a macabra maquinaria assassina do regime nazista. Adolf Hitler buscava a "solução final" exterminando os judeus da Alemanha, primeiro, da Europa, depois, e, finalmente, do mundo. E para isso seu governo desenhou campos de concentração onde os aniquilava. Eles e os inimigos do ditador. Mas ao finalizar a Segunda Guerra Mundial, muitos alemães que aderiam ao partido nacional socialista asseguravam ignorar as atrocidades cometidas pelo regime. Outros comungavam com suas ideias e ações, e tudo justificava o que Hitler ordenara.

E para que essa atroz história não se repetisse, as tropas norte-americanas ordenaram milhares de alemães a visitar campos de concentração enquanto seus prisioneiros eram libertados e assistidos em condições desumanas. Um desses centros de extermínio foi Buchenwald, em Weimar.

Dias após sua libertação, em uma longa fila, os moradores dos povoados mais próximos foram ver o horror. As pilhas de cadáveres sendo transportados para as sepulturas, os reféns do regime em estado de péssima nutrição e à beira da morte.

O vídeo mostra como aqueles que assistiram a esse triste espetáculo não puderam evitar as lágrimas de vergonha. Poucos podem tolerar as imagens que circulam. Foram cúmplices silenciosos de uma maquinaria selvagem dedicada à morte.

O vídeo, evidentemente não é para os fracos de coração, são imagens terríveis que recomendamos vivamente que não sejam vistas pelos mais sensíveis.

O jornalista Edward R. Murrow esteve ali naquelas dramáticas primeiras horas e narrou os fatos a uma rádio mais tarde:
"Ao meu ao redor surgiu um fedor horroroso, homens e crianças se aproximaram para me tocar. Estavam em farrapos nos vestígios de uniformes. A morte já tinha marcado muitos deles, mas estavam sorrindo.

Olhei à massa de homens para os verdes campos para além, onde os alemães bem alimentados estavam arando. Fomos ao hospital. Estava cheio. O doutor disse que 200 tinham morrido no dia anterior. Perguntei a causa da morte. Encolheu os ombros e disse:

- "Tuberculose, inanição, fadiga e há muitos que não desejam viver. É muito difícil".

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25
Jan18

EXPULSAM DOZE CAMELOS NUM FESTIVAL DE BELEZA NA ARÁBIA SAUDITA POR USO DE BOTOX

António Garrochinho



Nesta sociedade obcecada com o culto ao corpo, ninguém escapa dos rígidos padrões de beleza. Nem os camelos. Não obstante pareça piada sem graça, sim, Miss Camelo (ou Camel Mazayna, como é chamado) existe. O concurso é realizado há uma década na Arábia Saudita, com a participação de tribos beduínas do próprio país, de Omã, Kuwait e Emirados Árabes. E parece que a coisa está ficando muito competitiva.
Expulsam 12 camelos de um concurso de beleza saudita pelo uso de Botox


Os responsáveis pelo King Abdulaziz Camel Festival foram obrigados a publicar um comunicado através de sua página sobre a queixa das armadilhas em que incorreram alguns dos participantes:

- "Nossos comitês têm a experiência e equipes necessárias para detectar manipulação. Trabalhamos para combater a fraude. Não permitiremos, jamais."

Se você não entende porque alguém chegaria ao extremo de injetar neurotoxinas em um artiodátilos deve saber que só neste festival foram apresentados até 30.000 camelos, que disputam prêmios de 179 milhões de reais.

Expulsam 12 camelos de um concurso de beleza saudita pelo uso de Botox


Os jurados buscam o rosto perfeito, as bocas mais coriáceas, corcovas perfeitamente localizadas e patas elegantemente musculadas. O ganhador adquirirá automaticamente o status de celebridade na multimilionária indústria do camelo saudita. Daí que cada retoque nas linhas estéticas do participante podem fazer uma grande diferenças entre estar no grupo dos vencedores ou dos perdedores.

Expulsam 12 camelos de um concurso de beleza saudita pelo uso de Botox


Como denunciam espectadores do festival, alguns criadores estavam buscando potencializar essa belezura de seus animais aplicando botox nos lábios, nariz, no contorno e inclusive na mandíbula. Isso faz com que suas cabeças pareçam maiores, e que quando alguém pense " - oh, nossa que cabeção mais lindo".



Uma crítica absolutamente lícita, já que como diz o manual do concurso, não é permitido camelos com drogas nos lábios, pintados ou tingidos em qualquer parte do corpo ou com alteração em sua forma natural.

Expulsam 12 camelos de um concurso de beleza saudita pelo uso de Botox
Foi assim que doze mamíferos camelídeos fakes foram desqualificados imediatamente do concurso.



Se você planeia dar um passeio por Riad talvez convenha encaixar a data de viagem com a celebração deste festival, todo um espetáculo de quatro semanas no norte da capital, frequentado por mais de 300.000 pessoas, onde tudo está estabelecido para render tributo a este símbolo nacional: restaurantes, bombas para tirar leite fresquinho, barraquinhas com souvenires, zoológicos de todos os tipos, esculturas e inclusive planetários que contam a história dos camelos como veículo no mundo árabe.

Como última curiosidade vale a pena saber que, sendo o camelo uma das especialidades gastronômicas da Arábia Saudita, o fornecimento da carne vem de fora, especificamente da Austrália, o país que abriga o maior rebanho de camelos do mundo. Importado no século XIX para fazer serviços pesados, depois da sua dispensa os camelos se tornaram uma das pragas que assolam descontroladamente o território australiano.

Expulsam 12 camelos de um concurso de beleza saudita pelo uso de Botox


Como não conta com uma população suficiente para abastecer sua demanda, daí que tenham que importar de outros países. Tradicionalmente vinham do norte da África, mas as doenças e a instabilidade política fizeram com que a Austrália se convertesse no principal provedor da Arábia Saudita. Ademais, como os camelos árabes são tradicionalmente utilizados para transporte de carga e trabalhos pesados, sua carne não é tão tenra como a dos australianos.

Fonte: Vice.

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25
Jan18

PORTUGAL | Bloco central

António Garrochinho

Ana Alexandra Gonçalves* | opinião

Só a ideia faz muitos salivar. Bloco central é o principal palco para a promiscuidade entre poder político e económico, como os últimos quarenta anos demonstram. Bloco central é o contexto ideal para que muitos negócios venham a conhecer a luz do dia, sobretudo com o enfraquecimento dos serviços públicos que abrem as portas aos conhecidos negócios.

Rui Rio, novo líder do PSD, mostra-se adepto da ideia, como se estivesse já convencido da derrota do seu partido nas próximas eleições, manifestando uma indisfarçável vontade de estar no poder,  mesmo sendo forçado a dividi-lo com o PS. Resta saber como se comportará a orfandade de Passos Coelho, a mesma que depositou tantas esperanças na eleição de Santana Lopes, e que vê agora um arauto do bloco central à frente dos destinos do partido. De resto, se pretenderem honrar o pai Passos Coelho, essa orfandade lutará contra o bloco central e, por consequência, contra a nova liderança.

Paralelamente, António Costa proferiu declarações que mostram a sua intenção de continuar a dar preferência à actual solução política, mantendo-se "no mesmo caminho e com a mesma companhia". Para já é esta a posição de Costa.

Seja como for, a ideia do bloco central é demasiado apelativa para que os sectores mais poderosos da sociedade portuguesa abandonem a mesma. Aliás, é indiscutível que a eleição de Rio já nos pôs a todos a falar em bloco central - facto particularmente inquietante. 

Ana Alexandra Gonçalves | Triunfo da Razão
25
Jan18

BARRAGEM DE CASTELO DO BODE INAUGURADA HÁ 67 ANOS”

António Garrochinho


Completaram-se na passada semana, a 21 de Janeiro, 67 anos sobre a data da inauguração da Barragem de Castelo de Bode. Reflexo de uma sobreposição da fação industrialista do Estado Novo à génese ruralista do regime, confirmada nos anos seguintes com os Planos de Fomento, a Barragem de Castelo de Bode foi inaugurada com pompa e circunstância no já longínquo ano de 1951. A cerimónia contou com a presença daquelas que eram então as duas figuras maiores da política nacional, o Presidente do Conselho, Oliveira Salazar, e o Presidente da República, Marechal Carmona.
Em 1945, havia sido anunciada, por parte do Governo, a denominada “política de eletricidade”, que trouxe a Portugal uma comissão inglesa que integrava sete personalidades com elevada reputação técnica, especialmente interessadas em Castelo de Bode. Na sequência dos levantamentos efetuados por este grupo, constituíram-se a Hidoelétrica do Zêzere e a Hidroelétrica do Cávado, sociedades onde o capital público era maioritário.
As obras da Barragem de Castelo de Bode arrancaram em março de 1946, as escavações iniciaram-se em março de 1947 e, em setembro deste ano, o leito do rio estava a seco. Em julho de 1948 deu-se início à colocação de betão nas obras definitivas; em outubro de 1949 principiava-se a montagem de equipamento na central; em abril de 1950 começava o enchimento da albufeira; em janeiro de 1951, mês da inauguração, entrou em funcionamento o primeiro grupo gerador. O objetivo primeiro era o fornecimento de energia elétrica a Lisboa, pondo fim ao papel crucial desempenhado durante largos anos pela Central Tejo.
Durante estes cinco anos de obras, a azáfama nas margens do Zêzere, neste vale entre os concelhos de Abrantes e Tomar, foi significativa. As obras de construção de uma barragem de betão (do tipo arco gravidade), com 115 metros de altura e um desenvolvimento do coroamento de 402 metros, com três turbinas (o projeto inicial incluía cinco), fez com que se fizessem transportes de dimensões especiais que ainda estão na memória de alguns mais idosos. Chegou-me um destes dias às mãos, através de um amigo, a revista ACP, órgão oficial do Automóvel Club de Portugal, dos meses março/abril de 1950, onde, na página 17, se narra a aventura que foi a viagem de 30 dias, entre Lisboa e Castelo de Bode, do rotor de 64 500 kgs, que o redator intitulou “Lá vem o camião gigante que tem muito que contar…”. Dá-se conta da curiosidade que tal transporte suscitou, a ponto de se terem organizado excursões para o verem avançar, no seu passo de caracol, num trajeto pautado por inúmeras dificuldades.
Houve a necessidade de cortar árvores centenárias, de reforçar estradas, de improvisar pontes e, na passagem, o “monstro” derrubou muros e postes e, cansado do peso que transportava, avariou mais do que uma vez até chegar ao destino.
Porque uma barragem hidroelétrica não é constituída apenas por um enorme bloco de betão e um conjunto de turbinas, um empreendimento desta natureza implica a submersão de um espaço considerável que até aí se destinava a múltiplas actividades. Por essa via, o rio Zêzere sofreu, num longo percurso, o alargamento do seu leito sobre casas e terras de cultivo, o mesmo acontecendo a algumas ribeiras. A albufeira da Barragem de Castelo de Bode constituiu-se, deste modo, como uma enorme barreira entre dois mundos: a zona do pinhal (Beira Baixa), a norte, e, a sul, os olivais e terrenos mais baixos que indiciam o Alentejo e são domínio ribatejano (estende-se pelos concelhos de Abrantes, Figueiró dos Vinhos, Ferreira do Zêzere, Sertã, Tomar e Vila de Rei).
Ainda a barragem não estava inaugurada e as queixas já se faziam sentir. No Jornal de Abrantes de 14 de janeiro de 1951, um habitante do Souto referia-se com preocupação aos caminhos que haviam sido cortados com a subida das águas, a populações que ficaram praticamente isoladas e ao facto de não terem sido construídas verdadeiras alternativas para circulação. Se é certo que existiam algumas barcas de passagem, como na Ribeira do Souto, o embarque de animais era particularmente difícil e já havia desencadeado acidentes.
Pela perda das suas casas ou das suas terras, muitas pessoas abandonaram a região, num êxodo como na região não há memória. Volvidas mais de seis décadas, alguns anciãos continuam a preferir nem tocar no assunto ou desviam a conversa dos acontecimentos dos anos cinquenta, já outros, ainda que com tristeza sonhadora, fazem questão em confidenciar tudo aquilo de que se recordam. Para avivar a memória, recorrem às palavras de Manuel Coelho, poeta popular, analfabeto, de Valadas, concelho de Vila de Rei, que, na época, inventou várias quadras. Será sintomática quanto ao estado de espírito das gentes da região, aquela em que se diz:
De Constância ao cimo do Zêzere,
Eu digo com ligeireza,
Em lado nenhum há alegria,
Em todo o lado há tristeza.
“Em todo o lado há tristeza”, afirmou-o Manuel Coelho e confirmam-no as histórias que tantas vezes ouvi, porque nasci numa aldeia junto à albufeira. A tristeza terá sido tanto mais dolorosa quanto maior a mudança provocada na vida de homens e mulheres, a começar por aqueles que tiveram de abandonar as suas casas, como os habitantes da Foz da Ribeira, Conqueiro,  Pombeira,  Videiral ou Casal da Barca, mas igualmente dos que viram as suas terras alagadas, que eram o seu ganha-pão e lhes haviam sido legadas pelos antepassados.
Adeus ó Água das Casas,
A ti pouco te conheço,
Cobriram-te as melhores terras,
Deixaram-te a ponta do cabeço.
Com efeito, a par daqueles que se viram obrigados a partir para o Alentejo, Lezírias Ribatejanas ou América do Sul com os poucos tostões de uma expropriação algumas vezes pouco clara, tivemos os que se viram obrigados a readaptar a sua existência. Da charneca fizeram terra arável e viram-se obrigados a procurar aquilo que nunca faltara aos seus nateiros – água. Nateiros eram terras ribeirinhas que cercavam ribeiras como o Codes, especialmente férteis em virtude das enormes cheias de Inverno.
A propósito destas cheias, contam-se histórias de heróis que conseguiam, utilizando barreiras e outros obstáculos, desviar o percurso do Codes, para que na sua torrente infernal de inverno esta ribeira não levasse consigo as terras férteis – esse Codes que trazia fertilidade mas que também tudo levava, caso o não impedissem.
Nos anos 80, com o direcionar da água da Barragem de Castelo de Bode para o abastecimento de Lisboa, alterou-se aquele que era o seu principal objetivo. Nos dias que correm, com um plano de água com ótima qualidade, com cerca de 60 kms de comprimento, Castelo de Bode será o que nós quisermos ou soubermos fazer dela.
Antiga Roda no Rio Fundeiro, submersa pela albufeira
Antiga Roda no Rio Fundeiro, submersa pela albufeira
Barragem.05
Barragem
Barragem.311
Barragem
Barragem.3.111
Barragem
Barragem.235
Barragem
8828234
Obras de construção
Barragem C B (21)
Barragem
Barragem C B (20)
Barragem
Barragem C B (19)
Barragem
Barragem C B (10)
Barragem
Barragem C B (12)
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Barragem C B (13)
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Barragem C B (14)
Barragem
Barragem C B (11)
Barragem
Barragem C B (15)
Barragem
Barragem.2211
Barragem

centrodeestudosportugues1.wordpress.com
25
Jan18

25 de Janeiro de 1882: Nasce a escritora inglesa Virginia Woolf, autora de "Mrs Dalloway" e "As Ondas"

António Garrochinho


Escritora inglesa nascida a 25 de  Janeiro de 1882, no seio de uma família da alta sociedade londrina, e falecida a28 de  Março de 1941. O pai, Sir Leslie Stephen, era crítico literário. Virginia Stephen, nome de solteira, passou a infância numa mansão londrina com os três irmãos e tratada por sete criados, convivendo com personalidades como Henry James e Thomas Hardy. Virginia tinha 13 anos quando a mãe morreu e 22 quando chegou a vez do pai falecer. Os quatro irmãos foram então viver para Bloomsbury, um bairro londrino da classe média-alta. A irmã mais velha, Vanessa, de 25 anos, tomou conta dos restantes três.

Em sua casa foi formado o Grupo de Bloomsbury, onde se  reuniam regularmente personalidades como os poetasT. S. Elliot e Clive Bell, o escritor E.M. Forster entre outros artistas e intelectuais. Os quatro irmãos, entretanto,viajaram pela Grécia e Turquia, mas pouco depois do regresso morreu Tholby, em  Novembro de 1906. Virginia sofreu a primeira de muitas grandes depressões. Casou em 1912 com o crítico literário Leonard Woolf, que viria aser o seu companheiro de toda a vida.

The Voyage Out, de 1915, marca o início da sua carreira de romancista, mas só dez anos depois, com MrsDalloway, considerado o seu primeiro grande romance modernista, chegou o reconhecimento como escritora reputada. Orlando, obra de 1928, confirmou as qualidades de Virgina Woolf. Esta obra tem um protagonista andrógino, inspirado na sua amiga Vita Sackville-West, com quem manteve uma longa relação íntima. Após obras como A Room of One's Own (Um Quarto Que Seja Seu), onde defende a independência das mulheres, The Waves(As Ondas) e The Years (Os Anos), em 1938 lançou um romance polémico, Three Guineas (Os Três Guineus), na sequência da morte de um sobrinho na Guerra Civil espanhola. Neste livro, Virginia Woolf defende que a guerra éa expressão do instinto sexual masculino. A 28 de  Março de 1941, pouco depois de ter lançado Between the Acts,Virginia Woolf suicidou-se, atirando-se a um rio com os bolsos cheios de pedras. Foi a segunda tentativa em poucos dias, interrompendo assim uma carreira marcada pela obtenção de diversos prémios literários, dos quais,contudo, só aceitou um, o Fémina, de França.

Paralelamente à  actividade de escritora, Virginia, em conjunto com o marido, fundou e manteve uma editora,destinada a publicar textos experimentais, textos de amigos e traduções de russo. Intitulada Hobart Press, a editora funcionava em moldes caseiros, depois de em 1917 Leonard ter oferecido à esposa uma pequena tipografia. 

Virginia Woolf. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

Retrato de Virginia Woolf, pelo fotógrafo George Charles Beresford, em agosto de 190
Lytton Strachey e Virginia  Woolf em Garsington, 1923

File:StracheyWoolf.jpg
A carta que Virgínia Woolf deixou ao seu marido antes do suicídio

Meu Querido:

Tenho a certeza de que estou novamente a enlouquecer: sinto que não posso suportar outro desses terríveis períodos. E desta vez não me restabelecerei. Estou a começar a ouvir vozes e não me consigo concentrar. Por isso vou fazer o que me parece ser o melhor. Deste-me a maior felicidade possível.
Foste em todos os sentidos tudo o que qualquer pessoa podia ser. Não creio que duas pessoas pudessem ter sido mais felizes até surgir esta terrível doença. Não consigo lutar mais contra ela, sei que estou a destruir a tua vida, que sem mim poderias trabalhar. E trabalharás, eu sei. Como vês, nem isto consigo escrever como deve ser.
Não consigo ler.
O que quero dizer é que te devo toda a felicidade da minha vida. Foste inteiramente paciente comigo e incrivelmente bom.
Quero dizer isso — toda a gente o sabe. Se alguém me pudesse ter salvo, esse alguém terias sido tu. Perdi tudo menos a certeza da tua bondade. Não posso continuar a estragar a tua vida. Não creio que duas pessoas pudessem ter sido mais felizes do que nós fomos.

V.
25
Jan18

25 de Janeiro de 1576: Paulo Dias de Novais funda a cidade de Luanda

António Garrochinho


Em 11 de Fevereiro de 1575, chegou à Ilha das Cabras — a ilha de Luanda — a armada de Paulo Dias de Novais, composta de sete velas — «dois galeões, duas caravelas, dois patachos e uma galeota» — e cerca de 700 homens, dos quais, à volta de 350 eram homens de armas, no dizer de Lopes de Lima e conforme a «descrição» dirigida em 1592 a D. Filipe I, por Domingos d'Abreu de Brito — «descrição» essa que, a seguir, transcrevemos, do livro de Lopes de Lima «Ensaios sobre a estatistica das "Possessões Portuguesas»—: 


«que a gente que este Governador levava erão tresentos e cincoenta homeês dos quaes erão a mayor parte delles chatins, çapateiros, e alfayates, e hus delles apeguarão em seus officios, outros per suas industrias se tornarão nas mesmas embarcações, e algua parte delles acabarão com misérias e necessidades per falta de mesinhas...»


A actual Luanda foi fundada a 25 de Janeiro de 1576, pelo capitão Paulo Dias de Novais, primeiro governador de Angola. Cedo se desenvolveu uma povoação para a qual se dirigiram vários comerciantes interessados no tráfego de escravos. Em 1605, apesar de não possuir qualquer fortificação ou feitoria, a povoação foi elevada a cidade.Em 1641, ficou sob o domínio dos holandeses, sendo recuperada, em 1648, sob o comando de Salvador Correia de Sá, que lhe atribuiu o nome de S. Paulo da Assunção de Luanda.

Nos séculos XVII e XVIII, foram construídas várias fortificações, como a Fortaleza do Morro de S. Miguel, a de São Pedro da Barra, o Forte de São Francisco do Penedo, o de N.ª S.ª da Guia e o de São António. Durante os séculos XVIII, XIX e XX, a urbe conheceu um grande desenvolvimento na arquitectura civil e religiosa de que são exemplo os palácios do antigo Governo-Geral, o Paço Episcopal e a Igreja do Carmo. Com o progresso da cidade, surgiu também a imprensa, aparecendo, em 1856, o primeiro órgão de comunicação, Aurora.


No século XX, foram criadas instituições públicas de relevo, como o Museu de Angola (1938), o Instituto Angolano de Educação e Serviços Sociais (1962) e os Estudos Gerais Universitários (1962), que foram substituídos pela Universidade, em 1968. Após a independência, em 1975, Luanda tornou-se a capital do país e conheceu um grande afluxo populacional, devido à guerra civil, acentuada no interior do país, provocada pela luta pelo poder entre os diversos partidos políticos de Angola. No início de 2002, com o fim da guerra civil, Luanda começou a recuperar o esplendor do passado.

Fontes: Kuribeka.com.sapo
Luanda. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
Wikipedia (Imagens)


Resultado de imagem para fundação da cidade de luanda


Ficheiro:Cadornega.jpg
Frontispício da "História geral das guerras angolanas" de António de Oliveira de Cadornega, escrito 
em 1680.

Paulo Dias de Novais
Ficheiro:Salvador Correia de Sa e Benevides.jpg
Salvador Correia de Sá e Benevides , Governador de Angola

Ficheiro:Cidade de São Paulo da Assumpção de Loanda.jpg
Vista de Luanda em 1755

Ficheiro:Luanda1883.jpg
Luanda em 1883

25
Jan18

25 de Janeiro de 1785: O Cardeal Rohan presenteia Maria Antonieta com um colar de diamantes (O caso do colar de diamantes)

António Garrochinho



No dia 25 de Janeiro de 1785, o príncipe-cardeal de Rohan recebe um deslumbrante colar de diamantes que ele destina à rainha Maria Antonieta. O escândalo iria desabar no colo da rainha da França e arruinar a sua reputação de mulher honesta. Alguns meses mais tarde eclodiria a Revolução.

O colar havia sido produzido cerca de 1773 pelos joalheiros parisienses Böhmer e Bassenge com 647 joias e um peso total de 2300 quilates.
Os joalheiros estavam certos de vendê-lo à condessa Du Barry, favorita do rei Luis XV, mas a morte do velho rei em 1774 não permitiu concretizar a venda.

Surge a ideia de vendê-lo à nova rainha, Maria Antonieta. Chegaram a apresentar a maravilha aos soberanos em 1778 e em 1781. O jovem rei Luís XVI não se deixa envolver e recua diante da enormidade do preço, 1,6 milhão de libras. A rainha também se mostra ponderada. Iria lembrar que era o preço de dois navios, dos quais a França tinha muito mais necessidade.

A jovem austríaca tinha chegado a Versalhes com 14 anos e foi definida como personagem frívola, cercada de jovens aristocratas despreocupados. O príncipe Louis de Rohan era um deles. Filho de ilustre e riquíssima família, parte para Viena como embaixador em 1772. 

É expulso dois anos mais tarde pela imperatriz que se escandaliza com a sua libertinagem. No entanto, é nomeado capelão na França, depois cardeal e por fim bispo de Estrasburgo.

O cardeal de Rohan tem suas ambições políticas e atribui à antipatia da rainha o fracasso dos seus projectos. Foi então que conheceu uma jovem mulher pouco recatada que descendia de um bastardo filho do rei Henrique II e utilizava o título fantasioso de condessa De La Motte-Valois. Ela mantinha vínculos com um libertino italiano, Giuseppe Balsamo, quem se apresentava como conde de Cagliostro.

A condessa Jeanne De La Motte-Valois fazia alarde de uma pretensa intimidade com Maria Antonieta a ponto de convencer o cardeal de poder ganhar as suas boas graças.

Em 11 de Março de 1784, uma entrevista discreta é organizada no Bosque de Vénus, perto do Petit Trianon, onde a rainha passava boa parte do seu tempo. 
A rainha aparece e entrega ao cardeal uma rosa e um bilhete fazendo um sinal para que se calasse. 
Na realidade, era uma modista parisiense, Nicole d'Oliva, quem desempenhava o papel de sósia da rainha. 

O cardeal julga ser a rainha e empresta-lhe 150 mil libras. Mais tarde, a sósia da rainha pede-lhe novos empréstimos e que sirva de intermediário entre ela e os joalheiros Boehmer e Bassenge na compra de um colar de diamantes no valor de 1,5 milhão de libras, que ela desejava ter mas, em segredo, para não alarmar o rei. 
Os joalheiros também são contactados com um pedido para que entreguem o colar a Jeanne para que esta o transmita à rainha. Rohan aceita servir de intermediário na transacção, chegando o colar às mãos da condessa de La Motte, que o vende em Londres com o auxílio do seu marido. 

Quando a factura dos joalheiros chega ao palácio real, tudo se vai descobrir. O rei Luís XVI manda prender o cardeal Rohan, Cagliostro, a condessa e seus cúmplices: ao todo quinze pessoas.

Em 15 de Agosto de 1785, dia da Assunção, houve uma grande festa em Versalhes. 
O grande capelão da França celebraria um ofício solene na capela do palácio. Já havia vestido o seu hábito pontifical quando foi intimado a apresentar-se no gabinete real.

Luis XVI recebe-o em presença da rainha e do ministro da Casa Real, o barão de Breteuil. Mostram-lhe o compromisso firmado em favor dos joalheiros Böhmer e Bassenge. O cardeal, desconcertado, é obrigado a firmar a confissão cujos termos foram ditados pelo rei. “Que se prenda o cardeal!”, Exclama Breteuil, seu inimigo jurado. No mesmo dia, Rohan é encarcerado na Bastilha. 
No dia seguinte é a vez de  Jeanne de la Motte.

O rei confia ao Parlamento o processo do cardeal. A instrução arrasta-se enquanto o alto-clero se insurge contra a afronta a um dos seus, vítima de burlões e apenas culpado de ingenuidade.

Em 22 de Maio de 1786, o processo tem início diante de 64 magistrados da Grande-Câmara. Dez dias depois o procurador-geral, Joly de Fleury, pronuncia uma acusação sombria. Uma parte da corte insurge-se enquanto milhares de manifestantes do lado de fora proclamam ruidosamente o seu apoio ao cardeal. 
O rei despoja o cardeal de todos os seus cargos e exila-o na Abadia da Chaise-Dieu.

A condessa De la Motte é condenada a ser açoitada em público, marcada com ferro em brasa e presa com prisão perpétua na Salpêtrière de onde foge pouco depois. Cagliostro é banido do reino.
A opinião pública acolhe o veredicto enquanto os pintores oficiais tentam reverter o julgamento popular, apresentando Maria Antonieta não mais como a rainha da elegância e sim como uma mãe afectuosa, cercada de crianças. Esta operação de comunicação não funcionou.
O caso do colar marcaria um novo apodo à rainha : “Madame Déficit”, a alimentar o ressentimento popular contra ela.

Tratado como mártir, o cardeal de Rohan seria eleito depois da Revolução para os Estados Gerais em 1789 pelo clero de Tonnerre, antes de emigrar para a Alemanha, onde morreria em 1803.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Maria Antonieta em 1783 - Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun 
O Cardeal Louis de Rohan
A Condessa de La Motte
Reconstituição do colar
25
Jan18

Para onde vai a África (2), por António Abreu

António Garrochinho


Na primeira parte deste artigo afirmámos que, no conjunto e, no caso de alguns países, individualmente, a África é uma grande exportadora de recursos naturais, com valores do PIB significativos, sem que as populações disso beneficiem, correndo o risco de verem esses recursos esgotados pela voracidade da exploração. Continuamos uma ronda por regiões e países, procurando reportarmo-nos a 2017 sempre que possível.

África Central
São nove os países agrupados na região da África Central: República Centro-AfricanaRepública do CongoRepública Democrática do Congo (RD do Congo)República do ChadeGuiné EquatorialRepública de S. Tomé e PríncipeGabão,República dos Camarões e República de Angola.
Esta região preenche a parte equatorial do continente, limitada pelo Atlântico a oeste e por altas escarpas montanhosas e grandes falhas a leste. No resto do território, encontram-se, alternadamente, planaltos e planícies atravessados por rios caudalosos. O clima de calor e humidade nos países da extremidade norte é condição para a existência de florestas equatoriais. O clima tropical predomina na extremidade sul da África Ocidental, tendo como ecossistema as savanas.
A população dessa região é menos densa, sendo os países mais populosos a RD do Congo e Angola. Inclui centenas de grupos étnicos diferentes com o mesmo tronco comum – os bantos. Esta é uma classificação baseada na semelhança linguística, sem que a palavra banto se refira a um povo ou etnia.
A agricultura da África Central é semelhante à agricultura da África Ocidental. A importância da exploração mineral é maior na RD do Congo e em Angola, onde existem jazidas de cobre, cobalto, manganésio e ferro. A extracção vegetal, nomeadamente de madeira, é explorada pela economia regional. Como na quase totalidade do continente, há poucas indústrias, mas os lençóis petrolíferos na faixa litoral e o grande potencial hidroeléctrico desses países permitem o crescimento económico.

Angola e o ouro negro














Em Fevereiro de 2017, segundo relatórios da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), Angola continuava a ser o principal produtor de petróleo em África, mantendo-se à frente da Nigéria, que já suplantara em 2016:



Produção em milhares de barris por dia
 20152016Var.Var.%
Angola1,7531,730-0,023-1,3%
Nigéria1,8611,577-0,284-15,3%

Entre Janeiro e Agosto de 2017 as importações de petróleo bruto pela China subiram 12% relativamente ao mesmo período de 2016, passando para 281,05 milhões de toneladas. As de minério de ferro cresceram 6,7%, alcançando 713,98 milhões de toneladas, e as de cobre diminuíram 13%, sendo equivalentes a 3,01 milhões de toneladas.
O acordo alcançado entre os países produtores de petróleo para reduzir a produção e fazer aumentar os preçosobrigou Angola a cortar 78 mil barris de crude por dia com efeitos desde 1 de Janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários, com efeitos graves sobre a economia angolana, muito dependente do petróleo.
O quinto maior produtor de petróleo no continente só recentemente iniciou a recuperação de uma longa guerra civilapoiada por potências estrangeiras, subsequente à guerra de libertação nacional, guerra civil em que grupos como a UNITA e a FNLA saquearam recursos preciosos, como diamantes e marfim, para venda no estrangeiro em troca de armamento. Perto de um milhão de angolanos perderam a vida e 40% da população foi deslocada.
Apenas uma pequena fracção das receitas geradas pela petrolífera nacional tem sido efectivamente aplicada no desenvolvimento do país e em benefício do seu povo, situação que o novo presidente angolano quer rever. Foi já com João Lourenço que a ENI assinou um contrato de exploração das jazidas do norte de Cabinda.

O Congo, tão rico e tão cobiçado

A República Democrática do Congo – onde o presidente Joseph Kabila tem vindo a ser pressionado pelo Ocidente para realizar eleições multipartidárias naquele que é um dos maiores estados de África – é um estado rico em minerais, mas caracterizado por instabilidade política e social, fruto de conflitos étnicos, territoriais e políticos. A luta na região central de Kasai, conduzida por opositores ao actual governo, criou um problema de refugiados na vizinha República de Angola.
Tropas de meia dúzia de países estrangeiros estacionam na RD do Congo, apoiando diferentes facções que lutam pelo controlo de ricas jazidas de ouro, diamantes, cobre, cobalto e coltan (o país possui as maiores reservas mundiais). Uma autêntica guerra civil, na RDC mas sobretudo pela posse das minas, foi travada com o apoio dessas forças. Em 2008 a ONU apresentou estimativas desconcertantes sobre este conflito: mais de 4 milhões de pessoas mortas na disputa do chamado «ouro azul».
Esses exércitos fazem-se pagar: estima-se que já tenham sido facturados ao exército do Ruanda (país que não tem exploração de coltan e cujo comércio resulta, em larga escala, de operações de contrabando) mais de 250 milhões de dólares deste minério fundamental para a produção de toda a tecnologia relacionada com equipamentos electrónicos.
À rapina dos exércitos soma-se a dos grandes grupos económicos: os fornecedores de dezasseis multinacionais, entre as quais a Apple, a Microsoft e a Sony, sobre-exploram homens, mulheres e crianças na extracção de cobalto usado no fabrico de baterias recarregáveis de lítio.
Aquele que é um dos países mais ricos do planeta e o sétimo produtor de petróleo em África carrega uma pesada dívida externa e encontra-se quase no final da escala do índice de desenvolvimento humano.
Em Dezembro de 2017 as Forças de Defesa do Povo de Uganda (UPDF) entraram novamente em território congolês para operações contra as Forças Democráticas Aliadas (ADF), desta vez com o acordo do governo da RDC, que aprovou a operação destinada a deter a guerrilha islâmica.
Continua a questão de saber se a situação de segurança na RDC é favorável à realização de eleições nacionais. Não será fácil matar as feridas nesta antiga colónia belga, abertas desde o golpe da CIA e dos serviços secretos ingleses que levou ao assassinato do primeiro primeiro-ministro Patrice Lumumba em 1961 e às posteriores ingerências estrangeiras.

Outros países, os mesmos problemas: Guiné-Equatorial, Sudão, Chade e República Centro-Africana

Na Guiné Equatorial um terço da população foi ou aniquilada ou forçada ao exílio pelo regime do presidente Teodoro Obiang Nguema, de 74 anos, no poder desde 1979.
O multipartidarismo foi introduzido em 1991 mas o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE) governa o país há quase 40 anos e venceu por esmagadora maioria, em Dezembro de 2017, as eleições legislativas, senatoriais e municipais.
O país recebe anualmente quinhentos milhões de dólares em rendas do petróleo, o que lhe conferia em 2007 o quarto lugar na escala mundial em receita per capita, apesar de se encontrar no fim da escala do índice de desenvolvimento humano.
República Centro-Africana é vítima há anos de uma guerra, com uma intervenção militar francesa (2013-2016) e a presença de uma força de paz da ONU, a Minusca, com 12 500 «capacetes azuis». Confrontam-se milícias armadas, a pretexto de diferenças étnicas e religiosas. O secretário-geral da ONU procura uma mediação entre as partes que leve à deposição das armas e ao diálogo para construir uma solução de segurança e desenvolvimento.
Alguns relativamente novos produtores de petróleo, como o Sudão e o Chade, constituem oportunidades para a voracidade das petrolíferas. Cartum está cheia de arranha-céus e outras expressões de riqueza mas a carência de recursos básicos revelam como a equidade e a reconciliação continuam longe de ser alcançadas pela população no Darfur.
A União Europeia e os EUA impuseram sanções com o argumento de pressionar o governo a promover as condições para a paz e avançaram com tropas e bases estrangeiras na região, para supostamente apaziguarem o conflito. Do outro lado da permeável fronteira, o governo do Chade aplica boa parte das receitas do petróleo na aquisição de armamento em vez de desenvolver as infraestruturas mais básicas do país.
Mesmo ao lado, no Burundi, a pequena ex-colónia alemã e belga resistiu a tentativas de interesses externos para derrubar a administração do presidente Pierre Nkurunziza, que está no seu terceiro mandato. Embora Bujumbura se tenha livrado do Tribunal Penal Internacional (TPI) a instituição baseada nos Países Baixos afirma que continuará a perseguir os dirigentes do Burundi a propósito de alegadas violações de direitos humanos.
Os auto-proclamados grupos de defesa dos direitos humanos e a União Europeia (UE) continuam a reafirmar a necessidade de o TPI tomar medidas contra governos e organizações rebeldes, enquanto os crimes de guerra configurando genocídios infligidos a povos de África, Médio Oriente, Ásia e América Latina pelos estados imperialistas ocidentais, com um papel destacado dos EUA, são rotineiramente ignorados por essas instituições e, em muitos casos, pelos investigadores da Amnistia Internacional e da Human Rights Watch.

África Oriental e Centro-Oriental

A África Oriental e Centro-Oriental vai da bacia hidrográfica do rio Congo até as águas do mar Vermelho e do oceano Índico: EritreiaEtiópiaDjibutiSomáliaQuêniaTanzâniaUgandaRuandaBurundiSeychellesMoçambique,Somália e Tanzânia; mas inclui países do interior, como o Zimbabwe, a Zâmbia e o Malawi.
A diversidade da paisagem da África Oriental é muito grande. No meio de quantidade menor de planícies e planaltos, os maciços montanhosos e as grandes falhas geográficas originaram grande quantidade de vulcões e lagos. O clima predominante é o tropical, com mais baixas temperaturas devido à altitude. A vegetação é formada por florestas equatoriais, savanas, estepes e formações características de áreas desérticas.
As etnias não têm homogeneidade: na península da Somália, que os geógrafos conhecem como o «Corno de África», há predominância do grupo étnico banto, enquanto em outras áreas são encontrados muitos camitas, árabes, indianos e europeus. O contingente de habitantes da zona rural é numericamente maior do que a população das cidades. As cidades mais populosas da África Oriental são Nairobi, Mogadíscio e Adis-Abeba.
Os contactos entre os povos não se limitavam às regiões costeiras, uma vez que era no interior do continente que se encontrava a maior parte dos recursos que faziam parte de um alargado comércio: primeiro, o ouro, depois o marfim e, finalmente, os escravos. Por isso, a «região» incluiu sempre países como a fértil Etiópia, o rico Zimbabwe e o imenso Congo.
Com a colonização europeia a África Oriental passou a ser administrada fundamentalmente pelo governo britânico, embora com bolsas de dominação para os países que participaram na Conferência de Berlim de 1885: Portugal manteve Moçambique (África Oriental Portuguesa); a Alemanha o Tanganica (que, com outros países, veio a originar a Tanzânia); e a Bélgica o Congo Belga (hoje República Democrática do Congo) e também o Ruanda e o Burundi, após a derrota alemã na Primeira Guerra Mundial.
Na África Oriental de hoje a economia tem como base a agricultura orientada para a exportação, como o café e o algodão. Há escassez de recursos minerais, limitados a jazidas menores de ouro, platina, cobre, estanho e tungsténio.Ainda não foi atingida decisivamente pela industrialização.
Já quanto à África Centro-Oriental, ela é uma das regiões de maior pobreza e onde ocorrem mais conflitos. Os seus povos sofreram crises de seca e fome (Somália e Etiópia) e conflitos entre etnias. Morreram 800 mil hutus e tutsis no Ruanda e no Burundi.
A nação africana de Madagáscar, ao largo da costa do subcontinente, foi atingida por pragas de pneumonia e bubónica, na pior ocorrência dessas doenças mortais registada nos últimos tempos1. Apesar de nenhum caso novo ter sido relatado desde meados de Novembro de 2017, existem especulações sobre a possibilidade de ocorrer outro surto em 2018. Tais epidemias são um resultado directo do subdesenvolvimento da infraestrutura de saúde do país.
Os mesmos problemas são enfrentados nos estados membros da União Africana (UA) em todo o continente. A epidemia da doença do vírus do Ébola (EVD), desde o final de 2013 até aos primeiros meses de 2015, em vários estados da África Ocidental – com maior gravidade na Guiné, Serra Leoa e Libéria – foi detida com a assistência da comunidade internacional, incluindo a da República de Cuba: esta enviou centenas de profissionais de saúde que desempenharam um papel crítico na crise.
Ao longo da costa do oceano Índico encontra-se a antiga colónia portuguesa de Moçambique. O país nasceu em 1975, como resultado de uma prolongada guerra revolucionária liderada pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).
O novo Moçambique foi co-fundador da Conferência de Coordenação do Desenvolvimento da África Austral (SADCC), entidade precursora da actual Comunidade de Desenvolvimento da África Austral Contemporânea (SADC), fundada em 1992 em Windhoek, República da Namíbia. A SADC tem agora 16 Estados-membros, com a União das Comores, a sua mais recente afiliada. Como resultado do legado da prática da escravatura e do colonialismo portugueses, Moçambique enfrentou enormes desafios socio-económicos na sua independência.
Outras complicações surgiram quando o treino da Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) foi assumido pelo regime da Rodésia (agora Zimbabwe). Após a libertação do Zimbabwe (Abril de 1980) o regime racista de apartheid que governava a República da África do Sul também utilizou a RENAMO num esforço para destruir Moçambique como um Estado-nação independente. O declínio do apartheid obrigou a RENAMO a assinar um acordo de cessar-fogo com o governo da FRELIMO em 1992. Desde então, com a RENAMO como partido de oposição, ocorreram crises periódicas de violência provocadas pela organização, embora sejam hoje menos frequentes.
Embora Moçambique tenha sido citado pelo seu crescimento económico na última década, os problemas recentes, que envolvem a descida dos preços das commodities e as dificuldades no sector financeiro, dificultaram a capacidade do país se desenvolver. Um artigo publicado pela World Finance, do passado 22 de Dezembro, salientou que «o empréstimo do governo, mais alto do que o esperado, despertou a confiança nas perspectivas económicas de Moçambique, com o investimento directo estrangeiro a cair 20% no ano passado. Há, no entanto, sinais de melhoria. A descoberta de 20 mil milhões de barris de gás natural em 2011 promete transformar a economia, mas ainda há muitos desafios que devem ser superados se a economia do país se continuar a desenvolver».
A descoberta de recursos de gás natural e petróleo em Moçambique, bem como ao longo do oceano Índico, nos estados africanos do leste (Tanzânia, Quénia e Somália), ilustram as perspectivas de um vasto desenvolvimento económico. No entanto, com o controle dos preços da energia nas mãos dos países imperialistas, a existência desses recursos não se traduz necessariamente em maior independência e soberania.
Um caso bizarro ocorreu com a República da Zâmbia. Esta anunciou em Dezembro de 2017 que acolheria a convocação de uma Cimeira Israel-África. A Zâmbia mantém uma embaixada em Israel que inclui um adido militar. Essa declaração surgiu depois de uma tentativa de ser o Togo a albergar essa cimeira, em virtude da contestação interna do regime. No voto de 21 de Dezembro da Assembleia Geral da ONU contra a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a embaixada americana de Telavive para Jerusalém, reconhecendo esta como capital de Israel, a Zâmbia não esteve presente e o Togo votou a favor da atitude dos EUA. Benjamin Netanyahu ainda se deslocou à República do Quénia durante a cerimónia de início do segundo mandato do presidente Uhuru Kenyatta, para procurar ajuda de outros membros da União Africana a esse processo.
A atitude da Zâmbia ilustra as fraquezas dos estados africanos em relação à manutenção de sua longa solidariedade com o povo palestiniano e outras nações oprimidas a nível mundial. A realização dessa Cimeira poderia ser um revés colossal para o papel da África nos assuntos mundiais. Enquanto o continente permanecer dividido sob o domínio do capital imperialista, esses desafios continuarão. A África é potencialmente rica em minerais, energia, energia hidroeléctrica e agricultura, que só beneficiará os trabalhadores, agricultores e jovens quando a verdadeira independência e soberania nacional for alcançada.
Ao longo dos últimos quatro anos, a inundação dos mercados mundiais de petróleo e gás natural com os recursos energéticos produzidos nos EUA tiveram um impacto profundamente negativo nos países da África, como Nigéria e Angola. Isso implicará certamente, a necessidade de criar mercados alternativos e fontes de financiamento separadas das instituições bancárias baseadas nos EUA e na EU. Com toda a probabilidade esse parece ser um pré-requisito para o crescimento e desenvolvimento genuínos no continente 

Djibuti: a nova «porta de África»

O Djibuti está transformado num grande entreposto comercial com uma diversificada presença militar de vários países, por força da competição internacional na deslocação de petróleo e não só. No decurso das transformações que estão a ocorrer, o país poderá tornar-se numa nova «porta de África».
A Etiópia tem no Djibuti, cuja economia abastece, uma saída natural para as suas exportações, que aumentarão com a potassa que será produzida em fábricas a instalar pela China.
Dos muitos acordos que o Djibuti tem com diversos países, os de maior envergadura são, de longe, com os chineses, com quem assinaram acordos para catorze mega-projectos no valor global de 8,9 mil milhões de dólares.
Num raio de menos de 30 km encontram-se a base dos EUA, (onde estão sediadas as suas operações clandestinas no Corno de África e no Iémen), a do Japão (a sua primeira-base no estrangeiro no pós-guerra), os campos e bases franceses, (resto da presença colonial daquela que aí foi potência estrangeira dominante) e a única base da Itália no estrangeiro. A Alemanha também está presente, mas sem este tipo de estruturas.
Obras de envergadura no porto, realizadas por americanos e chineses, coexistem com bases militares de ambos os países que farão deste entreposto milenar uma nova realidade geo-estratégica. É neste território, equivalente ao que vai do Algarve a Coimbra, que Pequim está a instalar a sua base militar mais afastada do Mar da China. Outros países ambicionam o mesmo: a Arábia Saudita assinou em 2017 um acordo com Djibuti para a instalação de uma base militar; a Rússia viu negada tal pretensão mas procura que aos seus navios seja permitido acostar no cais controlado pela China.
Estão projectados seis portos, entre os quais: um para exportar a potassa da Etiópia, outro para o gás natural do Ogaden (na região etíope, a ser explorado pela China) e outro gerido por italianos para a exportação de dromedários do Corno de África para a península Arábica. Provável é ainda a construção turística, com possibilidade de acostagem por grandes paquetes.
Os EUA tentaram, em Abril de 2015, através do Secretário de Estado John Kerry, deter as instalações militares chinesas no Djibuti. Sem êxito. Dias depois o presidente do país anunciou os acordos com Pequim que as incluíam.

A África Meridional

Atravessada pela linha imaginária do Trópico de Capricórnio, é composta pela África do SulNamíbiaBotswanaIlhas Comores e Lesoto. No relevo da África Meridional são predominantes os planaltos que coexistem com as baixas altitudes da faixa litoral. As condições climatéricas variam entre a humidade tropical e o deserto da região do Calaári. Apresenta uma vegetação com grande diversidade: savanas, estepes e até mesmo florestas, no litoral do oceano Índico.
As reservas de minério sustentam a economia da África Meridional. Os principais produtos do extracção mineral da África do Sul são: o ouro, o diamantes, o crómio e o manganésio – da Zâmbia provêm o cobre e o cobalto. Na agricultura a produção é de clima mediterrânico como vinhas, oliveiras e frutas, além de alimentos de clima tropical como cana-de-açúcar, café, e tabaco e algodão. A pecuária, extensiva, é exclusivamente de gado bovino.

No território da África do Sul a concentração das indústrias está localizada nas regiões metropolitanas de Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durban. Na África do Sul o apartheid vigorou até 1994, tendo 15,5% da população (os brancos) mantido a segregação racial a todos os níveis. A brutal concentração de rendimentos e riqueza, consolidada a partir da instituição do apartheid não desapareceu completamente com o seu fim.
Aquela que é uma das maiores economias do continente enfrenta uma persistente crise, com um fraco crescimento e uma taxa de desemprego elevada. Vinte e três anos depois da derrota do regime racista e da chegada ao poder do ANC,persistem no país a pobreza e profundas desigualdades sociais, apesar dos avanços económicos e sociais alcançados. Sectores económicos fundamentais, como a indústria mineira, continuam a ser explorados por multinacionais sediadas no estrangeiro e a terra pertence, em grande medida, ao capital «branco», pese embora o esforço de eliminação das caracterizações políticas e económicas na base da cor da pele.
O novo presidente do ANC, Cyril Ramaphosa, antigo dirigente sindical mineiro, assumiu importantes compromissos aquando da sua eleição. Desde logo trabalhar para garantir a vitória, nas eleições gerais de 2019, da aliança progressista formada pelo ANC, pelo Partido Comunista Sul-africano (SACP) e pela central sindical COSATU. Mas também transformar radicalmente a economia, criar mais empregos, fazer aceder a maioria da população às riquezas do país, lutar contra a corrupção, a pobreza, as desigualdades e a repartição assimétrica dos recursos naturais, salientando-se a necessidade de uma reforma agrária e do confisco de terras usurpadas aos seus legítimos donos – o que exigirá uma alteração constitucional.
Namíbia, que proclamou a sua independência em 1990, fez parte da África do Sul durante 70 anos. Depois da colonização alemã, a Namíbia foi classificada como colónia da África do Sul, depois da Primeira Guerra Mundial. O primeiro governante que a população da Namíbia elegeu após a proclamação da independência foi Sam Nujoma, que dirigiu o movimento guerrilheiro de libertação nacional durante cerca de 30 anos.

Notas finais
Ao longo dos últimos quatro anos, as consequências da inundação dos mercados mundiais de petróleo e gás natural com os recursos energéticos produzidos nos EUA tiveram um impacto profundamente negativo nos países da África, como Nigéria e Angola. Por isso, a necessidade de criar mercados alternativos e fontes de financiamento separadas das instituições bancárias baseadas no ocidente com toda a probabilidade, é um pré-requisito para o crescimento e desenvolvimento genuínos no continente.
Essa falta de independência real reflecte, como referimos atrás, a posição da República da Zâmbia, que anunciou em Dezembro de 2017 ir acolher a convocação de uma Cimeira Israel-África.
Para Abayomi Azikiwe, editor da agência Pan-African News Wire, embora se tenha verificado um crescimento económico no continente na última década, a reversão desse processo em quatro anos comprova que a dependência do investimento directo estrangeiro, sem planeamento estratégico de natureza socialista, que beneficie a maioria das populações dos países da UA, só pode dar origem a ciclos periódicos de crises da dívida, estagnação e recessão económica. Esta tem sido a situação nos principais estados africanos desde a Nigéria à África do Sul, de Angola ao Egipto.
Ao longo do ano que passou, diversos relatórios afirmavam que tanto a África do Sul como a Nigéria emergiram da recessão com mínimos de crescimento em dois trimestres. No entanto, esta recuperação limitada está subordinada ao ligeiro aumento dos preços das commodities e à extensão do crédito das instituições financeiras do Ocidente.
A integração dos estados da UA nos planos geográfico, económico e político é a única solução real para o crescimento e o desenvolvimento sustentáveis – defende Abayomi Azikiwe. A mesma deve ser acompanhada pela retirada das forças do Pentágono, presentes no continente através do Comando de África dos Estados Unidos (AFRICOM), e sua substituição por um Alto Comando Africano como fora previsto na década de 1960 pelo ex-Presidente da Primeira República do Gana, Kwame Nkrumah.
A África deve recuperar a visão dos primeiros líderes da independência revolucionária, que procuraram construir o continente como uma força importante nos assuntos mundiais. Isso pode ser feito sob a direcção de uma nova geração de líderes empenhados em libertar o continente e os seus povos do legado dos séculos de escravidão, colonialismo e neocolonialismo – conclui Abayomi Azikiwe.


antreus-dois.blogspot.pt
25
Jan18

PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO

António Garrochinho


MORRE-SE DE ESPERA EM PORTUGAL.
UNS ASSOBIAM PARA O LADO, OUTROS FALAM E PROPAGANDEIAM O QUE NÃO FAZEM E O QUE NÃO CUMPREM.
É A GRANDE CONFUSÃO QUE DEPOIS DESAGUA NA EXPRESSÃO DO "SALVA-SE QUEM PUDER" E FAZ COM QUE SE AJA DE FORMA VICIADA FIÉIS À EXPRESSÃO POPULAR "ENQUANTO O FOGO ARDER NA CASA DO VIZINHO TUDO BEM".
SOMOS NO MÍNIMO INIMIGOS DE NÓS PRÓPRIOS.

AG
25
Jan18

Recado para o senhor primeiro-ministro

António Garrochinho




Recado para o senhor primeiro-ministro

As maiores demoras, com tempos médios de espera acima dos 1000 dias, verificam-se em unidades do interior norte, mas também do centro Litoral. Urologia no Hospital S. Pedro, em Vila Real, chega a ter um tempo de espera de 1600 dias (mais de quatro anos). Para uma consulta de Oftalmologia no Hospital de Chaves pode ter de esperar 1038 dias, enquanto que no Hospital de Nossa Senhora da Assunção em Seia, a demora para uma consulta normal é de 1015 dias.

Assim não, Senhor Costa!.. Assim, não!... Nem a “Geringonça” pode aceitar um escândalo destes. Estes números são uma vergonha!... São números dignos de figurar nas estatísticas de um país do terceiro mundo. Eu pergunto-lhe, senhor primeiro-ministro, quantas mortes não irão proximamente ocorrer - entre aqueles milhares de pacientes que vão esperar, meses e anos, por uma primeira consulta de especialidade médica - por não serem tratados atempadamente? E isso é crime, senhor primeiro-ministro. Entre estes desesperados pacientes, a mortandade vai ser superior à que ocorreu com os incêndios do último Verão. E, neste caso, o Marcelo não vai poder andar por aí, a promover o festival dos abraços e dos beijinhos, aos familiares das vítimas, nem as televisões vão montar a tenda para o circo mediático do costume.

O senhor primeiro-ministro é um hábil especialista no "tirar aqui, para dar ali", e é também muito expedito no "virar a página" do livro da "Boa Governança", que anda a ler, mas, vai-se sabendo e sentindo, apenas lê os capítulos que lhe interessam, passando por alto e fazendo vista grossa sobre aqueles que não lhe interessam. E,  de política de Saúde, o senhor fala muito pouco, para não dizer que não fala nada, o que não é de admirar, pois, neste capítulo, não tem nada para dizer, tal é a inoperância do seu ministro da Saúde, que está interessado principalmente em aplicar o já velhinho plano de meter os privados no SNS, quer através das Parcerias Público Privadas, quer através do alargamento de contractos de concessão de prestação de alguns cuidados de Saúde, como, aliás, já acontece com os meios auxiliares de diagnóstico, uma solução, que, imediatamente, até agrada ao utente, mas que também agrada ao Estado, pois alivia momentaneamente a pressão sobre o Orçamento do Estado, empurrando-se assim, com a barriga, os problemas dos custos para o futuro, quando a despesa acumulada se revelar muito superior àquela que se obteria se o Estado fizesse agora os necessários investimentos no pessoal da Saúde, que está a diminuir, e nos meios operacionais, que exigem uma periódica actualização e uma contínua manutenção.

Eu escrevi "meter os privados no SNS", e disse bem, pois isso é a mesma coisa que meter um lobo no meio de um curral de ovelhas.

Eu, ainda na última segunda-feira, fui fazer uns exames da especialidade radiológica a uma empresa privada, que tem contracto com o ministério da Saúde. Foi uma maravilha. Em meia hora sinalizei a minha presença, procedi ao pagamento da taxa moderadora e fiz os três exames requisitados. Instalações funcionais e com uma estética bem conseguida e um atendimento impecável. E eu, nestas situações, faço sempre, para mim próprio, a mesma pergunta: "Quanto tempo isto irá durar"? E é esta pergunta que eu faço aos meus leitores, ao senhor primeiro-ministro e ao "perigoso" ministro da Saúde, um homem que é um submarino do lobie da Saúde.

Alexandre de Castro

alpendredalua.blogspot.pt
25
Jan18

A SEITA RELIGIOSA JÁ ANDA A PREPARAR NOVOS MILAGRES OU SERÃO OS DOCUMENTOS DESAPARECIDOS DO PAULINHO DAS FEIRAS ? - Descobertos manuscritos ocultos no manto da Nossa Senhora da Basílica de Mafra

António Garrochinho


A imagem de Nossa Senhora da Soledade, da Basílica de Mafra, ocultava documentos no interior do manto, que foram descobertos na sequência dos trabalhos de restauro.
"Surgiram sete documentos manuscritos no interior do manto de seda, bordado a ouro, que reveste a imagem de Nossa Senhora da Soledade, da Basílica de Mafra, imagem que sai por ocasião das cerimónias da Quaresma", anunciou, esta quarta-feira, a Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento de Mafra (RVISS).
"Os documentos, presume-se que datem da segunda metade do século XIX, e a sua existência era inteiramente ignorada. Os documentos estão dobrados em quatro partes, e cosidos aos bordados do manto. Por esse motivo se justifica que por fora não se suspeitasse de nada", adianta a irmandade.
"O conteúdo é inteiramente ignorado de momento, pois a decisão da sua retirada ainda não foi definitiva. A leitura será efetuada na basílica, em data a determinar", segundo a irmandade, que adiantou "suspeitar-se de que possam ser pedidos a Nossa Senhora ou algo do género, mas são meras suposições".
"A informação do que possam conter ainda não foi averiguada, pois os trabalhos de conservação do manto ainda decorrem. Porém é evidente que foram ali ocultados por algum motivo particular", refere a RVISSM.
"O número é que torna o achado notável, pois é habitual encontrar inscrições neste tipo de peças, mas sete documentos, e de mãos diferentes, isso sim, torna o caso verdadeiramente notável".
A imagem, datada de 1773, sai habitualmente na procissão do Senhor Jesus dos Passos, pelas ruas de Mafra, que se realiza no dia 25 de fevereiro, e na procissão do enterro, na Sexta-Feira Santa, que este ano acontecerá a 30 de março.
Segundo a mesma fonte, este ano "a imagem voltará a sair e a exibir o rico manto de seda bordado a ouro".

www.jn.pt
25
Jan18

Ministério Público falha ajuda a mulher morta pelo marido

António Garrochinho


Equipa multidisciplinar aponta lentidão e incumprimento de regras na proteção de vítima que se queixou 37 dias antes do crime.
Laura Oliveira Ribeiro tinha 56 anos quando, no dia 4 de novembro de 2015, foi morta à paulada em casa, em Campo, Valongo, pelo ex-marido, mais de um mês depois de ter ido, pessoalmente, queixar-se ao Ministério Público (MP). A Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica (EARHVD) estudou o caso em detalhe e concluiu que o MP desperdiçou três "oportunidades de intervenção" e nada fez para proteger a mulher ou dar-lhe assistência, tratando o caso de forma lenta, burocrática e sem atender às leis e determinações existentes para avaliação concreta do risco para a vítima.

www.jn.pt
25
Jan18

Cada visto "gold" equivale a três entradas em Portugal

António Garrochinho
Liu Guanghui veio para ficar, vai investir no turismo

Estrangeiros que investiram em Portugal são 5553, mas com as suas famílias representam 14 868, quase três vezes mais
O número de imigrantes que obtiveram uma autorização de residência por investir em Portugal diminuiu em 2017. Em contrapartida, os que aderiram a esta medida estão a trazer mais familiares. Na esmagadora maioria, são pessoas que compram imóveis por 500 mil ou mais euros e cada visto gold corresponde, em média, ao investidor e mais duas pessoas. É sinal de que estão a imigrar para ficar e não para circular por outros países como no início, diz quem conhece estes imigrantes. Falamos maioritariamente de chineses, mas os brasileiros quase duplicaram.
Os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras indicam 1351 autorizações de residência para atividade de investimento (o chamado visto gold) no ano passado, uma ligeira diminuição comparativamente ao ano anterior, 1414 (ver infografia). Só que estão a trazer mais familiares (2678 em 2017, mais 14%), o que faz que o total de entradas por esta via tenha aumentado.



Y Ping Chow, o presidente da Liga dos Chineses em Portugal, acha esta subida natural, também ele tem verificado que os vistos gold (5553 desde 2012) trazem cada vez mais familiares - 9315 no total. "As pessoas vêm primeiro e depois trazem a família. Ficam cá, desenvolvem outros investimentos e atividades. Trazem primeiro a mulher e os filhos e, se as coisas continuarem a correr bem, também os pais e os sogros querem vir para Portugal." A lei permite o reagrupamento familiar para os titulares do visto gold a descendentes e ascendentes, desde que sejam seus dependentes.
Aconteceu com Liu Guanghui, 48 anos, que foi jornalista antes de exportar motociclos da China para os EUA, atividade que beneficiava muito com um visto europeu. Chegou a Portugal em 2008 com a mulher e os filhos. Os pais vieram depois e aqui viveram nove meses mas não se adaptaram. "Infelizmente, não conseguiram habituar-se ao ambiente estrangeiro." Comprou casa em Alcabideche, Cascais, onde vive com a mulher e os filhos: um rapaz de 9 anos e uma rapariga de 12, que estudam na Escola dos Salesianos do Estoril. Adquiriu mais duas habitações, uma em Alcabideche e outra em Sintra, que disponibiliza na plataforma Airbnb, funcionando como alojamento local. "O que está melhor neste momento em Portugal é o turismo, a empresa de exportação não está tão bem, e estou a pensar em apostar no turismo", justifica Liu. Aliás, está a desenvolver uma empresa com compatriotas para explorar o boom de turistas.
Escolheu o país por afinidade mas também pela facilidade em obter uma autorização de residência. Liu Guanghui é de Zhuhai, cidade do Sul da China e que faz fronteira com Macau. "Conhecia Portugal relativamente bem e não tive qualquer problema em tomar a decisão. E, com a política do visto gold, foi muito fácil obter o cartão de residência, demorou quatro meses", conta. Com o que já não está tão satisfeito é com a renovação deste documento, elegendo a "burocracia e a incompetência do SEF" como o pior do país. "Normalmente, esperamos entre oito e 12 meses... é intolerável. Durante esse período não posso sair, ainda neste Natal a minha família foi à China e eu passei aqui, sozinho".
Os vistos gold representam a entrada no país de 3,5 mil milhões de euros desde que começaram a ser concedidos (8 de outubro de 2012), a esmagadora maioria através da compra de imóveis. Significou em 2017 um investimento de 844 milhões, ligeiramente menos do que em 2016 (874 milhões)que quase duplicou o valor de 2015 (465 milhões). Estes investidores também podem obter uma autorização de residência pela transferência de capital (302 nesta situação) ou para abrir uma empresa com dez trabalhadores ou mais (apenas oito requerentes criaram estes postos de trabalho). Os familiares entram ao abrigo do reagrupamento familiar como acontece com os imigrantes em geral, não necessitando de investimento.
Os chineses representam 64,6% destes investidores, mas há uma nacionalidade, a brasileira, cujos requerentes quase que duplicaram de 2016 para 2017, de 247 para 463. Uma comunidade que o advogado Vasco Esteves bem conhece, já que trabalha na área de imigração e muitos dos seus clientes são naturais do Brasil. "Os brasileiros sempre trouxeram cônjuge e filhos ou outros dependentes, acontece com todos os imigrantes, também no caso dos que investem em Portugal." Esta é uma das explicações que encontra para a subida de autorizações de residência a familiares dos titulares de vistos, outra explicação é o desejo de aqui se fixarem.
"Anteriormente, estas pessoas pediam autorização de residência porque lhes interessava ter um documento português para circularem, nomeadamente para os Estados Unidos, um destino que atrai muitos brasileiros. Agora não, eles vêm para cá morar, querem viver aqui e posteriormente adquirir a nacionalidade portuguesa, o que acontece ao fim de seis anos de cá viverem", explica Vasco Esteves.
É aquele também o objetivo de Liu Guanghui, só que, ao contrário dos brasileiros, perde a nacionalidade de origem, uma vez que a China não permite a dupla nacionalidade. "Vivo aqui com a família, os filhos sentem-se bem, gostam de Portugal, é aqui que quero ficar. A qualidade da vida é muito melhor do que na China, o ar, as praias, as comidas, e a simpatia dos portugueses é incrível." Repete que gostaria que não houvesse tanta burocracia . Outra das suas preocupações é a segurança. "Temos medo de que as coisas piorem, conheço dez pessoas a quem as casas foram assaltadas."

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António Garrochinho

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