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POESIA E MÚSICA DA RESISTÊNCIA

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15
Jun18

MUNDIAL DE FUTEBOL RÚSSIA 2018 - PORTUGAL 3 - ESPANHA 3 - A HISTÓRIA DO JOGO

António Garrochinho
HISTÓRIA DO JOGO





CR7 faz três golos e salva Portugal da derrota com a Espanha

Astro português foi o responsável pelo empate em 3 a 3 na estreia dos países no Grupo B da Copa, em Sochi. Diego Costa fez dois para a Espanha



VÍDEO DO TERCEIRO GOLO DE RONALDO

Cristiano Ronaldo fez três gols e salvou Portugal da derrota na estreia da Copa da Rússia

Cristiano Ronaldo fez três golos e salvou Portugal da derrota na estreia da Copa da Rússia


O atacante Cristiano Ronaldo foi o grande nome de Portugal no histórico empate por 3 a 3 no clássico ibérico com a Espanha, válido pela primeira rodada do Grupo B da Copa do Mundo, nesta sexta-feira (15), no estádio Fisht, em Sochi, na Rússia.

O CR7 converteu o penalti que havia sofrido no primeiro minuto do duelo em numa jogada com Nacho e marcou o segundo golo de Portugal. No fim do segundo tempo, o atacante cobrou uma falta com mestria e garantiu o empate. 

A Espanha tinha no banco de reservas Fernando Hierro, que assumiu o comando técnico do time após a demissão de Julen Lopetegui, demitido depois de ser anunciado como novo treinador do Real Madrid. 
O time manteve o tradicional toque de bola que caracteriza o futebol da seleção espanhola, mas foi batido pela objetividade de Portugal, o talento de Cristiano Ronaldo e uma falha individual do guarda redes De Gea.
  

Espanha perigosa, Portugal letal

Logo no primeiro minuto de jogo, Ronaldo partiu para cima da defesa espanhola, pedalou na frente do lateral Nacho e foi derrubado no bico esquerdo da área. 

O árbitro italiano Gianluca Rocchi marcou o penalti sem hesitar. O astro português foi para a cobrança e marcou no canto esquerdo alto do guarda redes De Gea, que pulou para o lado oposto: 1 a 0.

Cristiano Ronaldo  tornou-se o quarto jogador a marcar golos em quatro Copas do Mundo, ao lado dos alemães Uwe Seeler, Miroslav Klose e do brasileiro Pelé. 

O português também balançou as redes nos Mundias de 2006, 2010 e 2014.

O time espanhol teve a primeira jogada de ataque aos 10 minutos, quando David Silva dominou na entrada da área e soltou a bomba. Mas, a bola subiu demais.

Nos primeiros 20 minutos, o time espanhol tentava permanecer com a bola, ter o domínio dos passes, mas não conseguia chegar muito perto do golo a Rui Patricio.

Já Portugal buscava os contra-ataques, era mais vertical e criava mais situações de perigo. Aos 22 minutos, Cristiano Ronaldo arrancou pela esquerda e tocou para Goncalo Guedes que corria pelo meio. mas o atacante perdeu o domínio e desperdiçou a chance de fazer 2 a 0.

E o castigo veio na jogada seguinte. 

Aos 24 minutos, a bola foi tocada para o atacante Diego Costa. 

O brasileiro naturalizado espanhol dividiu de cabeça com  Pepe e cometeu falta que não foi assinalada, ganhou a disputa e enganou dois outros portugueses para bater cruzado e vencer Rui Patricio. 

Era o empate da Espanha.

Os portugueses reclamaram de uma cotovelada de Diego Costa em Pepe. 

O italiano Gianluca Rocchi conversou com auxiliares no rádio, mas não solicitou o recurso ao vídeo árbitro e validou o lanc

Depois do empate, a Espanha passou a pressionar mais os portugueses, que se encolheram e passaram a jogar apenas na defesa.

Os espanhóis quase viraram o placar aos 35 minutos numa ótima troca de passes que culminou na finalização de Iniesta. 


O meio-campista bateu cruzado e a bola passou raspando a trave esquerda de Rui Patricio.


Antes do fim da primeira etapa, aos 42, Cristiano Ronaldo fez o segundo golo português numa falha grotesca do guarda redes espanhol. 

O CR7 chutou forte De Gea tentou parar a bola no chão, mas não o fez com as mãos firmes e cometeu um frango histórico.

Segundo tempo

Os espanhóis não se abateram com a desvantagem e voltaram para o segundo tempo dispostos a recuperar o prejuízo no placar. 

Aos 11 minutos, Sergio Busquets enviou de cabeça para o meio da área e Diego Costa completou para as redes.

Dois minutos mais tarde, a Espanha desceu novamente e Nacho, que havia cometido o penalti sobre Cristiano Ronaldo, acertou num belíssimo remate nono canto direito de Rui Patricio, que não teve a menor chance de defesa: 3 a 2.

Após sofrer o revés, a seleção portuguesa buscou o ataque e deu ainda mais espaço para o toque de bola da Espanha. 

Aos 24 minutos, o técnico Hierro trocou o ídolo Andrés Iniesta pelo meio-campista Thiago Alcântara, filho do brasileiro Mazinho, ex-jogador de Palmeiras, Vasco e tetracampeão mundial com o Brasil, em 1994.

Pouco depois, foi a vez de Diego Costa deixar o relvado sob aplausos para a entrada do atacante Aspas.

Aos 33 minutos, a Espanha falhou novamente e Cristiano Ronaldo quase empatou a partida novamente. 


Mas o melhor jogador do mundo não deixaria a sua seleção ser derrotada na estreia do Mundial. Aos 43 minutos, Cristiano Ronaldo cobrou com perfeição uma falta frontal  e igualou o placar novamente: 3 a 3.




 RONALDO FESTEJA O SEU PRIMEIRO GOLO NA PARTIDA
 CRISTIANO RONALDO NA MARCAÇÃO DA GRANDE PENALIDADE

 CRISTIANO RONALDO MARCA O PRIMEIRO GOLO DE PENALTI
A ESPANHA EMPATA MAS ANTES TINHA EXISTIDO FALTA SOBRE PEPE
Diego Costa haveria de bisar na partida






15
Jun18

Advogados pretendem estatuto igual ao dos juízes se forem constituídos arguidos

António Garrochinho


O presidente do Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados, António Jaime Martins, afirmou, esta sexta-feira, que pretende apresentar propostas para alterar a legislação no que concerne à constituição do advogado como arguido aquando do exercício do patrocínio judiciário.
"As garantias e as imunidades, constitucional e legalmente asseguradas aos advogados, têm como objetivo criar condições para que estes profissionais exerçam a profissão de forma livre e independente, apenas subordinados à lei das regras da deontologia profissional", afirma António Jaime Martins, num comunicado enviado à agência Lusa.
O presidente do Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados, que é um dos proponentes desta proposta, salienta que o objetivo da alteração da legislação é equiparar o estatuto dos advogados ao dos juízes e magistrados do Ministério Público no momento em que estes são constituídos arguidos.
"Tem sido crescente o número de advogados constituídos como coarguidos em processos-crime com os seus constituintes, sem que existam indícios sérios e fortes da prática de qualquer ilícito penal, apenas para acobertar a angariação de prova contra seus clientes", salienta.
António Jaime Martins, que apresenta a proposta no VIII Congresso dos Advogados, a decorrer em Viseu até sábado, considera que a "constituição instrumental dos advogados como arguidos para obter prova contra os seus clientes", tem como consequência "impedi-los de exercer o mandato em processos nos quais tenham sido constituídos defensores, pondo em causa o direito de defesa dos cidadãos, além da dignidade e da integridade dos advogados".
"A preservação do segredo profissional na relação estabelecida entre os cidadãos e os seus Advogados, constitui a pedra angular do direito de defesa dos cidadãos em processo penal e a diferença entre o respeito pelos direitos, liberdades e garantias próprio de um Estado de Direito Democrático e a sua violação própria de um Estado Polícia", concluiu.

www.jn.pt

15
Jun18

Das causas dos fogos

António Garrochinho


Persiste na opinião pública a noção de que a generalidade dos incêndios tem origem criminosa, sendo este contudo «um mito profusamente difundido pela comunicação social» e que contribui para uma «desresponsabilização da sociedade» (como assinalou em momento oportuno o relatório da Comissão Técnica Independente que analisou os fogos de junho de 2017). Aliás, uma recente reportagem sobre o incêndio do Pinhal de Leiria empenhou-se em potenciar esta ideia, explorando de forma fantasiosa (como demonstraria um exercício de desconstrução dessa tese) o achismo de que a maioria dos incêndios resulta de «fogo posto».

Deve sublinhar-se, desde logo, que a investigação das causas dos incêndios tem melhorado de modo muito significativo nos últimos anos. De facto, não só aumentou de forma exponencial a percentagem de ocorrências averiguadas no total de ocorrências registadas (de valores inferiores a 10%, até 2007, passa-se para níveis a rondar os 76%, no triénio 2013/15), como o peso percentual de incêndios averiguados e com causa apurada denota um incremento semelhante (se até 2007 apenas era identificada a causa de 3% dos incêndios ocorridos, em 2013/15 esse valor ascende a quase metade do total de ocorrências registadas).

Assim, de acordo com os dados do ICNF para os anos entre 2001 e 2015 - e considerando apenas o universo de incêndios com causa apurada (excluindo portanto as ocorrências não averiguadas e as ocorrências com causa indeterminada) - constata-se que as queimadas (45%) e queimas de lixo (1%) constituem no seu conjunto a principal causa dos incêndios (explicando 46% das ocorrências com causa apurada), situando-se os casos de «incendiarismo» (nas situações de imputabilidade) em apenas 30% do total de ocorrências. Globalmente, estas duas causas explicam 75% do total de incêndios com causa apurada, registados nos últimos quinze anos.

Por último, e mesmo admitindo que a melhoria da capacidade técnica e científica de investigação dos incêndios possa interferir na quantificação das diferentes causas, não deixa de ser interessante constatar a estabilidade, em termos relativos, da preponderância que estes dois fatores (queimadas e «fogo posto») assumem ao longo do período considerado. Ou seja, sim é verdade que a maior parte das ignições têm origem humana. Contudo, uma coisa é reconhecer que se trata, fundamentalmente, de negligência e irresponsabilidade e outra, bem diferente, é apontar o dedo ao «fogo posto» (esvaindo-se assim a converseta de senso comum em torno da «mão criminosa» que supostamente está por detrás dos incêndios).


15
Jun18

MUNDIAL DE FUTEBOL 2018 - EGIPTO - URUGUAI - A SELECÇÃO DO URUGUAI VENCEU POR 1 - 0 COM GOLO DE JOSÉ GIMÉNEZ

António Garrochinho
José Giménez marcou o golo da vitória a poucos minutos do fim

A poucos minutos do fim, José Giménez marcou o golo que fez com que o Uruguai vencesse o Egito por uma bola a zero. 
O Uruguai bateu o Egito por uma bola a zero. 
Este jogo encerra assim a primeira jornada do Grupo A do Mundial 2018, sendo que a Rússia e o Uruguai lideram o Grupo A, com 3 pontos.












15
Jun18

O eixo da ignorância

António Garrochinho




«Os líderes europeus não conseguem resolver os problemas com os refugiados. Agora há um eixo voluntarista de nações que quer banir os imigrantes e que nos devia envergonhar a todos.

Angela Merkel tem a autoridade posta em causa: não só não consegue convencer o parceiro de coligação como está em risco de perder a confiança da população alemã, que se entrega cada vez mais aos interesses extremistas da AfD. Mas não é a única a sofrer dos males provocados pela crise de migrantes, que está desde 2014 a ajudar à fogueira populista que consome os ideais europeus.

PUB Quando a discussão está neste ponto, não vale sequer a pena ser racional. Aliás, racionalidade é coisa que não existe neste debate: a crise humanitária é real e ninguém a questiona; a Europa tem a ganhar com a entrada de migrantes, especialmente em países como Portugal, que estão carentes de famílias jovens e que têm um historial de integração; o dinheiro que custam estes migrantes é absolutamente irrisório face ao manto protector da União Europeia ou mesmo ao orçamento de países como a Alemanha.

O número de migrantes a entrar na Europa com as crises mediterrânicas é tão irrelevante em termos populacionais que a questão se torna ridícula — se 500 milhões dos cidadãos mais prósperos do planeta não conseguem absorver dois milhões de refugiados, mal vai o mundo.

Ainda assim, a União está completamente dividida em dois campos: de um lado os que pregam a tolerância e a integração, onde quase só se inclui Angela Merkel; do outro estão os populistas do Sul que usam os migrantes para diabolizar o estrangeiro e que ficam bem acompanhados na xenofobia mal disfarçada dos riquíssimos parceiros a norte.

O verdadeiro problema não é que Merkel seja incapaz de defender as suas ideias dentro do próprio Governo. Ou que os italianos se disponham a levar uma bofetada de luva branca do Governo espanhol que está a prazo. O problema é a incapacidade da UE em decidir uma política coerente para todo o território, capaz de enterrar esta questão de uma vez por todas.

Sim, a França tem um problema sério de integração de imigrantes. Sim, o caso italiano foi extremamente mal gerido e ajudou à tomada de poder em Roma pelos populistas. Sim, a relação com a Turquia recuou dezenas de anos, em parte porque o problema dos refugiados ocorreu quando Erdogan quis avançar no processo ditatorial em Ancara. Mas isto é incompetência política, pouco tem que ver com a questão de fundo. A razão para não querer migrantes é epidérmica, daquelas que são motivadas apenas pelo medo face a quem desconhecemos. Vem do mesmo sítio que o racismo, a misoginia e o puro ódio. Vem do triunfo absoluto da ignorância.»


entreasbrumasdamemoria.blogspot.com
15
Jun18

SALAH FORA DO ONZE FRENTE AO URUGUAI

António Garrochinho

SALAH FORA DO ONZE FRENTE AO URUGUAI

A maior estrela egípcia, Mohamed Salah, não consta no 11 do Egito para defrontar esta tarde o Uruguai, em jogo de estreia das duas equipas, que assim vão completar a primeira ronda do grupo A.

Lesionado a 26 de maio no ombro esquerdo na final da Liga dos Campeões, o jogador ficou de imediato em dúvida para a competição, mas acabou mesmo por convocado e viajar com a equipa para a Rússia.

Porém, de acordo com o onze inicial de Hector Cúper revelado pela Federação egípcia através do Twitter, o jogador do Liverpool vai começar, pelo menos, no banco.

15
Jun18

Este fotógrafo revelou seu “truque” para tirar fotos perfeitas e você não vai acreditar no que ele faz

António Garrochinho

Muitas vezes pensamos que parar tirarmos uma foto perfeita é preciso muito conhecimento, vários equipamentos extremamente caros e anos de prática, mas na verdade, você precisa mesmo é de muita dedicação e criatividade para conseguir criar os seus próprios efeitos.
Na internet, existem várias imagens mostrando a diferença entre as fotos de fotógrafos profissionais e de fotógrafos amadores, e a maior parte delas, está na forma em que cada um deles vê o ambiente, ninguém precisa de um equipamento profissional, basta a capacidade de tornar algo “simples” em alto perfeito!
Esse fotógrafo de casamento, por exemplo, ganhou muito espaço na sua área com um efeito incrível que criou para as suas fotos e muitas pessoas acreditavam que ele fosse extremamente complicado, mas é aí que você se engana, o efeito é muito mais simples do que você imagina.
Em entrevista ao site Bored Panda, Mathias Fast revelou qual era o seu segredo e como ele utiliza apenas a tela do seu celularpara conseguir imagens incríveis.
Durante a entrevista, ele disse que seu telefone sempre está em seu bolso e que pensou em alguma forma útil de usá-lo e, então, bolou esse efeito em que coloca o celular na frente da lente da câmera e, com o ângulo perfeito, ele consegue um resultado incrível, como um espelhado na imagem, sem precisar de nenhum photoshop!
Ainda durante a conversa, ele disse que a inclinação do telefone fica por sua conta, você deve ficar olhando para a câmera e escolher o resultado desejado, confira algumas de suas criações:
1. Aqui a foto parece não ter fim:
2. E aqui parece que o chão se transformou em água!
3. Um reflexo incrível para a foto perfeita…
4. A diferença entre o ângulo de inclinação do celular:
5. Mais algumas fotos ‘sem fim’…
6. E com aquele reflexo incrível!

15
Jun18

COM ESTE BACALHAU NEM AÇORDA NEM PATANISCAS

António Garrochinho



O DEMAGOGO LARANJA, ROGÉRIO BACALHAU, O REI DAS FESTAS, DAS PATUSCADAS E DO DIVISIONISMO É ÁVIDO NAS PROMESSAS.

O FAMIGERADO AUTARCA QUE É BEM CONHECIDO PELO DESPREZO QUE DEDICA E APLICA ÀS FREGUESIAS RURAIS NOMEADAMENTE SANTA BÁRBARA DE NEXE ONDE AS SUAS POLÍTICAS E DEVERES SÃO UMA AUTÊNTICA VERGONHA, PROMETE ESTA SEMANA QUE VAI REQUALIFICAR A "MATA DO LICEU" E O "JARDIM DA ALAMEDA" ESPAÇOS ABANDONADOS AOS RATOS E AO DESMAZELO HÁ LONGOS ANOS.

E MAIS DIZ QUE ESSA MEDIDAS ESTARÃO NO AUGE NO ANO DE 2021 !

AH VALENTE !

ATÉ LÁ MUITOS APERTOS DE MÃO, MUITO ELEITORALISMO, MUITA TRAFULHA TERÃO OS MUNÍCIPES, OS FREGUESES DE OBSERVAR DESTE PROFESSOR QUE É MESTRE EM ARRANJAR "AMIGOS" DIVIDINDO PARA REINAR.

António Garrochinho


15
Jun18

Mais de 80% das estações SIRESP já permitem comunicar via satélite - Estado com aval dos credores para comprar 42,5% da SIRESP por 3,4 milhões

António Garrochinho


Investimento nas melhorias da rede de comunicação de emergência que falou várias vezes o ano passado podem atingir um máximo de 15,6 milhões de euros até 2021.
Neste momento, a rede de comunicações de emergência SIRESP, cujas falhas graves condicionaram o socorro prestado às populações o ano passado, já não funciona exclusivamente por cabo, podendo as comunicações realizar-se via satélite numa grande parte do Continente quando é detectado um corte nas transmissões.
Quem o diz é o Ministério da Administração Interna (MAI), em resposta a um conjunto de perguntas do PÚBLICO sobre as melhorias operacionais introduzidas na rede SIRESP. “A solução de redundância da rede de transmissão dota a rede da capacidade de detectar cortes na rede de transmissão existente e automaticamente comutar para a solução de satélite”, adianta o MAI. E acrescenta: “Até ao momento, as soluções de redundância da rede de transmissão estão instaladas para cerca de 83% das estações base SIRESP do Continente”. O objectivo é instalar esta nova solução em todas as estações de Portugal Continental.
Este ano foi igualmente feito um investimento na melhoria da autonomia da energia que permite manter em funcionamento as estações-base. Na ausência de electricidade as antenas colocadas naquelas estações só conseguiam manter-se a funcionar por seis horas, a autonomia das baterias que aí estavam instaladas.
Já este ano foram instalados equipamentos nas estações base que, em caso de falha no fornecimento da energia eléctrica, permitem que a antena continue a funcionar através de um gerador móvel. Foram adquiridos 18 geradores móveis que foram distribuídos por três pontos estratégicos do continente: Vila Real, Coimbra e Santarém. “A definição destes três pontos assegura que será possível fazer a mobilização dos geradores móveis para as ocorrências em menos de seis horas, o tempo de vida útil das baterias instaladas nas estações base SIRESP, assegurando que as comunicações no local se mantêm de forma ininterrupta”, garante o MAI.
Foram ainda adquiridas quatro novas estações móveis, que segundo o ministério liderado por Eduardo Cabrita, “se encontram em fase final de preparação (instalação dos equipamentos tecnológicos)”. Tendo em conta a nova possibilidade de realizar comunicação via satélite, a utilização destas estações, que serão operadas pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, será “mais comum em zonas com cobertura SIRESP deficiente”, adianta o ministério.
Uma resolução publicada no final de Abril no Diário da República, autoriza a secretaria-geral do MAI a realizar uma despesa de 15,6 milhões de euros com as melhorias da rede SIRESP, verba que pode ser gasta até 2021. Este ano regista o investimento mais significativo, até um limite de 8,2 milhões de euros.


Estado com aval dos credores para comprar 42,5% da SIRESP por 3,4 milhões



Propostas de compra feita através da Parvalorem foram aprovadas em final de Abril pelos credores, mas ainda aguardam luz verde da administração da SIRESP, S.A. e do sindicato de bancos que financiou esta 
Estado vai investir mais de 15 milhões de euros no SIRESP até 2021.

O Estado já conseguiu que duas comissões de credores concordassem em receber 3,4 milhões de euros para vender 42,5% da SIRESP, S.A, a empresa privada que gere a rede nacional de comunicações de emergência que registou falhas graves de funcionamento tanto na tragédia de Pedrogão Grande como nos incêndios de Outubro passado.
Apesar de ultrapassada esta fase, os negócios ainda aguardam luz verde da administração da SIRESP, S.A. e do sindicato de bancos que financiou esta parceria público-privada. Também a Esegur, que detém 12% da SIRESP, S.A., está a negociar com o Governo “os termos da eventual venda da participação”, confirmou a própria empresa ao PÚBLICO.
A informação de que o Estado, através da Parvalorem - a sociedade criada para recuperar os créditos tóxicos do BPN - avançou com uma proposta para comprar a participação da Galilei, que tem 33% da gestora da rede de comunicações, e com outra para adquirir os 9,55% detidos pela Datacomp, foi dada ao PÚBLICO pelo gabinete do administrador judicial, Francisco Duarte. Este administrador é responsável pelos processos de insolvência da Galilei SGPS e da Galilei Capital, que controla por via indirecta a maioria do capital da Datacomp.
Recorde-se que em Outubro, no rescaldo do pior ano de sempre ao nível dos incêndios rurais, o Governo anunciou que pretendia entrar no capital da SIRESP, S.A., para alterar o que queria a partir de dentro.
No final de Março, a Parvalorem avançou com uma proposta de compra dos 33% da SIRESP, S.A., detidos pela massa falida da Galilei, oferecendo um valor global de 2.654.140 euros, adiantou por escrito, o gabinete do administrador judicial, Francisco Duarte. A Parvalorem ofereceu 138,18 euros pelas 16.500 acções detidas pela Galilei SGPS e ainda 374 mil euros para comprar os créditos que aquela sociedade ainda detinha sobre a SIRESP. S.A., que só deveriam ser totalmente reembolsados em 2021.
A proposta foi aprovada pela comissão de credores da Galilei SGPS em final de Abril. Tal não surpreende já que a Parvalorem, que detém mais de 80% dos créditos da Galilei, preside àquela comissão. Na mesma semana, foi aprovada pela comissão de credores da Galilei Capital a venda dos 9,55% da Datacomp por um valor global de 768 mil euros. O montante implica o pagamento dos mesmos 138,18 euros por cada uma das 4.775 acções detidas por esta empresa de informática e ainda 108 mil euros pelos créditos que detém junto da SIRESP, S.A. que só deveriam ser totalmente liquidados em 2021.
Mas o processo de venda destas duas participações ainda não tem luz verde. “Foram desencadeados os procedimentos próprios previstos no Contrato de Financiamento, nomeadamente a solicitação de autorização à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e comunicação ao presidente do Conselho de Administração da SIRESP que terá de recolher o consentimento da sociedade e do agente de financiamento”, explica o gabinete do administrador judicial por email. E completa: “Neste momento, o processo de transmissão da participação aguarda desfecho do consentimento da sociedade e do agente de financiamento. Esta última referência diz respeito ao sindicato de bancos que financiou os 485,5 milhões de euros que o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) custou e o Estado está a pagar ao longo de 15 anos.       
O administrador da Datacomp, António Santos, explica que o processo é complicado devido às formalidades burocráticas exigidas pelos estatutos da SIRESP. “Não vejo nenhuma razão para o processo ser recusado, mas é um processo legal moroso”, resume António Santos. Os vários accionistas ainda terão que ser formalmente notificados dos termos de cada negócio, para poderem exercer o direito de preferência ou o direito de vender pelo mesmo preço. António Santos acredita que este processo acabou por se atrasar devido ao facto de em simultâneo o Ministério da Administração Interna ter estado a negociar com a SIRESP, S.A. uma melhoria da rede que vai deixar de funcionar exclusivamente por cabo para poder passar a funcionar igualmente via satélite.

15
Jun18

A TRAFULHA E A ALIENAÇÃO

António Garrochinho



POR AQUI SE VÊ O QUANTO O "JORNALIXO" DESPREZA O QUE É ELEMENTAR NA VIDA DOS PORTUGUESES.

QUANDO OS TRABALHADORES ENTRAM EM GREVE POR DIREITOS, AS RÁDIOS, AS TELEVISÕES, A IMPRENSA DEDICAM-LHE POUCOS MINUTOS E NA MAIOR PARTE DAS VEZES PARA DENEGRIR A SUA LUTA.

HOJE A "TSF", DEBRUÇANDO-SE SOBRE O JOGO DE PORTUGAL-ESPANHA VAI OCUPAR UM TEMPO DE ANTENA QUE SOMARÁ PERTO DE 5 HORAS.
(TRÊS ANTES DO JOGO) E MAIS DUAS AO LONGO DO DIA.

PARECE MENTIRA MAS É VERDADE ! É ESCANDALOSO NÃO É !?

António Garrochinho

15
Jun18

163 milhões para helicópteros e aviões em oito anos

António Garrochinho


Os contratos para locação de aeronaves de combate a incêndios são dos negócios mais caros para o Estado. O retrato de um negócio com muita confusão, muita litigância e que se prepara para uma nova volta.
Outubro de 2017 Incêndios Ibéricos, Incêndio, Conflagração, Fogo

Desde os incêndios do ano passado que se acentuou o debate sobre se o Estado deveria ter ou não helicópteros e aviões próprios de combate a incêndios. Mas são os alugados, sobretudo a empresas portuguesas que asseguram a grande parte do dispositivo de combate aos fogos. Perante tudo o que aconteceu, o Governo decidiu mudar o paradigma e comprar meios para começarem a operar daqui a dois anos. Enquanto não o faz - e ainda demorará - a factura com os alugueres não pára de crescer. Nos últimos oito anos, entre concursos e ajustes directos, o Estado gastou 163,5 milhões de euros.
Além dos helicópteros pesados Kamov, que eram seis, passaram a três e neste momento estão todos no chão sem poderem voar, o Estado só tem três helicópteros ligeiros. Poucos para o trabalho que é preciso fazer. Todos os anos são precisos entre 40 e 50 meios para assegurar a cobertura do país, o que representa um encargo anual de cerca de 21 milhões de euros. 
Numa análise aos dados desde 2010, verifica-se que o Estado assinou 13 contratos resultantes de concursos públicos através da extinta Empresa de Meios Aéreos (EMA) e da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e mais do dobro (30) por ajustes directos, que serviram para reforço da frota ou para suprir as falhas dos concursos.
De todos estes contratos que representam a tal factura de mais de 163 milhões, os celebrados este ano absorvem um terço do esforço financeiro feito desde 2010, 54 milhões de euros, e só asseguram meios para 2018 e alguns para 2019.
Já os contratos por ajuste directo foram bastante utilizados o ano passado. Com o fim do contrato de metade dos meios aéreos antes do 15 de Outubro, tal como o PÚBLICO noticiou na altura - nesse dia estavam operacionais 18 dos 47 que estavam previstos -, o MAI decidiu fazer nove contratos por ajuste directo para garantir que tinha um dispositivo reforçado até ao fim da época de incêndios, que se prolongou até 15 de Novembro. Nesses contratos, apenas para um mês, foram pagos 5,4 milhões de euros.
O investimento neste tipo de aeronaves tem sido tema de debate ao longo dos anos. Quando António Costa era ministro da Administração Interna, foram comprados os seis Kamov. Uma decisão que causou dissabores na altura e que continuam a causar confusões. Um destes helicópteros pesados ficou destruído num acidente, dois estão para reparação sem se saber quando o serão e os últimos três estão sem voar desde o início deste ano, por divergências entre a ANPC, a Autoridade Nacional de Aviação Civil e a empresa que os operava, a Everjets. 
Mas se a compra gerou dúvidas, a decisão do Governo de Passos Coelho de mudar o contrato de manutenção e operação destas aeronaves também não escapou aos tribunais. Além disso, o PSD decidiu extinguir a EMA, passando o trabalho de gestão destes meios para a ANPC. As mudanças não terminaram ainda. Depois das tragédias do ano passado, o actual Governo decidiu mudar a gestão para a Força Aérea, mas o plano ainda está em segredo. Uma das decisões que já estava em cima da mesa era a compra de seis aviões KC-390 à Embraer. Aviões que vão ser adaptados para combate a incêndios. Mas não serão os únicos, só ainda não se sabe quantos, quais e quanto dinheiro prevê o Governo reservar para a compra de helicópteros e aviões.
Ao todo são meia dúzia de empresas portuguesas de aviação com quem o Estado mantém relações e as únicas com capacidade para responder às necessidades do combate: a Heliportugal, a Helibravo, a Everjets, a Babcock (antiga INAER), a HTA  e a Agro-Montiar. E foi a elas que o Ministério da Administração Interna recorreu em Maio, no fim de linha, quando os concursos públicos internacionais falharam por terem sido apresentadas propostas, por estas mesmas empresas, acima do preço que o Estado estava disposto a pagar.

www.publico.pt
15
Jun18

Jerónimo pede "mais força" a professores contra maioria absoluta do PS

António Garrochinho


Líder do PCP elogia a independência financeira do partido e critica os que "amaciam o capitalismo" aceitando outros financiamentos, como os "representantes de Trotsky" em Portugal.
O secretário-geral do PCP avisou nesta quinta-feira professores e outros trabalhadores de que, se o PS estivesse em maioria absoluta no Parlamento, "nem meio caminho" de "avanços" teria acontecido, pedindo "mais força" ao seu partido.
"Daqui também se pode extrair uma outra lição: tivesse o Governo do PS uma maioria na Assembleia da República e não teríamos conseguido alcançar estes avanços", afirmou Jerónimo de Sousa, numa sessão pública com trabalhadores, inserida numa campanha de contacto e angariação de militantes, em Linda-a-Velha, Oeiras.
O líder comunista enumerou os diversos ganhos face à anterior legislatura do Governo PSD/CDS-PP, em termos de horários, remunerações, salários, reposição de feriados e maior justiça fiscal, além de mais apoios sociais e o aumento extraordinário de reformas, entre outros. "Não fora, porventura este partido [PCP], com a sua intervenção e propostas, e muitos dos avanços verificados nestes dois anos e meio, nem a meio caminho teriam chegado. Não tivesse o PCP tido o papel que teve e continuávamos a andar para trás", assegurou.
Jerónimo de Sousa lembrou o debate de actualidade, marcado para esta sexta-feira pelos comunistas, no Parlamento, sobre as condições profissionais dos professores, e apelou à luta contra as novas alterações na legislação laboral acordadas em concertação social pelo executivo socialista, as confederações patronais e a central sindical UGT e cujo debate parlamentar será em 6 de Julho.
"Luta justa e necessária quando se avolumam sinais e práticas que indiciam uma vontade da acção governativa de dar como adquirido em definitivo o roubo de direitos e também de rendimentos, como é exemplo a negação do descongelamento de carreiras dos trabalhadores da administração pública como militares, professores, forças de segurança e justiça", reforçou.
Recentemente, o ministro da Educação declarou que, perante a inflexibilidade dos sindicatos de docentes, que querem ver contabilizados nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço, o Governo retirava a sua proposta de contabilizar cerca de dois anos e nove meses.
Para o secretário-geral do PCP não há outro caminho que não a "reposição daquilo que é devido aos professores e outros", pois o Orçamento do Estado para 2018, no seu artigo 19, não coloca em causa o montante a devolver, mas sim "o prazo em que o Governo o deve concretizar".
"Foi muito ampla e diversificada a acção da política de direita concretizada pelo PS, PSD e CDS, de desvalorização do trabalho e seu papel no desenvolvimento da sociedade e de ataque a direitos fundamentais dos trabalhadores e às suas condições de vida", criticou Jerónimo de Sousa.
O líder comunista acusou PS, PSD e CDS-PP de optarem por "um caminho", ao longo dos últimos 40 anos, de "ampliação do saque sobre o trabalho, pacote atrás de pacote de medidas", para promover "a alteração para pior das leis laborais".
Jerónimo de Sousa frisou ainda a importância da independência financeira do partido, designadamente através da quotização regular dos militantes face às outras forças políticas, "que amaciam o capitalismo" e aceitam outros fundos, incluindo os "representantes de Trotsky" em Portugal, numa referência ao BE.


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15
Jun18

O CRIACIONISMO EXTREMISTA YANKEE NÃO RESPEITA NINGUÉM E BASEIA-SE NA "BÍBLIA" - Washington usa a Bíblia para justificar retirada de crianças às famílias nas fronteiras

António Garrochinho


Jeff Sessions disse que se deve obedecer às leis do Governo porque " Deus as ordenou com o propósito da ordem”. Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, segue a mesma linha: as leis da Administração são “reforçadas pela Bíblia”.
Jeff Sessions, procurador-geral dos EUA

Jeff Sessions, procurador-geral dos EUA 

A Administração Trump defende a política de tolerância zero à entrada de famílias de migrantes sem documentos e respalda-se na Bíblia. Fê-lo Jeff Sessions, procurador-geral dos Estados Unidos, na quarta-feira, e voltou a fazê-lo Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, nesta quinta-feira. Ambos crêem que “obedecer às leis do Governo” é “muito bíblico” – mesmo que isso obrigue a separar crianças das famílias na fronteira.
Jeff Sessions falava em Fort Wayne, no estado do Indiana, sobre imigração. Respondendo ao cardeal católico Daniel DiNardo, que afirmou que separar as mães dos bebés é “imoral”, Sessions citou uma passagem da Bíblia para justificar a política. “Citaria o Apóstolo Paulo e a sua ordem clara e sábia, em Romanos:13, que diz que obedeçam às leis do Governo porque Deus as ordenou com o propósito da ordem”. E acrescentou: “Os processos legais e ordeiros são bons por si próprios e protegem os fracos.”
De acordo com a política de tolerância zero aplicada pela Administração Trump, que trata da mesma forma traficantes e pais sem documentos, e que já teve como consequência a separação de mais de 700 famílias na fronteira desde Outubro, é instaurado um processo criminal a qualquer adulto que entre nos EUA de forma ilegal. Como consequência, as crianças acabam por ser separadas dos pais porque não podem ser enviadas para uma cadeia.
Sarah Sanders falou aos jornalistas n Casa Branca. Questionada sobre o comentário de Sessions (“Onde é que diz na Bíblia que é moral retirar as crianças das suas mães?”), Sanders admitiu que não leu sobre o assunto mas que as leis da Administração eram “reforçadas pela Bíblia”.
“Não tenho presentes os comentários do procurador-geral ou a sua referência, [mas] posso dizer que é muito bíblico fazer cumprir a lei. É referido diversas vezes na Biblía”, disse a porta-voz da Casa Branca.
“A separação de famílias ilegais estrangeiras é produto das mesmas lacunas que os democratas se recusam a fechar, e essas leis são as mesmas e têm estado nos livros há mais de uma década, e o Presidente está simplesmente a reforçá-las”, disse Sanders.
Fez assim eco de um tweet de Trump, do início do mês, que também culpava os democratas pelas separações: "A separação de famílias na fronteira é culpa das más leis aprovadas pelos democratas. As leis de segurança na fronteira devem ser alteradas, mas os democratas não ganham juízo! Começámos a construir o Muro!"
A lei de tolerância zero foi pensada de forma a desencorajar a imigração ilegal. Não é a primeira vez que a administração Trump tenta defendê-la. No início de Junho, confrontado com a necessidade de separar as crianças dos pais, Jeff Sessions respondeu: "Quem atravessar a fronteira de forma ilegal será alvo de um processo criminal. Quem atravessar a fronteira de forma ilegal com uma criança será processado e, provavelmente, essa criança será separada de quem a trouxe. Quem não quiser ser separado dos filhos, que não os traga de forma ilegal. Quando alguém faz isso, a culpa não é nossa".
Em conformidade com as regras actuais, centenas de famílias são separadas assim que chegam à fronteira. Os pais ficam detidos e as crianças são entregues a centros de acolhimento estatais. Mas o número de crianças nessas condições aumentou tanto que os centros de acolhimento estão a chegar ao limite. Por isso já foi anunciada a abertura de um novo centro de acolhimento, perto da zona de entrada de Tornillo, no Texas, que acomodará cerca de 360 crianças.

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15
Jun18

OS MERCENÁRIOS OBEDIENTES AO IMPERIALISMO A DEIXAREM O CAMINHO LIVRE - ONU abandona Iêmen na iminência de ataque saudita e norte-americano

António Garrochinho


Soldado passeando pelo porto de Hodeidah no mar Vermelho, Iêmen

Na terça-feira, a Cruz Vermelha Internacional e a ONU retiraram seus trabalhadores humanitários internacionais do porto iemenita de Hodeidah, temendo o ataque de forças pró-governo apoiadas pelos EUA, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU).
O analista político independente Marwa Osman disse à Sputnik que, se a coalizão liderada pelos sauditas se aproximar do porto de Hodeidah, atualmente controlado por rebeldes Houthis, o Iêmen se afundará ainda mais no desastre humanitário. 
De acordo com estimativas da ONU, cerca de 10 mil iemenitas foram mortos e 53 mil ficaram feridos desde que a coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou sua operação no país em 2015.
"O problema não é a invasão. Esta já aconteceu há duas semanas e acabou em desastre para as milícias dos Emirados Árabes Unidos. Em toda a mídia árabe foram vistos os corpos de mais de 120 mercenários dos Emirados Árabes Unidos que tentaram invadir Hodeidah", disse Osman.
"A questão é a catástrofe humanitária no Iêmen, que está em curso há três anos e meio. Isso não é algo novo. No entanto, pode ser ainda mais exacerbado se o porto de Hodeidah estiver bloqueado", explicou Osman. Mais de 70% das importações do Iêmen, incluindo alimentos e remessas de ajuda, passam pelo porto de Hodeidah, informou o Independent em maio.
De acordo com Abdikadir Mohamud, diretor do grupo de ajuda Mercy Corps no Iêmen, o esforço de ajuda a Hodeidah diminuiu antes mesmo de os combates atingirem a cidade.
"Muitas organizações humanitárias estão sendo forçadas a deixar a cidade, os motoristas estão se recusando a levar seus caminhões para lá e os bancos estão lutando para transferir fundos", disse Mohamud em comunicado divulgado terça-feira à NPR.
O Iêmen está envolvido em um conflito armado entre o governo liderado pelo presidente iemenita Abd Rabbuh Mansur Hadi e o movimento houthi no norte do país desde 2015. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, composta principalmente por países árabes, vem realizando ataques aéreos contra os houthis a pedido de Hadi desde março de 2015. Os EUA apoiaram os sauditas reabastecendo aeronaves sauditas e dos Emirados Árabes Unidos e fornecendo assistência para realizar ataques aéreos e compartilham informações de inteligência.
"Uma invasão dos EAU e da Arábia Saudita — apoiada pelos EUA — em Hodeidah poderia causar milhares de mortes no Iêmen. E não é só pessoas em Hodeidah que seriam afetadas por uma invasão. Muitas outras cidades no Iêmen, especialmente nas partes centro e norte, também poderiam ser devastadas", disse Osman à Sputnik.
Na segunda-feira, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, divulgou a seguinte declaração: "Os Estados Unidos estão acompanhando de perto os desenvolvimentos em Hodeidah, Iêmen. Falei com líderes dos Emirados e deixei claro nosso desejo de tratar de suas preocupações de segurança, preservando o livre fluxo humanitário, auxílios e importações comerciais que salvam vidas".
"Esperamos que todas as partes honrem seus compromissos de trabalhar com o Escritório Especial do Secretário-Geral da ONU para o Iêmen nessa questão, apoiem ??um processo político para resolver esse conflito, garantam o acesso humanitário ao povo iemenita e mapeiem um futuro político para o Iêmen", acrescentou Pompeo.
Em maio, um relatório do New York Times revelou que os Boinas Verdes do Exército dos EUA estavam trabalhando na fronteira entre o Iêmen e a Arábia Saudita, "fazendo o trabalho sujo da Arábia Saudita", disse Kiriakou, um veterano profissional de inteligência.

br.sputniknews.com

15
Jun18

PÃO PÃO QUEIJO QUEIJO

António Garrochinho


QUE VIVA O FUTEBOL COMO COMPONENTE SADIO E DE ENTRETENIMENTO PARA A HUMANIDADE.

SE DETERMINADA CLASSE POLÍTICA DIGNIFICASSE O FUTEBOL E NÃO VIVESSE DO APROVEITAMENTO QUE FAZ DO DESPORTO, ERA MAIS UM PASSO PARA QUE HOUVESSE VERDADE NO FENÓMENO DESPORTIVO.

TAL COMO NAS "SAD(S), O FUTEBOL ESTÁ REPLETO DE SACANAS QUE AO MESMO TEMPO QUE PASSEIAM O CU EM EVENTOS POR TODO O MUNDO, SÃO ELES OS QUE A CADA MINUTO O ESTRAGAM.

OU SEJA: É A CHULAMA DOS NEGÓCIOS MILIONÁRIOS, SÃO OS SALÁRIOS ASTRONÓMICOS, É A LAVAGEM DE DINHEIRO SUJO DE SANGUE, QUE UM DIA INEVITAVELMENTE IRÁ MOSTRAR AO MUNDO O VERDADEIRO ROSTO DO QUE É O FUTEBOL DE HOJE.

O DESPORTO É SALUTAR NA FORMAÇÃO DO CARÁCTER HUMANO E NA COMPONENTE DE UMA VIDA COM MAIS SAÚDE PARA ALÉM DO ENTRETENIMENTO.

A MANEIRA COMO É DIRIGIDO E PRATICADO PELOS INTERVENIENTES ACTUAIS, É UMA MÁFIA QUE EM LUGAR DE CONSTRUIR, DESTRÓI.


António Garrochinho

15
Jun18

BCE - ultimas decisões

António Garrochinho



O BCE decidiu apontar para o Verão do próximo ano. Os juros não vão mexer "pelo menos ao longo do Verão de 2019 e, em qualquer caso, por quanto tempo for necessário para assegurar que a evolução da inflação 
(...)O Banco Central Europeu (BCE) indicou esta quinta-feira duas alterações da política monetária no futuro: uma sobre o programa de compras de activos soberanos, outra sobre as taxas de juros directoras. O Negócios passou o discurso de Draghi a pente fino e dá-lhe conta das 7 razões que justificaram as medidas.
Primeiro, o que está em causa. A novidade mais imediata diz respeito ao fim das compras líquidas de activos soberanos: se os dados de inflação confirmarem as projecções, a partir de Setembro as compras líquidas passam dos actuais 30 mil milhões de euros mensais, para metade. Depois, a partir de Dezembro, as compras líquidas terminam e o programa fica limitado ao reinvestimento do stock do BCE.
A segunda novidade diz respeito aos juros directores: pela primeira vez o BCE levantou o véu sobre o calendário que tem em mente para o fim dos juros zero. Até agora, Mario Draghi indicava apenas que os juros se iriam manter inalterados "durante um período alargado e muito para além do horizonte das compras líquidas de activos". 

Mas na reunião deste mês decidiu apontar para o Verão do próximo ano. Os juros não vão mexer "pelo menos ao longo do Verão de 2019 e, em qualquer caso, por quanto tempo for necessário para assegurar que a evolução da inflação permanece alinhada com as actuais expectativas de um ajustamento sustentado", disse Draghi.O que justifica estas decisões?
1. Unanimidade

Durante a conferência de imprensa, Mário Draghi garantiu que as decisões tomadas na reunião do conselho de governadores foram "unânimes" em todos os sentidos, desde o que foi efectivamente decidido fazer no futuro, até ao modo como foi comunicado que será feito.

2. Há margem para recuar

A decisão de anunciar o fim das compras líquidas de activos foi tomada com margem para recuar. Se a evolução dos preços não se materializar como projectado, ou se a incerteza se concretizar numa evolução diferente do esperado, tanto o comunicado do BCE, como as declarações de Draghi dão mais do que margem para adiar as decisões. Ou seja: os mercados sabem desde já que, caso seja necessário, "o conselho de governadores está pronto para ajustar qualquer um dos seus instrumentos".

3. O  programa de compra de activos não vai desaparecer

Apesar da redução do ritmo de compras no último trimestre do ano, e do fim das compras líquidas a partir de Janeiro de 2019, o programa de compra de activos não vai desaparecer, frisou Mário Draghi. Há um stock muito generoso de títulos públicos que estão nas mãos do BCE e que os banqueiros centrais já disseram que vão continuar a reinvestir. Ainda não disseram foi como.

4. A economia deu sinais de abrandamento, mas continua forte

Mario Draghi reconheceu que a incerteza é mais elevada, nomeadamente devido ao risco de aumento do proteccionismo e do impacto que isso tem na confiança, mas frisou que ainda assim está bem sustentada e robusta. 

"A força subjacente da economia não mudou", argumentou. "Um crescimento de 0,4% é menor do que um de 0,7%", reconheceu o presidente do BCE, referindo-se ao abrandamento do ritmo registado pela zona euro no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com o verificado no quarto trimestre de 2017. "Mas continua a ser um crescimento elevado", frisou. Ou seja, a avaliação que o BCE faz da conjuntura é de que "ainda é apropriada para as decisões tomadas hoje", mas os governadores não querem "subestimar os riscos existentes", notou.

Esta avaliação está também sustentada na análise de conjuntura do relatório da equipa de técnicos do BCE. Os peritos reviram esta quinta-feira a projecção de crescimento para a zona euro em baixa, mas continua a ser um ritmo positivo: em vez de um aumento de 2,4% do PIB, o BCE espera agora um crescimento de 2,1%. Para 2019 e 2020 as projecções ficaram inalteradas face a Março, em 1,9% e 1,7%, respectivamente.

As projecções para a inflação foram corrigidas em alta, para 1,7% em 2018, 2019 e 2020, mas Draghi explicou que esta alteração decorre sobretudo da evolução do preço do petróleo...Neg

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