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POESIA E MÚSICA DA RESISTÊNCIA

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22
Jun18

em rota de despedida

António Garrochinho

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22
Jun18

A fantástica história do Mundial de Futebol de 1930

António Garrochinho


Quando a FIFA foi fundada em 1904,  seu quadro de membros era composto por apenas sete nações, todas da Europa. Nas duas décadas seguintes, mais e mais federações se juntaram à FIFA, sendo o torneio olímpico de futebol de 1924 o primeiro a ter a participação de times não europeus, como o Uruguai, os Estados Unidos e o Egito. O Uruguai conquistou a medalha de ouro, façanha que a Celeste repetiria quatro anos depois.
Contudo, o torneio de futebol olímpico, organizado pela FIFA a partir da edição de 1920, só era aberto a amadores, o que significava que muitos dos melhores jogadores do mundo não podiam participar da competição. Portanto, em 1926, a FIFA - liderada por seu presidente Jules Rimet e o secretário da Federação Francesa de Futebol, Henri Delauny - decidiu criar um torneio próprio, aberto a todos os jogadores, amadores e profissionais. Após dois anos de deliberações, a FIFA anunciou que um novo torneio, a Copa do Mundo, começaria em 1930 e ocorreria a cada quatro anos.
O árbitro Anibal Tejeda (centro) e os auxiliares Ricardo Vallarino e Baldway posam com os capitães do Brasil, João Coelho Neto (também conhecido como Preguinho) e Milutin Ivkovic, da Iugoslávia.
Cinco países: Holanda, Itália, Espanha, Suécia e Uruguai, se ofereceram para sediar o torneio. Posteriormente, a Holanda e a Suécia decidiram retirar-se da disputa e passaram a apoiar a candidatura da Itália. No entanto, a preferência de Jules Rimet era o Uruguai, já que isso não só daria ao seu novo torneio um sabor mais global, como significaria que o país seria o anfitrião mais forte do mundo na época, graças às medalhas de ouro de 1924 e 1928, embora jogasse com uma equipe de amadores.
Apesar das conquistas uruguaias, a escolha ainda era surpreendente, porque o Uruguai era um país pequeno, com apenas dois milhões de habitantes. Além disso, devido à escassez de estádios, todos os jogos seriam realizados na capital, Montevidéu.
A primeira Copa do Mundo de 1930 foi a única para a qual não houve eliminatórias. Em vez de um torneio classificatório, todos os membros da FIFA foram convidados a participar, com o prazo de inscrição terminando em de 28 de fevereiro de 1930. Nessa época, a FIFA consistia de 41 membros da Europa; exceto Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, que haviam se retirado em 1928 após uma disputa sobre pagamentos a jogadores amadores, eles retornariam à FIFA somente 1946, um time da África (Egito), dois da Ásia (Japão e Sião - atual Tailândia), seis da América do Norte e Central e sete da América do Sul.
Muitas das equipes das Américas mostraram interesse em participar do torneio, mas no final apenas oito (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, México, Paraguai, Peru e Estados Unidos) realmente se inscreveram. O único membro aficano da FIFA, o Egito, também decidiu entrar. Os quatro candidatos vencidos para sediar o torneio e a Hungria se recusaram a participar como protesto contra a decisão da escolha do Uruguai.
A seleção da Bolívia jogou contra a Iugoslávia na Fase de Grupos de 1930 com camisas brancas bordadas “Viva Uruguay”!
Outros países, como Áustria, Tchecoslováquia, Alemanha e Suíça, ficaram de fora por causa da exaustiva viagem marítima de três semanas para chegar ao Uruguai, bem como o fato de que os envolvidos no tormeio teriam que ficar ausentes por até três meses no total, apesar de a Federação Uruguaia ter se oferecido para pagar todas as despesas da viagem.
Os uruguaios até tentaram se aproximar dos ingleses para pedir-lhes que participassem da competição, apesar do fato de que a Inglaterra não era membro da FIFA na época, mas o pedido foi rapidamente negado. Vários outros países, como Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia, ainda estavam indecisos.
No momento em que o prazo de inscrições foi atingido, nenhum time da Europa decidira entrar no torneio. Os representantes da América do Sul ameaçaram se retirar da FIFA em protesto contra a relutância dos europeus em participar, atitude que eles consideraram como um insulto. Algo precisava ser feito e rapidamente.
Jules Rimet, o presidente da FIFA cuja iniciativa levara à criação do torneio da Copa do Mundo, finalmente conseguiu convencer seu país de origem, a França, a entrar, embora seu treinador, Gaston Barreau (substituído por Raoul Caudron), e seu melhor defensor, Manuel Anatol, optassem por ficar em casa.
Jules Rimet embarcando para a América do Sul no navio Conte Verde
O vice-presidente da FIFA, Rodolphe Seeldrayers, da Bélgica, também convenceu seu próprio país a participar. Seu melhor jogador, Raymond Braine, que havia marcado 141 em 142 jogos pela Beerschot em seus oito anos no clube, foi banido do torneio depois de abrir uma cafeteria para complementar sua renda, já que os clubes belgas, por serem amadores na época, faziam apenas pagamentos não oficiais baseados no desempenho dos atletas. A federação belga decidiu então que os jogadores que buscassem outra fonte de renda seriam banidos da equipe nacional.
Na Romênia, o rei Carlos II, tomou posse do trono real apenas um mês antes do início do torneio. Um de seus primeiros atos como rei foi conceder a anistia a todos os jogadores romenos que haviam sido suspensos do futebol por qualquer motivo.
Ele também persuadiu empresas, incluindo uma companhia petrolífera inglesa, para a qual muitos de seus melhores jogadores trabalhavam, a dar aos seus funcionários uma licença para participar da Copa do Mundo, ameaçando fechá-las, caso se recusassem. Então, o rei convocou o time romeno. Carlos II também conseguiu convencer a Iugoslávia a entrar no torneio, apesar do time ser formado somente por jovens sérvios, já que os jogadores croatas se recusaram a jogar pela seleção.
O esquadrão romeno zarpou de Gênova em 21 de junho a bordo do barco a vapor Conte Verde. O navio, então, parou na Costa Azul para buscar a equipe francesa, o presidente da FIFA e três árbitros europeus. Em Barcelona, ??houve outra parada para o embarque dos belgas. Depois de cruzar o Atlântico, o navio atracou no Rio de Janeiro, onde os brasileiros subiram a bordo. O Conte Verde finalmente chegou a Montevidéu em 4 de julho, pouco mais de duas semanas depois de partir da Europa.
Os jogadores da França posam depois do almoço para uma foto de grupo durante seu cruzeiro a bordo do Conte Verde em julho de 1930
Quando os iugoslavos decidiram participar da Copa do Mundo, o Conte Verde estava lotado e eles tiveram que procurar um modo de viagem alternativo. Depois de uma viagem de trem de três dias até Marselha, os iuguslavos embarcaram no navio a vapor Flórida.
O egípcios também fariam a viagem no Flórida, mas o barco que faria a travessia da África até a Europa, atrasou-se devido a uma tempestade no Mar Mediterrâneo e eles perderam a conexão para a América do Sul. Isso significava que o torneio iria adiante com apenas 13 equipes.
O primeiro jogo da Copa do Mundo foi disputado entre a França e o México em 13 de julho de 1930, no minúsculo Estádio Pocitos, que pertencia ao campeão uruguaio, o Peñarol. O local tinha capacidade para apenas mil pessoas e foi uma multidão desse porte que viu o atacante francês Laucien Laurent, de 22 anos, do FC Sochaux, marcar o primeiro gol da Copa do Mundo, para ajudar a França a vencer por 4 a 1 no Grupo 1.
Seria a Argentina quem venceria o Grupo 1, formado por quatro participantes - o Chile era o outro time envolvido - graças a três vitórias em três jogos. Os outros três grupos tinham apenas três equipes. A Iugoslávia, cuja complicada viagem ao torneio obviamente não atrapalhou muito, venceu o Grupo 2 graças às vitórias sobre o Brasil e a Bolívia. O Uruguai saiu vitorioso nos confrontos contra Peru e Romênia no Grupo 3 e os Estados Unidos triunfaram sobre o Paraguai e a Bélgica no Grupo 4.
O capitão argentino Manuel Ferreira troca estandartes em 1930 com o capitão chileno Guillermo Subiabre
Na vitória por 3 a 0 dos Estados Unidos sobre o Paraguai, a confusão sobre a identidade do artilheiro do segundo gol dos americanos fez com que, durante 76 anos, se pensasse que o primeiro hat-trick da Copa do Mundo fora marcado por Guillermo Stábile, da Argentina, na vitória por 6-3 sobre o México. Foi somente em 2006 que o segundo gol dos EUA foi finalmente creditado a Bert Patenaude, que havia marcado outros dois gols contra o Paraguai, dando-lhe o crédito do primeiro hat-trick na história dos mundiais.
As quatro equipes que terminaram na primeira colocação de cada grupo, Argentina, Estados Unidos, Iugoslávia e Uruguai, classificaram-se para as semifinais. A primeira semifinal foi disputada entre  a Argentina e os Estados Unidos, em um campo encharcado durante uma forte chuva.
A equipe dos Estados Unidos, que contava com seis jogadores britânicos, perdeu o meia Raphael Tracy aos dez minutos após ele quebrar uma perna durante uma jogada violenta. Um gol de Monti na metade do primeiro tempo deu à Argentina uma vantagem de 1–0. No segundo tempo, a força da defesa dos Estados Unidos foi dominada pelo ritmo do ataque argentino, tendo a partida terminado com o placar de 6–1 para a Argentina.
O goleiro iugoslavo Milovan Jaksic  durante a partida contra o Brasil na Copa do Mundo de 1930
Na segunda semifinal, Iugoslávia e Uruguai enfrentaram-se. A seleção iugoslava marcou o primeiro gol com Dorđe Vujadinović, aos quatro minutos. O Uruguai, logo em seguida, virou o placar para 2-1. Pouco antes do intervalo, a Iugoslávia teve um gol anulado por uma marcação controversa de impedimento. Os anfitriões marcaram mais quatro gols no segundo tempo, encerrando a partida com o placar de 6-1, tendo Pedro Cea marcado um hat-trick.
A Final da Copa do Mundo FIFA de 1930 foi disputada pelos finalistas das Olimpíadas de 1928, Uruguai e Argentina.
A partida foi disputada no Estádio Centenário em 30 de julho. Os portões do estádio foram abertos às oito horas, seis horas antes do início do jogo. Um desentendimento ofuscou a preparação para o jogo porque as equipes discordavam sobre quem deveria fornecer a bola, forçando a FIFA a intervir e decretar que a seleção argentina daria a bola para o primeiro tempo e a uruguaia daria a bola para o segundo.
A seleção do Uruguai - o primeiro campeão mundial
O jogo terminou 4-2 para o Uruguai (que perdia por 2-1 no primeiro tempo), que acrescentou o título de vencedores da Copa do Mundo para o manto de Campeões Olímpicos, com Jules Rimet, presidente da FIFA, entregando o troféu da Copa do Mundo, mais tarde batizado com seu nome. O dia seguinte foi declarado feriado nacional no Uruguai; na capital argentina, Buenos Aires, uma multidão atirou pedras no consulado uruguaio.
O último jogador vivo daquela final, Francisco Varallo (que jogou de atacante para a Argentina), morreu em 30 de agosto de 2010.



www.kidbentinho.com

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22
Jun18

TAREFAS URGENTES PARA RUI TAVARES

António Garrochinho


PUBLICADO POR RICARDO M SANTOS





































Rui Tavares acordou estremunhado, banhado em suores frios e percebeu que, afinal, está hora de pegarmos em armas e combater o fascismo em todas as suas formas. Bem, não todas. Porque temos de escolher bem e combater o fascismo mas defender a UE. Já lá iremos. 



Um historiador estremunhado e assustado, nas manhãs de calor como as que temos vivido, pode ser um caso alarmante. Ao ponto de ser o próprio a referir que nunca pensou que “a versão atualizada [do fascismo] do século XXI viesse a ser tão caricaturalmente parecida com o original”. Um historiador como Rui Tavares, devia saber que a “História repete-se, pelo menos, duas vezes”, dizia Hegel, “a primeira como tragédia, a segunda como farsa”, disse Marx.


Apanhado de surpresa, Tavares esbraceja, alvoraçado, com o que está a passar-se em Itália, na Hungria, esquece Polónia e Ucrânia, Espanha, a vergonha do Mediterrâneo potenciada pelas intervenções externas a cobro – imagine-se – da UE nos países do Médio Oriente e norte de África, que Rui tavares tão bem conhece dos seus tempos de eurodeputado. Sem esquecer o tratado de extradição de refugiados assinado entre a progressista e europeísta Grécia e a Turquia.

Os aliados
Tavares começa a sua lista de tarefas, talvez ainda entorpecido pelo sono profundo em que está há anos, avisando que tem aliados em todos os quadrantes políticos contra a barbárie. As remelas talvez estejam a tolher-lhe o pensamento. O historiador está disposto a colocar de lado tudo o que faz com que haja, de facto, um ressurgimento do fascismo, para combater o fascismo. É neste labirinto de lençóis que Tavares se perde: “Discordarei com eles sobre a austeridade, o politicamente correto, o progressismo e o conservadorismo e todas as coisas sobre as quais já discordávamos antes. Mas se eles e elas sentirem a mesma urgência em fazer, em primeiro lugar, barragem contra a barbárie, estamos juntos”. Tanta ingenuidade chega a ser enternecedora, vinda de alguém que, dada a sua formação, conhece a História. O cronista propõe-se, assim, a tomar comprimidos para dormir mas afirma que vai lutar para ficar acordado. É este o cronista no seu labirinto.

A Torre de Marfim
Para Tavares, a austeridade e a miséria não são desculpas para que as pessoas se tornem racistas e “adeptos de tiranetes”. Esta é uma visão perfeitamente normal de alguém desligado da realidade – e, mais grave, da História – sobre aquilo que é a vida dos comuns mortais. Não sendo desculpa, parece-me evidente que é inegável. Mas, quem nunca teve a barriga vazia, não consegue perceber que a necessidade e o desespero são maiores do que a moral. Rui Tavares, historiador, posiciona-se assim contra a História e não aceita que as condições sociais influem, de facto, no surgimento de fascismos e no crescimento da extrema-direita. Ou melhor, aceita só um bocadinho. Podemos discutir isso, mas não pode ser o foco. Em suma, a História repete-se, mas não temos de encontrar formas para que não se repita. Depois vemos isso. Tavares não diz como contrariar isso, avança apenas com a “intransigência”. Portanto, a História mostra-nos e explica-nos o que está a acontecer, nada disto é novo, mas Rui Tavares está demasiado agitado para procurar a raiz e prepara-se para acabar com isto tudo, apostado que está em cortar canas de bambu com uma colher de sopa.

Isto é tudo nosso
O cronista afirma que não há tempo para discutir soberanias e não-ingerências. E nós sabemos bem, pelo exemplo do aval que deu à invasão da Líbia, que isto são questões de somenos. Os tempos são graves e assustadores. Rui Tavares acaba de acordar e Putin e a perigosa Rússia têm de vir à baila, ao lado de Trump, Órban e Salvini. Afinal, o historiador já decidiu que a Rússia adora interferir em eleições. Portanto, avancemos para fazer tudo exatamente da mesma forma que fizemos até aqui para que tudo fique na mesma.

Mais UE, quando o rei vai ONU
Outra das tarefas urgentes é, evidentemente, salvar a UE. Não seria dia se não fosse assim. Salvar as mesmas instituições que nos trouxeram até aqui. A UE, o colchão a que Tavares se agarra com unhas e dentes, após acordar apostado em acabar com o fascismo, a UE da austeridade, que fecha fronteiras, que vende refugiados à Turquia, a UE da França e da Alemanha, do Tratado de Lisboa e tudo o mais. Rui Tavares não percebe que é a política da UE e a ineficácia da ONU que nos trazem aqui. A ONU das sanções, das resoluções que valem menos que zero, um instrumento de controlo político de Estados soberanos. Ah, sim, a soberania não é para aqui chamada. Temos é que salvar a UE, que tem dado tão bons resultados.

Por fim, “errei”
A terminar, somos lembrados de que Rui Tavares escreve sobre a Hungria desde 2010. E nós aqui, desatentos, só agora, com o historiador acordado, conseguimos perceber que ele anda a escrever sobre a Hungria desde 2010! Ele, que até acreditava que o fascismo voltaria, mas mais fofo. Sem “tanta desfaçatez e arrogância”. E, veja-se, surpreendido porque o fascismo é fascismo.

TPC para Rui Tavares

Vamos então ajudar Rui Tavares e dar-lhe cinco tarefas para que possa ser um antifascista:

1 – Perceber que nem todos são antifascistas porque discordam da política de Órban ou Trump. Este é antes o modelo ideal para que as pombas brancas que sobrevoam os sonhos de Rui Tavares possam passar a abutres, como bem vimos no pós-guerras mundiais, nos Balcãs ou no Médio Oriente e no norte de África ou na América do Sul. Esta é uma lição importante para o Rui que, talvez por querer andar com tanta e tão variada gente, acabou num partido reduzido a um grupo de amigos com tempo de antena.

2 – O Rui sabe que os maiores conflitos da História se deram depois de grandes convulsões sociais provocadas pela Economia neoliberal, defendida pela UE, que o Rui também defende. Por isso, vamos lá colocar a cabeça no lugar e perceber que este parágrafo da sua lista de tarefas é absurdo. Porque lateraliza o que são as questões centrais. É mais ou menos como combater incêndios cortando a copa das árvores. Não dá. Vamos lá trabalhar este aspeto.

3 – Muito do que hoje se passa na Europa tem precisamente a ver com a perda de soberania, económica e não só, de diversos Estados. A imposição, através de ingerências externas, de mecanismos financeiros e/ou militares, em países soberanos, cujas populações, vá lá perceber-se porquê e como, não concordam com o Rui Tavares. Nós sabemos que, para o Rui, lutas só à escala planetária e, se for preciso, universal. Mas cada coisa no seu lugar. Temos de trabalhar melhor também esta matéria.

4 – A mais perigosa das fantasias é acreditar que a UE, com o fascismo cá dentro, é solução para alguma coisa. Não há muito mais a acrescentar.

5 – O “nosso jardim” – e a Eurovisão em Israel, que tal? – podia ser uma ilha de progressismo e democracia se não estivesse refém da UE e dos seus tratados e pactos, se pudéssemos pescar, cultivar e produzir, se fossemos nós a definir o nosso défice e como pagar a dívida, enfim, se tivéssemos soberania. Aquela coisa de que falámos lá em cima. 
PUBLICADO POR RICARDO M SANTOS 
manifesto74.blogspot.com

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22
Jun18

MUNDIAL DE FUTEBOL - SÉRVIA 1 - SUIÇA 2

António Garrochinho

Mitrovic faz o golo da Sérvia























 os festejos do golo por parte de Mitrovic e companheiros








SEGUNDO TEMPO




 Xhaka médio campista no início da 2ª parte empata o jogo e faz o golo da Suiça

















SUIÇA DÁ A VOLTA AO RESULTADO E FAZ O 2º GOLO

A Suíça deu a volta no minuto final do tempo normal. Shaqiri correu  e meteu bola por baixo do guarda-redes

ESTAVA FEITO O 2- 1 PARA A SUIÇA



fim do jogo, a Suiça vence surpreendentemente a Sérvia

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22
Jun18

poesia António Garrochinho

António Garrochinho

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Jun18

CARTOON

António Garrochinho

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Jun18

MUNDIAL DE FUTEBOL RÚSSIA 2018 - NIGÉRIA 2 - ISLÂNDIA 0

António Garrochinho

















 TERMINA A PRIMEIRA PARTE  SEM GOLOS COM MAIS ASCENDENTE POR PARTE DA SELEÇÃO DA ISLÂNDIA









SEGUNDO TEMPO


 AHMED MUSA FAZ O PRIMEIRO GOLO DA NIGÉRIA






A SELEÇÃO NIGERIANA BISA E FAZ O SEGUNDO GOLO

AHMED MUSA bisa e faz o segundo golo da Nigéria




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22
Jun18

MUNDIAL DE FUTEBOL RÚSSIA 2018 - COSTA RICA 0 - BRASIL 2

António Garrochinho












































FIM DO PRIMEIRO TEMPO - BRASIL 0 - COSTA RICA 0


SEGUNDO TEMPO



















PHILIPE COUTINHO E NEYMAR RESOLVEM O JOGO JÁ  QUASE A TERMINAR A SEGUNDA PARTE, O BRASIL ACABA VENCENDO POR 2 - 0





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22
Jun18

O DEMAGOGO

António Garrochinho

PROF. BACALHAU, O GRANDE MAGO DA DEMAGOGIA, INIMIGO DAS FREGUESIAS RURAIS, AGORA DÁ-LHE PARA REQUALIFICAR (MENTIRA) TUDO O QUE LHE VEM À CABEÇA.
APONTA PARA 2020, PARA 2021, E VAI MUDAR TUDO ! ALAMEDA, PARQUE DE CAMPISMO, ESTRADAS CHEIAS DE BURACOS, RUAS COM RATAZANAS E LIXO, TUDO !

DIZ O PAPA ALMOÇOS POPULISTA QUE NÃO PERDE UMA OPORTUNIDADE DE ESTAR EM FESTAS E OUTROS EVENTOS PARA PROPAGANDA ELEITORAL QUE O CONCELHO DE FARO VAI SER UM MIMO.

TÁ.SE MESMO A VER NÃO TÁ-SE ?

JÁ NO TEMPO EM QUE ERA O SEGUNDO DE MACÁRIO CORREIA SE LHE CONHECIA ESTA POMPANICE E ESTE DESCARAMENTO DE ANUNCIAR O QUE NUNCA FAZ !

NÃO FEZ O OUTRO E NÃO FAZ ESTE A NÃO SEREM FAVORES AOS "AMIGOS" !

A ESTRADA DOS GORJÕES EM SANTA BÁRBARA DE NEXE QUE TENHO ELE DINHEIRO A RODOS NÃO FOI REPAVIMENTADA PORQUÊ ?

OUTRAS GRAVES MAZELAS QUE EXISTEM NAS FREGUESIAS E QUE SÃO DA RESPONSABILIDADE DA CÂMARA ESPERAM HÁ ANOS POR RESOLUÇÃO. TUDO ISTO HAVENDO EUROS AOS MILHÕES, FARÁ SE OS NÃO HOUVESSE !

PARA O FOLCLORE DAS FESTAS E O BESUNTAR AS MÃOS A AMIGOS DA COR, DIVIDINDO FREGUESES, AS FREGUESIAS, NÃO LHE FALTA LÁBIA E MACAQUICE.


António Garrochinho

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22
Jun18

Drogam as crianças | … E AINDA MAIS SOBRE O TERRORISMO DOS EUA E DE TRUMP

António Garrochinho

Parece um filme de terror mas não é um filme. É o terror dos EUA e de Trump exercido contra os latino americanos adultos e que também aterroriza os seus filhos, muitos de tenra idade. 

Os EUA são profícuos em aterrorizar populações, vimos no Vietname  e em outros terríveis teatros de guerra, vimos os seus parceiros de Israel a fazer o mesmo na Palestina, o que ainda não tínhamos visto com tanta nitidez é nos próprios EUA as crianças latino americanas sofrerem traumas irremediáveis devido ao terrorismo dos EUA, de Trump e da súcia de criminosos a viverem com gáudio na opulência da Casa Branca e noutros departamentos governamentais associados.

Trazemos ao PG novo texto do Expresso acerca do tema. Pouco importa ser dito que vão abrandar as ações coercivas praticadas contra os latino americanos e contra as suas crianças porque a maquilhagem que possa aplicar à realidade e drama do sofrimento de milhares de crianças e de adultos já não nos permite acreditar numa única palavra do criminoso Trump, nem dos que o ladeiam. Segue o texto de Hélder Gomes. Mais um com mais do mesmo: terrorismo dos EUA e de Trump. (MM | PG)
“As grades não são nada comparadas com a separação dos pais.” Mesmo dando calmantes às crianças

A badalada “tolerância zero” do Presidente dos EUA, Donald Trump, em relação aos migrantes sem documentos conheceu nas últimas horas avanços e recuos. Face à pressão política e humanitária, Trump pareceu recuar e assinou um decreto a proibir que as crianças fossem afastadas dos pais para, pouco depois, assegurar que continuará a agir com mão dura. Mais preocupante ainda parece ser a administração de enormes quantidades de psicotrópicos a crianças, entretanto revelada. “O sofrimento e o desamparo têm efeitos para toda a vida”, diz um dos psicólogos ouvidos pelo Expresso

Nos últimos dias, circulou uma gravação áudio de crianças da América Central, separadas dos pais, e mantidas num centro de detenção na fronteira entre o México e os EUA. “Há pessoas que não a conseguem ouvir porque o choro das crianças é excruciante. Esta nossa reação dá-nos uma curta medida da angústia e do sofrimento em que estas crianças se encontram”, avalia a psicóloga e psicoterapeuta Ana Moniz.

“A probabilidade de desenvolverem uma depressão reativa, perturbações de ansiedade e de personalidade e problemas comportamentais é muito alta”, continua, acrescentando que “algumas já podem estar a manifestar esses sintomas, enquanto outras só irão manifestá-los mais tarde”.

Ao contrário dos adultos, que têm “a capacidade intelectual de saber o que está a acontecer”, estas crianças “só comunicam entre si, com outras crianças também desesperadas e que também não sabem o que se passa”, contrapõe Tânia Dinis, também psicóloga e psicoterapeuta. Perante uma situação que não entendem, começam a revelar sinais de profunda insegurança.

Para tentarem remediar a situação, os adultos que se ocupam delas nos centros poderão pintar um cenário de esperança, que acaba por não se concretizar, “mentindo-lhes”, e as crianças rapidamente percebem e começam a desconfiar. “Quanto mais precocemente se manifestar essa desconfiança, maior será a dificuldade de estabelecer relações futuras – amorosas, no trabalho, etc. – porque sentirão sempre que qualquer pessoa lhes pode puxar o tapete a qualquer momento”, alerta.

Uma criança desamparada até pode aproximar-se de um adulto, em busca de conforto, de uma ligação segura. “Pode até agarrar-se às pernas de um adulto porque só quer que qualquer pessoa cuide dela, mas isso não é afeto genuíno”, sublinha Tânia Dinis. Do ponto de vista emocional, ligar-se ou não se ligar são cenários semelhantes, porque “não há segurança no vínculo”.

Por isso, a especialista defende que uma tentativa de aproximação é “um desastre tão grande como a situação em que a criança se encolhe num canto e não quer contacto com ninguém”. Por outro lado, as crianças detidas estão “entregues a adultos sem capacidade para lidar com elas e, mesmo que tivessem essa capacidade, não teriam mãos para atender a tantos casos”, refere.

“PODERIA SER TRAUMÁTICO PARA QUALQUER PESSOA E EM QUALQUER IDADE”

“O que se está a passar poderia ser traumático para qualquer pessoa e em qualquer idade”, ressalva Ana Moniz. “Mas estamos a falar de crianças de um a cinco anos, idades em que a ligação às figuras de vinculação é crucial para desenvolverem uma noção de confiança em si próprias, nos outros e no mundo. É uma necessidade básica”, defende. E acrescenta: “As grades não são nada comparadas com a separação dos pais. O sofrimento e o desamparo têm efeitos para toda a vida”. A diretora executiva da UNICEF Portugal, Beatriz Imperatori, concorda que se trata de uma “situação deveras traumática” e que, do ponto de vista clínico, “essas crianças poderão ter necessidade de acompanhamento”.

Beatriz Imperatori qualifica a situação atual como “um óbvio exercício de violência”, que põe em causa “o superior interesse da criança nos princípios fundamentais da segurança e do bem-estar”. De qualquer modo, a secção portuguesa da agência das Nações Unidas para a proteção das crianças mostra-se “satisfeita com a alteração da política”, anunciada esta quarta-feira por Donald Trump, e sobretudo com as “consequências no terreno”, ou seja, “não haver mais crianças desacompanhadas”, que passam agora a ser detidas juntamente com os pais.

No entanto, pouco depois de ceder à pressão interna e internacional e assinar uma ordem executiva para acabar com a separação de famílias na fronteira, o Presidente dos EUA assegurou que a política de “tolerância zero” em relação aos migrantes era para continuar. Trump garantiu então que os Estados Unidos iam mandar os migrantes de volta, numa formulação agressiva e difícil de traduzir de uma forma que lhe faça justiça: “we’re sending them the hell back”.

Por outro lado, de acordo com a própria administração americana, a tal ordem executiva não será aplicada às mais de 2300 crianças que já foram separadas dos pais. A responsável da UNICEF defende que é crucial “resolver a situação dessas crianças já separadas”, sublinhando que há uma “óbvia urgência na reunificação dessas famílias”. No processo de relativa normalização que venha a acontecer, o pediatra Hugo Faria defende que “é fundamental explicar à criança o que se passou”. Quando “a rede de suporte se rompe, é necessário ajudar a restabelecer os laços”, devolvendo às crianças “o conforto e a segurança” perdidos, acrescenta.

NOVE COMPRIMIDOS DE MANHÃ E SETE À NOITE

Na quarta-feira, o jornal “Huffington Post” revelou, citando documentos judiciais, que funcionários dos centros de reinstalação de refugiados estão a administrar psicotrópicos a crianças sem o consentimento dos pais. Num dos casos denunciado, uma criança tomou nove comprimidos de manhã e outros sete à noite, uma prática que, segundo a documentação médica e judicial a que o jornal teve acesso, é generalizada.

Hugo Faria mostra-se “profundamente chocado”, dizendo que isso “revela a intensidade do desespero e da angústia” por que passam as crianças quando é necessário administrar “uma quantidade tão grande de medicamentos”. “O fármaco pode ajudar, mas deve ser o último recurso. Não é desejável que a criança necessite dele”, acrescenta. E, tendo em conta a quantidade de medicamentos administrada, deixa a pergunta: “qual será a intensidade de um stress pós-traumático?”. “A confirmar-se este caso e existindo uma denúncia sólida, acreditamos que os mecanismos de supervisão atuarão da forma que for necessária”, afirma, por sua vez, Beatriz Imperatori.

A psicóloga e psicoterapeuta Tânia Dinis levanta um problema raramente considerado: o trauma dos próprios agentes nos centros de detenção. “A conformidade e a obediência de quem está no terreno poderão levá-los a considerar que a responsabilidade não é sua, que estão apenas a cumprir a lei. Mas quando um dia lhes passar o nevoeiro, que os faz acreditar que os imigrantes são más pessoas e que os culpados são os pais, isso poderá persegui-los para o resto da vida”, explica.

O stress, a irritabilidade, o consumo abusivo de álcool e drogas e até a violência doméstica são alguns dos cenários possíveis, refere, acrescentando a possibilidade de virem a ter “pesadelos com as caras das crianças”. Quanto às vítimas mais imediatas, Ana Moniz diz que “no limite, estas crianças vão sobreviver, é provável que sobrevivam”. “Mas é uma tragédia como sociedade que estejamos ao nível da sobrevivência”, conclui.

Hélder Gomes | Expresso

https://paginaglobal.blogspot.com

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22
Jun18

DE ESQUERDA ?

António Garrochinho
E depois diz-se o PS ser de esquerda. Nem da asa esquerda de um penico é capaz de ser. Boa morte.

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22
Jun18

Algarve não tem gente que chegue para trabalhar no Verão

António Garrochinho


Uma campanha tenta aliciar os estudantes que assim podem juntar o útil ao agradável – trabalho e lazer em tempo de férias - sem perder o direito às bolsas ou abonos familiares.

Cerveja
 Comentário: 


M Graciete Guerreiro

Não querem trabalhadores, querem escravos. Assim é difícil arranjar quem se queira submeter a isso, e com razão!
Leiam tudo e não se fiquem pelo título da notícia
"O trabalho na hotelaria e similares, diz, é “duro, mal pago e sem horários”. Por dia chegava a fazer dez a doze horas (3,60 euros/hora). Em comparação com os preços praticados noutros sítios, observa, já era considerado acima da média. Noutros estabelecimentos, acrescenta, “tinha colegas que recebiam 2,50 euros/hora”."



A falta de mão-de-obra (barata, de preferência) no Algarve faz-se sentir em todos os sectores de actividade. Os anúncios de oferta de emprego multiplicam-se e a resposta dos candidatos é inferior à procura. Na tentativa de atrair jovens estudantes ao mercado de trabalho sazonal, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) lançou uma campanha de divulgação da oferta do “trabalho nas férias” junto das escolas, associações desportivas e juvenis (http://www.trabalhonasferias.pt). O objectivo é dar a conhecer as propostas de emprego que existem e a legislação para evitar os “pagamentos por baixo da mesa”, com fugas aos impostos.



Com uma população activa de 220 mil pessoas, o Algarve regista nos ficheiros do IEFP cerca de 9 mil desempregados - uma taxa inferior a 8%, a mais baixa desde 2008, segundo dados revelados pelo INE referentes ao primeiro trimestre. “Mantêm-se os contratos precários e os salários baixos, promovendo ofertas de emprego que não têm correspondência com a realidade”. A leitura, feita pelo coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares, Tiago Jacinto não encontra eco junto dos empregadores. “Actualizámos os salários de acordo com as condições específicas das empresas”, diz o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, não existindo ainda acordo com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores e Serviços (UGT) para negociar uma nova contratação colectiva: “As coisas estão bem encaminhadas”, adiantou. A última revisão foi em 2006. Tiago Jacinto, que representa um sindicato afecto à CGTP, diz que está “quase fechado um acordo” com Associação dos Industriais de Hotelaria e Similares (AHISA) para um aumento médico de 3% na massa salarial.
A falta de fiscalização e de informação, segundo o sindicalista, está na origem dos muitos abusos da mão-de-obra barata. “Usa e abusa-se dos estágios, criam-se expectativas de carreiras que acabam em frustrações”, denuncia. O aproximar da época balnear está a deixar os empregadores em dificuldade para garantir qualidade e quantidade a uma procura crescente do sector turístico. As empresas, admite Elidérico Viegas, “usam a mão-de-obra-de recurso, que não tem a formação desejada, e a produtividade baixa”. A dificuldade em atrair pessoas, do Alentejo e de outras regiões com maiores índices de desemprego, esbarra no preço da habitação. “As câmaras [agora em fase de revisão dos Planos Directores Municipais] deveriam ter em consideração esta questão, estruturante para o futuro da região”, sugere. Uma funcionária pública, ao pretender deslocar-se do norte para Faro, aproveitando as facilidades do regime da mobilidade, desistiu quando lhe pediram 750 euros de renda por um apartamento T2. O turismo, tal como está a suceder um pouco por todas as zonas turísticas, fez disparar os preços.

Trabalho a 2,50 euros por hora

O trabalho sazonal, de que se alimenta uma parte significativa da hotelaria, acaba por ser uma oportunidade para muitos estudantes: “Com o meu primeiro emprego, bagageiro, no hotel Ampalius, em Vilamoura, arranjei dinheiro para tirar a carta de condução automóvel e paguei as propinas”, diz Gonçalo Guerreiro, a terminar o curso de gestão na Universidade do Algarve. Este Verão, é um dos nadadores/salvadores da praia do Ancão, na Quinta do Lago. “Sempre fiz descontos, não fui dos que recebem por baixo da mesa”, acrescenta. Porém, o trabalho no paralelo é quase tão antigo quanto a actividade turística. Ao contrário do que sucedia nos anos anteriores, os trabalhadores estudantes não se sujeitam à perda dos abonos familiares ou bolsas de estudo por esse facto. Mas a empresa tem de fazer um desconto de 26 por cento para a Segurança Social sobre uma base remuneratória convencional. A legislação incorporada no Orçamento de Estado de 2018 alterou o código contributivo da Segurança Social para acomodar o trabalho de jovens no período de férias escolares. Miguel Ribeiro, de 22 anos, finalista do curso de Gestão da Universidade do Algarve, foi uma das vítimas do regime anterior: “Perdi a bolsa do pagamento das propinas em 2016/17, com a declaração dos rendimentos de nadador/salvador que recebi no ano anterior”. Está de serviço na ilha da Armona, uma praia segura desde que não haja ventos de sueste.
 Vítor Santos “Bonixe”, colaborador da empresa “Mar Seguro” (contratação de nadadores/salvadores), diz: “Estamos a receber jovens do norte, aqui não há gente que chegue”. O ordenado andava na ordem dos 750 euros, subiu para os 1050,mais subsídio de almoço”. Nalguns casos, acrescenta, os concessionários oferecem alojamento. Daniel Martins, outro jovem universitário algarvio, trocou o trabalho de empregado de mesa na praia da ilha da Armona (ria Formosa) pelo de nadador/salvador na praia do Ancão. O trabalho na hotelaria e similares, diz, é “duro, mal pago e sem horários”. Por dia chegava a fazer dez a doze horas (3,60 euros/hora). Em comparação com os preços praticados noutros sítios, observa, já era considerado acima da média. Noutros estabelecimentos, acrescenta, “tinha colegas que recebiam 2,50 euros/hora”.



Tiago Jacinto pergunta: “Com salários destes, querem profissionais qualificados?”. Por outro lado, denuncia outro aspecto social: “ As empresas procuram fazer pressão sobre os trabalhadores mais velhos, empurrando-os para o despedimento forçado - fizemos várias queixas mas a Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) não actua”.
Elidérico Viegas entende que os “sindicatos estão no seu direito de fazer denúncias, mas a realidade é que existe falta de trabalhadores em todas as áreas na região, desde as empregadas de limpeza a técnicos de manutenção”. No Verão do ano passado, a taxa de desemprego na região foi de 5,2%, este ano a previsão é que fique abaixo dos 5%.
Gonçalo Guerreiro ganhava 445 euros/mês há quatro anos a carregar malas no hotel Ampalius. “Mas dobrava o ordenado com as gorjetas”, revela. A experiência, diz, foi gratificante em todos os sentidos. “Treinei o meu inglês, juntei dinheiro, e conheci gente interessante”. Os clientes, recorda, “por vezes punham-se a contar histórias e eu gostava de ouvir”. Assim, combinava trabalho com divertimento, e não faltam motivos de animação dia e noite, em toda a região: “No Verão também gostamos de nos armar em turistas”. Agora é nadador/salvador na Quinta do Lago. “Ainda está tudo calminho mas a partir de agora é sempre a encher até final de Agosto”.
O formador “Bonixe” elogia os antigos alunos: “Os miúdos são um espectáculo”, diz, destacando o profissionalismo dos formandos e as experiências de vida que esta actividade proporciona: “Sr. Bonixe, não me conhece?”, perguntou-lhe há um tempo um jovem, de bata branca, no hospital das Gambelas, em Faro. O antigo bombeiro, com 33 anos a formar nadadores-salvadores, não se recordava do ex-aluno. “Fiquei muito orgulhoso do médico, boas recordações”, desabafa.

www.publico.pt

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22
Jun18

MORREU A "KOKO" A GORILA QUE FALAVA COM OS HUMANOS

António Garrochinho

Isto me deixou triste. Koko morreu nesta última terça-feira em Woodside, Califórnia, na sede da Fundação Gorila, criada e dirigida por Francine Penny Patterson. Tinha 46 anos e era provavelmente o exemplar mais famoso de sua espécie. Koko era capaz de comunicar-se com humanos usando mais de mil palavras em linguagem de sinais senhas. Ademais, entendia 2.000 palavras faladas em inglês e brincava ao celular balbuciando sons que imitavam um diálogo. Não é por acaso, então, que todos que se relacionaram com ela estejam muito sentidos.

Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
- "A fundação continuará honrando o legado de Koko e prosseguirá com sua missão e com os projetos que estão em andamento, incluindo os esforços conservacionistas na África, o grande santuário de símios em Maui, no Havaí, e uma aplicação de linguagem de sinais apresentada por Koko, para ajudar gorilas e crianças", sustentou a instituição em um comunicado, em que confirmou a morte do animal.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
Koko nasceu em 1971 no Zoológico de San Francisco. Não tinha um ano quando a separaram de sua mãe, que devia ser tratada por uma grave doença. Foi nesse momento que ela conheceu Francine, uma psicóloga, então estudante de doutorado, que queria pesquisar a capacidade dos símios para falar por meio de sinais.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
Em pouco tempo, Francine conseguiu lhe ensinar uma versão adaptada da linguagem de sinais, batizada como "linguagem de sinais para gorilas". Dessa maneira comunicavam-se. A psicóloga dizia coisas, ela aparentemente as compreendia e podia responder.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
Não passou muito tempo para que o vínculo excedesse o profissional. A relação tornou-se tão estreita que a mulher adotou Koko como uma filha.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
- "Era grandona, mas doce e criativa. Era como criar uma criança", contou Francine em um documentário realizado faz alguns anos pela BBC.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
Aos sete anos, Koko foi capa da National Geographic com uma foto que ela mesma tinha feito, apontando a um espelho. Na publicação, Frrancine explicava que além de compreender a linguagem, a gorila era capaz de expressar através dele emoções profundas e complexas.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
Essas afirmações, corroboradas por muitos especialistas em comportamento animal, foram também duramente questionadas por outros primatologistas, que não creem na capacidade real dos símios de compreender a linguagem de sinais.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
Herbert Terrace, um proeminente científico que realizou um experimento similar com um chimpanzé chamado Nim, chegou à conclusão de que estes animais somente copiam os movimentos dos humanos.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
À margem das controvérsias, Koko ficou muito famosa ao ter encontros com diferentes celebridades. Entre eles se destacam o ator Robin Williams e Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers.
Morreu Koko, a gorila mais famosa do mundo por sua capacidade para «falar» com humanos
Infelizmente Koko também não deixou descendentes -ela não podia conceber-, o que alguns especialistas acreditam seria uma vantagem a mais na evolução de sua descendência.
Fonte: NPR.
www.mdig.com.br

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22
Jun18

ESTA NÃO É ....

António Garrochinho
Esta não é uma selfie bonita...
Esta é uma foto de LUTA!!!
Solidariedade com estes trabalhadores que lutam e que a comunicação social não vê!!!

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22
Jun18

A espetacular escultura em madeira que dá as boas-vindas aos banhistas em Tulum, no México

António Garrochinho
fotos de uma escultura do artista sul-africano Daniel Popper, conhecido por suas enormes esculturas figurativas, decidi compartilhar com vocês. Ele construiu uma nova obra de arte como parte de um festival de artes e cultura em Tulum, no México. A imponente instalação é intitulada "Ven a la Luz!" ("Vem pra luz!"), e é composta por madeira e cordame formando uma figura feminina 

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A espetacular escultura em madeira que dá as boas-vindas aos banhistas em Tulum, no México 01
O bolo da escultura é "cerejado" pelo torso preenchido com plantas, que criam um arco para os espectadores passarem por ali. As pessoas gostaram tanto da obra, que Vem pra luz! ganhará uma exposição permanentemente no resort Ahau Tulum, agora que o festival inaugural, Art With Me, acabou.

A popularidade de Tulum explodiu com destino de férias nos últimos anos, e, devido a isso, o desenvolvimento e o investimento cultural aumentaram substancialmente na área, inclusive com a participação de um membro da famosa família Guggenheim.


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A espetacular escultura em madeira que dá as boas-vindas aos banhistas em Tulum, no México 02
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A espetacular escultura em madeira que dá as boas-vindas aos banhistas em Tulum, no México 03
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A espetacular escultura em madeira que dá as boas-vindas aos banhistas em Tulum, no México 04
https://www.mdig.com.br

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22
Jun18

UM SOM ESPANTOSO NESTA VERSÃO MARAVILHOSA ! SHINE ON YOU CRAZY DIAMOND

António Garrochinho
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22
Jun18

ALGARVE - FARO - Associação de Utentes quer permanecer no Parque de Campismo da Praia de Faro, mesmo depois de renovado

António Garrochinho
 Luís Arsénio e António Figueira






O estado atual do Parque de Campismo


A Associação de Utentes e Amigos do Parque de Campismo da Praia de Faro tem dúvidas sobre as intenções da Câmara Municipal de requalificar aquele espaço, diz que ainda não foi ouvida pela autarquia e contesta a ideia de rotatividade. «É mais fácil o Pai Natal vir a Faro este ano, do que haver a requalificação do Parque de Campismo», afirmam.
Em conferência de imprensa, António Figueira, presidente da associação, disse aos jornalistas estranhar que, depois de avanços e recuos, desde que foi aprovada a proposta de requalificação do parque de campismo, em 2015, apresentada pela CDU, a Câmara tenha mudado de ideias para aquele espaço, após ter sido previsto o realojamento de pescadores naquele local.

Apesar de a associação se mostrar disponível para participar na futura gestão do parque, essa abertura esbarra nas intenções de Rogério Bacalhau, presidente da Câmara, que garantiu esta semana que «a gestão será pública, feita pela Câmara, não a vamos concessionar a privados».«Se nos perguntarem qual a nossa posição, dizemos que queremos que a Câmara cumpra o que aprovou em 2015. Nessa proposta, dizia-se que a associação devia ser auscultada para a realização dos trabalhos, mas essa auscultação não foi feita. Até ao momento, não houve respeito da Câmara pela associação», considera António Figueira.
A Câmara quer denunciar o contrato de comodato com a associação e implementar um regime de rotatividade, com espaço para tendas e autocaravanas, mas os utentes do parque de campismo não consideram a proposta viável. «Não há parques que sobrevivam sem residentes. Queremos um parque, mas que seja um parque para todos, onde possamos permanecer. Há espaço para residentes e para rotatividade. Temos direitos adquiridos sobre este espaço, morais e históricos», acrescenta Luís Arsénio, também ele membro da direção da associação de utentes.
«Queremos fazer parte deste espaço, queremos uma salvaguarda», reforça António Figueira, que considera que «se não fôssemos nós, que requalificação haveria? O que vai nascer é graças a nós. A população de Faro sempre foi enganada sobre as nossas intenções. A população de Faro deve agradecer a estas pessoas que fizeram a manutenção do parque de campismo. Era bom que o presidente Rogério Bacalhau também agradecesse».
Há ainda outro problema que surge do final do contrato de comodato com a Câmara de Faro, garantem. Há nove famílias sem habitação própria e, «com os novos preços, muitos dos nossos sócios não vão conseguir pagar» casa.
Segundo a associação, atualmente, os sócios pagam uma média de 70 euros mensais pelo espaço que ocupam, com direito a água e eletricidade.

Fotos: Nuno Costa | Sul Informação
www.sulinformacao.pt

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22
Jun18

CIELITO LINDO

António Garrochinho



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Jun18

O desprezo pelo futuro

António Garrochinho


(Carlos Esperança, 21/06/2018)
poluição
(Este texto merece reflexão. Pelo que explicita. Pelo que está implícito. Pelo que pode ser acrescentado. Um sistema económico baseado no “interesse próprio”, como o capitalismo – o “homo economicus” à Adam Smith -, nunca pode ter uma estratégia de longo prazo: sacrificar alguns benefícios do presente a favor das gerações e da sustentabilidade futuras. 
Além de termos falhado “na felicidade como herança”, também já estamos a falhar na felicidade como anseio e praxis do nosso próprio presente. Se calhar já estamos todos mortos, mas julgamos que não, porque os telemóveis ainda retornam o som da nossa voz, apesar de já nada de relevante termos a dizer uns aos outros. Babel, cacofonia planetária onde já nada faz sentido.
Comentário da Estátua, 21/06/2018)

A minha geração é a última que vive melhor do que as anteriores e ninguém se preocupa com o futuro dos filhos ou a herança que vai deixar aos netos.
O consumo não é apenas a vertigem de quem mede o prazer pelos benefícios imediatos, é a bitola com que cada um disputa a superioridade a que se julga com direito. Há quem considere ilimitados os recursos do Planeta e seja alheio à imensa maioria, sem acesso a água potável, ar saudável, alimentos ou saúde, sem paz, nem sequer direito à vida.
Quem tira um curso e adquire conhecimentos à custa do investimento de todos, julga-se no direito de não retribuir. Somos o produto do logro que julga imparável o crescimento e inesgotáveis os recursos, legítima a acumulação de bens e tolerável a pobreza.
A bomba demográfica continua a explodir e a multidão de miseráveis cresce. A cegueira de governantes cujo poder lhes garante a impunidade arrasta-nos para o abismo e deixa-nos impotentes face à dimensão da tragédia que já está aí, o ar cada vez mais poluído, a água a rarear, os mares a morrerem, os desertos a avançarem e os refugiados a abalarem aflitos para países onde as súbitas alterações, étnicas e culturais, estimulam o confronto, fomentam o medo e conduzem à exclusão e à barbárie.
O bem-estar é tanto mais precário quanto menos forem os favorecidos e tão mais injusto quanto menos sustentável. Há uma correlação direta do fosso que se agrava entre países ricos e pobres, e o que separa as pessoas dentro de todos e cada um deles.
Quando as exigências têm por base mais a inveja do que as necessidades e se ignoram os que não podem sequer gritar, atraem-se os vendavais que varrem os benefícios que o acaso e as circunstâncias permitiram.
O castigo raramente é aplicado a quem merece, e serão os vindouros a sofrer o que nós fazemos, a carecerem do que esbanjámos e, sobretudo, do que não nos esforçámos por lhes deixar, ar, água, segurança, emprego, saúde e alimentos.
Herdam arsenais destruidores, se não forem utilizados antes, e os maus exemplos com que os países ricos vivem o presente, indiferentes ao futuro, de que se desinteressaram, e à obsolescência do modelo económico em que insistem.
A minha geração negou a felicidade como herança.
Trump, amoral e cruel, é a mais torpe metáfora da minha geração


estatuadesal.com

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22
Jun18

OPERAÇÃO BARBAROSSA II: ATACAR A RÚSSIA COMEÇANDO POR KALININGRADO.

António Garrochinho


Enquanto a empolgação da Copa do Mundo na Rússia mantém muitos de nós fixados nos méritos das equipes em disputa e no drama dos jogos, a notícia de Bruxelas é preocupante. Eles estão se preparando para a guerra. Com a Rússia. Não há outra maneira de ler o que Jans Stoltenberg anunciou em uma conferência de imprensa em Washington em 6 de junho, o aniversário do desembarque do Dia D no norte da França por forças britânicas, canadenses, francesas e americanas livres, para tentar impedir o Exército Vermelho da captura completa da Alemanha em 1945. Assim como esses aliados tiveram que limpar o exército alemão de seu caminho, para enfrentar o Exército Vermelho, hoje eles estão empenhados em abrir caminho para a rápida movimentação de homens e materiais do Atlântico dos EUA para a Europa e o movimento rápido e fácil dessas forças em toda a Europa para o leste, para não apenas enfrentar os russos, mas atacá-los.
A Operação Barbarossa II, o nome que eu uso para esta operação, embora eu tenha certeza de que eles têm o seu próprio, o esquema que vem ocorrendo há vários anos, está construindo ímpeto com o anúncio pelos ministros da defesa da OTAN de estabelecerem dois novos comandos da força conjunta da OTAN; um em Norfolk, Virgínia, uma base naval dos EUA, e um em Ulm, na Alemanha. O comando conjunto de Norfolk gerenciará a logística para a movimentação de tropas e material dos EUA para a Europa o mais rápido e suavemente possível, enquanto o comando de Ulm garantirá que o movimento dessas tropas e material continue sem obstáculos pela Europa até a fronteira russa.
Eles também anunciaram que até 2020 terão uma força especial de 30 batalhões mecanizados, 30 esquadrões aéreos e 30 navios de combate que podem se mobilizar em 30 dias. Eles estão, disse Stoltenberg, “aumentando prontidão” e, em relação à mobilidade militar em toda a Europa afirmou,
    “Estamos trabalhando juntos para eliminar obstáculos – legais, alfandegários ou de infra-estrutura – para garantir que nossas forças possam se movimentar pela Europa quando necessário.”
O estabelecimento desses novos comandos não é defensivo, o que é sua reivindicação. Eles são ofensivos e fazem parte da maior conspiração entre os governos da OTAN para cometer o crime de agressão contra a Rússia.
Kaliningrado, Rússia.
Em 18 de junho, a mídia ocidental, agindo como coro da máquina militar da OTAN, levantou alarmes síncronos e dramáticos da presença de armas nucleares russas em uma base em Kaliningrado, o território russo e uma importante base militar no Mar Báltico. Apenas imagine, a Rússia ousa ter armas nucleares baseadas em seu próprio território, e é tratada novamente como um pária. Em seguida, tente imaginar a imprensa ocidental sendo exercida da mesma forma sobre os EUA armazenando armas nucleares em muitas bases em seu território, bem como em outros países ao redor do mundo, e você pode começar a se perguntar sobre o motivo de todo esse alarido; especialmente quando a Coréia do Norte acaba de ganhar dos Estados Unidos a concessão da interrupção da ameaça constante de exercícios militares conjuntos entre EUA e Coréia do Sul por concordar em falar sobre o desarmamento do seu sistema de defesa nuclear na esperança de garantias contra a agressão americana e um tratado de paz. Nós já percorremos esse caminho antes e esperamos o melhor, mas a traição dos EUA é notória, como vimos antes em relação às promessas feitas à Coréia do Norte e, recentemente, ao Irã.
Assim como os EUA sinalizam algum alívio da pressão na frente norte-coreana, elevam a pressão em outro lugar como um jogador no órgão de guerra de Wurlitzer, puxando para fora as paradas nos tubos de lá e empurrando-os para lá enquanto tentam dirigir o mundo em suas armadilhas.
Mesmo seus “aliados” estão recebendo o tratamento duro com o Canadá sendo escolhido, como um exemplo para o resto, que qualquer oposição aos desejos americanos não será tolerada. Tudo o que o primeiro-ministro canadense fez, no final da reunião do G7 em Quebec, foi rejeitar as alegações do presidente americano sobre o livre comércio e as tarifas e afirmar que o Canadá não seria pressionado. Chocado que alguém pudesse ousar dizer tal coisa a ele, o presidente americano declarou, com efeito, que ninguém pode falar com ele, que ele é imperador e deve ser obedecido e, se você tentar desobedecer, será esmagado. “Vai custar-te”. A história do mundo está repleta de tiranos e tiranias e, no final, todos perdem a cabeça em revolução ou guerra, mas, enquanto isso, nos oprimem impunemente.
A economia americana está em mau estado, com a dívida nacional que a torna falida, uma economia que está estagnada, com 45% da população vivendo na pobreza e outros milhões no limite, uma taxa real de desemprego de pelo menos 21%, sua indústria primária em declínio, sua capacidade de vender seus produtos em concorrência com o resto do mundo enfraquecendo enquanto seus gastos militares gastam a maior parte do orçamento nacional em guerras longas e invencíveis. Então, para tentar fazer o país, “ótimo de novo”, os americanos decidiram mendigar os vizinhos, seus aliados e todos os outros, forçando-os a comprar mais produtos americanos e vender menos deles, usando tarifas como a arma na cabeça. Atualmente a dívida nacional norte-americana é de mais de 21 trilhões, confira em nationaldebtclocks.org
Os 30 países com maior e menor razão (ratio) entre dívida e PIB (dívida/PIB) em 2016. [vermelho=maior | verde=menor] (sem considerar países com população menor que 1 milhão de habitantes)
A razão dívida/PIB é a relação entre a dívida do governo de um país e o seu PIB. Um ratio baixo da dívida em relação ao PIB indica que uma economia que produz e vende bens e serviços é suficiente para pagar dívidas sem incorrer em mais dívidas. Na imagem a seguir a mesma comparação em 2017 considerando apenas países na Europa. Clique na imagem para ampliar.

Desigualdade da Distribuição de riqueza nos EUA. Acima: Distribuição que 92% dos americanos escolhem como ideal. Abaixo: Como é a distribuição real da riqueza nos EUA. Fonte: bosguy.com
Todo o G6, sim, eles agora estão se referindo ao G6, não ao G7, e a China, que enfrenta mais ataques comerciais dos EUA, traçou suas linhas na areia e retaliou em espécie, algo impensável uma década atrás. Mas, embora a raiva seja evidente, também as preocupações, como na Alemanha, onde a chanceler Merkel falou abertamente sobre levar a Alemanha para uma nova direção, longe dos EUA e do Atlântico, rumo a novos aliados fora da órbita norte-americana direta, mas fabricantes automobilísticos alemães estão preocupados com a perda de vendas de automóveis nos EUA e, portanto, querem aplacar os americanos em sua birra, tanto quanto possível. Essa tensão nas visões sobre o papel alemão em relação aos EUA, bem como as tensões sobre a crise dos imigrantes devido às guerras ocidentais no Oriente Médio e na África está criando tensões dentro do governo de coalizão de Merkel e ameaça seu colapso. O presidente Macron da França chegou a declarar que a guerra comercial americana “não é apenas criminosa, mas um erro”, acrescentando que “o nacionalismo econômico leva à guerra”. Ele também sugeriu que os países restantes do G7 combinados são maiores mercados do que os EUA e “não nos importamos de ser seis, se for necessário.”
Mas, embora haja tensões crescentes entre os membros da cúpula da OTAN, quando eles caem sobre quem vai ganhar mais dinheiro entre eles e até mesmo falar sobre a guerra, eles estão unidos em sua contínua hostilidade em relação à Rússia.
Este escritor esperava o tom e a disposição de Kaliningrado por algum tempo, porque na sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016, o Atlantic Council, o proeminente grupo de reflexão da OTAN, divulgou um relatório sobre o estado de prontidão da aliança da OTAN para lutar e vencer uma guerra. com a Rússia. O foco do relatório é nos estados bálticos. O relatório é chamado de Aliança em Risco”.
Ele tem o subtítulo “Fortalecendo a Defesa Européia em uma Era de Turbulência e Competição”. Camada após camada de distorção, meias-verdades, mentiras e fantasias obscurecem o fato de que são os países da OTAN que causaram a turbulência do Oriente Médio à Ucrânia. A OTAN não é responsável por nada de acordo com este relatório, exceto “proteger a paz”. A Rússia é o estado supremo agressor, com a intenção de minar a segurança da Europa, mesmo com a intenção de atacar a Europa, uma “ameaça existencial” que a OTAN deve preparar para repelir.
Ele afirma na página 6 que,
    “A invasão russa da Crimeia, seu apoio aos separatistas e sua invasão ao leste da Ucrânia, efetivamente acabaram com o acordo pós-Guerra Fria na Europa. O presidente Vladimir Putin quebrou todos os pensamentos de uma parceria estratégica com a OTAN; em vez disso, a Rússia é agora um adversário estratégico de fato. Ainda mais perigosamente, a ameaça é potencialmente existencial, porque Putin construiu uma dinâmica internacional que poderia colocar a Rússia em rota de colisão com a OTAN. No centro dessa colisão, estariam as significativas populações de língua russa nos estados bálticos, cujos interesses são usados ??pelo Kremlin para justificar as ações agressivas da Rússia na região. Sob o Artigo 5 do Tratado de Washington da OTAN, qualquer movimento militar de Putin nos estados bálticos provocaria a guerra, potencialmente em escala nuclear, porque os russos integram armas nucleares em todos os aspectos de seu pensamento militar”.
Isto apóia os avisos feitos nos últimos dois anos de um movimento da OTAN nos países bálticos que serão justificados por operações de guerra híbridas de bandeiras falsas conduzidas pela OTAN, como já afirmei várias vezes em outros ensaios. Isto é enfatizado pela recomendação no relatório de que “para impedir qualquer intromissão russa nos estados bálticos, a OTAN deveria estabelecer uma presença permanente na região… para impedir uma operação de golpe de estado da Rússia…”
O documento também usa uma linguagem que indica que as potências da OTAN não reconhecem a soberania russa sobre Kaliningrado que foi estabelecida no final da Segunda Guerra Mundial, alegando que a Rússia “rasgou” o assentamento pós-Guerra Fria da Europa, o que quer que isso signifique para eles, porque, até onde sabemos, a Guerra Fria deveria terminar com a retirada do Exército Vermelho da Europa Oriental em troca de um compromisso dos EUA de que a Otan não se mudaria para o leste. Em vez disso, os poderes da OTAN, com a traição que é de seu costume, moveram-se rapidamente para esses territórios e começaram a realizar exercícios militares regulares e em expansão, ameaçando diretamente a Rússia.
Expansão da OTAN desde 1990 a 2016. Clique na imagem para ampliar. [res. 3000 × 1725]
Mais uma vez, as potências da OTAN estão preparando o terreno para um incidente envolvendo Kaliningrado, base de sua Frota Báltica e guardião das aproximações a São Petersburgo e o que o Guardian afirmou estar “emergindo como uma praça crítica no tabuleiro de xadrez da Europa oriental nos esforços de Vladimir Putin para empurrar para trás de maneira assertiva a expansão da OTAN.”
A falsa preocupação sobre o tipo de armas que a Rússia pode ou não ter em sua base em Kaliningrado é projetada para levantar a questão na mente do público e manipular as pessoas a pedir que sejam tomadas medidas para remover essa “ameaça” à OTAN antes que seja muito tarde. São as antigas “armas de destruição em massa” racionais de novo, nós as temos, e está tudo bem, mas eles as têm e não podemos permitir. Mas a verdadeira razão é que eles querem começar algo. Eles tentaram na Grã-Bretanha com o caso Skripal, mas a credibilidade das reivindicações britânicas tem sido questionada até por seus aliados, em particular a Alemanha, que afirmou que, além das reivindicações britânicas, não viu nenhuma evidência de que a Rússia estivesse envolvida. Eles tentaram na Síria com ataques de armas químicas encenadas, apoiados por unidades de propaganda da OTAN mascaradas como organizações não-governamentais. Agora podemos esperar um acúmulo de propaganda em torno da base russa em Kaliningrado, e uma operação de bandeira falsa da OTAN contra suas forças na área na Polônia ou nas nações bálticas ou os povos ali culpados pela Rússia, resultando em apelos para que a Rússia entregar sua posição ali ou justificar um ataque a ela.
Nas histórias da mídia ocidental sobre Kaliningrado, eles fizeram questão de afirmar,
    “A OTAN aumentou sua presença na área. Um grupo de batalha multinacional, liderado por soldados do 2º Regimento de Cavalaria do Exército dos EUA, está estacionado na Polônia, não muito longe da fronteira do país com Kaliningrado. A unidade faz parte da Enhanced Forward Presence da OTAN, que visa dissuadir a potencial agressão russa. ”
E,
    “Na semana passada, o Senado dos EUA aprovou uma medida para exigir que o Pentágono avalie a necessidade de estacionar permanentemente as forças dos EUA na Polônia para combater a postura militar mais assertiva da Rússia. Essa medida ocorreu várias semanas depois de Varsóvia ter dito que estava buscando uma presença tão permanente ”.
Isto, naturalmente, está em linha com as exigências do Relatório Aliança em Risco, que pedia que uma força da OTAN fosse colocada na Polônia e esse alarme encenado sobre as possíveis armas nucleares em Kaliningrado serviria como justificativa adicional para colocar as forças da OTAN em operação. Polônia diretamente na fronteira russa e aumentará a ameaça existencial contra a Rússia.
"

Autor: Christopher Black
Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com
Fonte: New Eastern Outlook

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22
Jun18

A SENHORA GAJA

António Garrochinho


DEFINITIVAMENTE NÃO POSSO COM ESTA SENHORA GAJA QUE É A FINA FLOR DA DEMAGOGIA E DO OPORTUNISMO TAXISTA.
AQUI ESTÁ ELA (HOJE) A FALAR NA "TSF" DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE !
A SENHORA GAJA COLOCA UM TIMBRE FINGIDO NA SUA VOZ CHORONA, MAS POR DE TRÁS DA FIGURA ANGÉLICA ESCONDE-SE UM "ALMA" PERVERSA E ENGANADORA.
A SUA LÁBIA CONTÍNUA E ININTERRUPTA CANSA O MAIS PACIENTE OUVINTE COM O DISCURSO ENJOATIVO E SEMPRE COM SEGUNDA FINALIDADE, O PODER.
LOGO ELA QUE PASSANDO JÁ POR VÁRIAS RESPONSABILIDADES NA ÁREA DA SAÚDE NADA MAIS FEZ DO QUE AMEALHAR DINHEIRO PARA OS SEUS LUXOS E A SUA PREPOTÊNCIA DE SE ACHAR BONITA, INTELIGENTE E ARIANA.
BARDAMERDA PARA A BELÉM !
AG

AQUI, O PERCURSO DOS TACHOS
AQUI O PERCURSO DOS TACHOS : https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_de_Bel%C3%A9m_RoseiraGerir



PT.WIKIPEDIA.ORG
Maria de Belém Roseira – Wikipédia, a enciclopédia livre

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22
Jun18

“Quando os crimes se acumulam, tornam-se invisíveis”: a cumplicidade ocidental com a guerra suja da Arábia Saudita no Iémen

António Garrochinho



“Quando os crimes se acumulam, tornam-se invisíveis”: a cumplicidade ocidental com a guerra suja da Arábia Saudita no Iémen

 John Wight *    

A cumplicidade dos governos ocidentais no oceano de sofrimento desencadeado no Iémen expõe-nos como agentes da brutalidade saudita.

Após três anos de incessante conflito, estima-se que, de uma população de 27,4 milhões, 22,2 milhões de iemenitas necessitam de assistência humanitária, 17 milhões têm carência alimentar, 14,8 milhões não dispõem de assistência de saúde básica, 4,5 milhões de crianças sofrem de subnutrição enquanto 2,9 milhões estão internamente deslocados. Quanto a mortos e a feridos, o balanço situa-se em 10.000 e 50.000 respectivamente.

Em resultado do conflito, o país depara-se também com “a maior epidemia de cólera conhecida da época moderna.” E esta epidemia só pode ter sido intensificada pelo bombardeamento sauditas de um centro de tratamento de cólera no oeste do país, obrigando os membros da ONG Médecins Sans Frontières a suspender a sua actividade naquela instalação.

Entretanto, apesar da colossal escala do sofrimento humano causado, a guerra da coligação Sunita liderada pelos sauditas não só prossegue mas intensificou-se, com o desencadeamento de uma maciça ofensiva aérea, terrestre e marítima contra a cidade portuária de Hodeidah, controlada pelos Houthi, um dos últimos pontos de entrada no sitiado país de alimentos, remédios, e outra ajuda humanitária essencial.

Segundo a Amnistia Internacional, “o porto de Hodeidah é crucial para um país que, para fazer face a necessidades básicas, depende em 80% de importações. O corte desta linha crucial iria exacerbar ainda mais aquilo que já a pior crise humanitário no mundo.” Assim “o assalto a Hodeidah poderia ter um impacto devastador em centenas de milhares de civis – não apenas na cidade mas em todo o Iémen.”
Iémen, no ângulo sul da Península Arábica, é o mais pobre país do Médio Oriente, com um PIB per capita – antes do conflito – de apenas $1,400.
O Presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi preside ao governo internacionalmente reconhecido do país. Contudo, segundo o padrão habitual dos líderes legítimos, Hadi vive actualmente no exílio.

O Presidente Hadi foi eleito em 2011 enquanto candidato único à presidência, depois de o seu antecessor, Ali Abdullah Saleh, ter abandonado o poder face aos crescentes e prolongados protestos no decurso da Primavera Árabe. Saleh tinha liderado o Iémen do Norte desde 1978 antes de assumir a presidência da República do Iémen em 1990, quando da reunificação das metades norte e sul do país.

O anterior presidente, cujo mandato esteve envolvido em acusações de corrupção e de má administração dos recursos do país, alinhou-se precisamente com a minoria Houthi que desempenhara um papel no seu derrube no decurso da já referida Primavera Árabe, quando em 2015 deram início a uma rebelião contra o governo de Hadi.

O principal motivo da rebelião Houthi foi a recusa do Presidente Hadi em conceder maior autonomia à minoria Shiita quando assumiu o cargo. Quanto a Saleh, os Houthi mataram-no no final de 2017 quando ele rompeu com a rebelião e declarou disponibilidade para dialogar com os sauditas acerca do futuro do país.

O que se verifica no Iémen é, como é evidente, uma crise que é complexa mesmo em termos dos padrões árabes.
Há muito que o Iémen é agredido pela sufocante dominação da Península Arábica pela Arábia Saudita. Esta dominação, ao serviço da puritana e sectária ideologia Wahhabi de Riade, está em parte a alimentar a rebelião dos Houthis do país, para quem o Presidente Hadi é um fantoche dos sauditas.
Dito isto, o facto de a insurgência gozar da simpatia se não mesmo do apoio aberto de uma parte alargada da população iemenita pode ser medido pelo seu sucesso em assumir o controlo da capital do país, Sanaa, bem como de outros polos urbanos tal como a cidade portuária de Hodeidah.

Numa perspectiva mais alargada, o conflito é considerado parte de uma guerra regional, por parceiros interpostos, entre o Irão e a Arábia Saudita. Desde o desencadeamento da rebelião em 2015, Riade tem afirmado que os Houthis são apoiados pelo Irão, justificando nesses termos o seu envolvimento. Em 2015, contudo, o veterano correspondente no Médio Oriente Patrick Cockburn escrevia que esta afirmação era “largamente encarada como propaganda ou exagero.”

Três anos passados, os iranianos estão decerto envolvidos, fornecendo armas aos Houthis e, segundo algumas fontes, também conselheiros militares. Assim, a intervenção da Arábia Saudita em 2015 com base na espúria afirmação de envolvimento iraniano tornou-se uma profecia que se confirma a si própria.

Regressando à cumplicidade ocidental na carnificina e no sofrimento que vem sendo infligido ao povo iemenita, nunca terá havido um exemplo mais flagrante de hipocrisia mascarada de democracia. Na verdade, a aliança há muito estabelecida entre os EUA, G-B e Arábia Saudita desmascara as tão repetidas gabarolices de Washington e Londres no que diz respeito ao auto-atribuído papel guardiões e campeões dos direitos humanos e da democracia.
Começando com a administração Obama, e ampliado com Trump, o envolvimento directo dos EUA neste conflito tem consistido em ataques aéreos directos (dirigidos «contra alvos Al-Qaeda e Estado Islâmico», segundo Washington), juntamente com apoio logístico, de informações, e outros apoios não directamente envolvidos em combate fornecidos à coligação anti-Houthi liderada pelos sauditas. Isto, evidentemente, sem esquecer as vendas de armas EUA ao Reino saudita, que constituem mais de 50% do total das exportações de armamento EUA.

Entretanto, em 2017, o Pentágono confirmou que tropas terrestres EUA estavam também presentes no Iémen, justificando novamente esse facto na base do envolvimento em operações contra Al-Qaeda e Estado Islâmico (IS, anteriormente ISIS).

Quanto ao papel de Londres no apoio do esforço de guerra saudita no Iémen, as vendas de armas por parte da Grã-Bretanha foram igualmente centrais para a capacidade do Estado Wahhabi projectar uma sólida presença na região, atingindo só desde 2015 £4.6 milhares de milhões ($6 EUA milhares de milhões). Tal como sucede com os EUA, a Arábia Saudita é o maior mercado de venda de armas para a Grã-Bretanha, e assim tem sucedido há vários anos.
Houve em 2017 uma campanha visando abrir um processo penal contra o governo da Grã-Bretanha pela venda de armas aos sauditas, alegando que algumas delas têm sido utilizadas para matar civis iemenitas.

Foi também revelado em 2017 que o papel da Grã-Bretanha não se resume à venda de armas. Surgiu uma notícia no Daily Mail referindo pormenores de uma operação até então secreta, conhecida como Operation Crossways, que envolvia até 50 militares britânicos no treino de tropas sauditas destinadas a ser mobilizadas para intervir no conflito.

Em resposta a esta revelação, o deputado conservador britânico e anterior Secretário do Desenvolvimento Andrew Mitchell afirmou que ela constituía prova da “vergonhosa cumplicidade” da Grã-Bretanha no que diz respeito ao sofrimento do povo iemenita. Tendo em conta a escala deste sofrimento, não custa assumir que qualquer pessoa decente partilha os sentimentos do Sr. Mitchell.

A guerra no Iémen é uma guerra suja que está a ser conduzida pela cleptocracia saudita, com apoio ocidental, em nome de um fascismo clerical. Tinha razão Bertolt Brecht: “Quando os crimes se acumulam, tornam-se invisíveis.”


*John Wight tem escrito para jornais e sítios web em todo o mundo, incluindo the Independent, Morning Star, Huffington Post, Counterpunch, London Progressive Journal, e Foreign Policy Journal. É também um comentador regular em RT e BBC Radio. Está actualmente a trabalhar num livro explorando o papel do ocidente na Primavera Árabe.

www.odiario.info

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22
Jun18

SÓ VAI DAR TÉNIS

António Garrochinho

Este verão esqueça as sandálias, os chinelos ou as alpercatas. O sol da moda só tem um astro e chama-se "ténis", os protagonistas de uma guerra entre as marcas de desporto e de luxo.


























observador.pt

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22
Jun18

A GRANDE DESILUSÃO ARGENTINA - IMAGENS

António Garrochinho

MARADONA



Primeiro um empate a uma bola com a Islândia. Agora uma derrota por 3-0 com a Croácia. Apesar de não ser impossível, a tarefa de seguir para os oitavos de final do Campeonato Mundial ficou esta quinta-feira mais complicada para a Argentina. No final do jogo, nem adeptos nem jogadores conseguiram disfarçar a tristeza e desilusão pela derrota.
Pablo Zabaleta, ex-jogador argentino do Manchester City, explica porquê: “Somos educados para ganhar”.















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22
Jun18

UM PORMENOR DO IRÃO - ESPANHA (VÍDEO)

António Garrochinho


VÍDEO


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22
Jun18

O deputado que viaja mais que todos os outros. Farmacêuticas entre os patrocinadores

António Garrochinho




Baptista Leite, do PSD, fez 16 viagens pela AR pagas por outras entidades. Os restantes deputados juntos apenas 14. Farmacêuticas entre patrocinadores de organizações que financiaram algumas viagens.
    Há um deputado que viajou mais que todos os outros juntos na atual legislatura em viagens pagas por entidades externas. O atual coordenador do PSD na comissão da saúde e recém-nomeado porta-voz do PSD para a área, Ricardo Baptista Leite, fez 16 deslocações em missões não oficiais — e, numa delas, chegou a estar um mês fora do país. Justificação: “Ausência em missão parlamentar”. A maior parte das ausências foram para participar como orador em conferências, o que fez com que o deputado faltasse a 46 reuniões plenárias. Nenhuma destas viagens é paga pelo Parlamento e Baptista Leite garante que não há qualquer financiamento de entidades ligadas à saúde, mas entre os principais patrocinadores e financiadores dos eventos ou organizações que pagaram os voos e estadias estão gigantes da indústria farmacêutica e de outros setores da saúde.
    Ricardo Baptista Leite tinha fama de ser o deputado da bancada que mais tempo passava fora. Vários deputados do PSD contactados pelo Observador — que incluem membros da anterior direção da bancada — reconhecem a competência do deputado, mas alegam que este utilizava o cargo para ir a conferências “promover a sua carreira de médico”. Nesse sentido, a direção terá chegado a recusar, em algumas ocasiões, a autorização de estatuto de missão parlamentar, que permite justificar as faltas e usufruir do seguro de viagem como deputado.
    O Observador solicitou à secretaria-geral da Assembleia da República que cedesse a lista de todos os deputados que tiveram viagens autorizadas na atual legislatura. Na listagem, os serviços da AR incluíram todas as viagens “não integradas nas Delegações Internacionais Permanentes da Assembleia da República, em missão oficial de Comissões, em reuniões institucionais internacionais, ou no âmbito das Visitas Oficiais do Sr. Presidente da República ou do Sr. Presidente da Assembleia da República.” Há um ponto em comum nestas viagens: a Assembleia da República não as pagou, foram financiadas por entidades externas.
    De acordo com dados oficiais do Parlamento, Ricardo Baptista Leite fez 16 deslocações — e não houve mais nenhum deputado que fizesse mais que duas. Todos os restantes, juntos, não excederam as 14. Aliás, Baptista Leite fez sozinho 53% das deslocações deste género (ver gráfico em baixo).
    Em resposta ao Observador, o deputado atira a responsabilidade das viagens que lhe foram concedidas para o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e para a direção do grupo parlamentar do PSD (em particular as lideradas por Luís Montenegro e Hugo Soares). O deputado justifica que “o número de deslocações em missão parlamentar depende, em larga medida, da relevância das mesmas, da autorização da presidência da Assembleia da República, da autorização da direção do grupo parlamentar e do número de solicitações relevantes que cada deputado recebe”.
    Além disso, Baptista Leite acredita que o facto de ter mais deslocações do que os restantes deputados está relacionado com o facto de “ser deputado, médico e académico”. Essa conjugação, segundo o próprio, potencia convites: “Permite transmitir uma visão abrangente que reconheço ser pouco comum e daí o número de convites que me são dirigidos, muitos dos quais acabo por recusar por impossibilidade de agenda”.
    Quanto às críticas de que é alvo na própria bancada — de que utiliza as viagens para promoção da carreira como médico — Baptista Leite diz que tanto Luís Montenegro como Hugo Soares “destacaram sempre a importância do papel representativo” que prestou “em trabalho parlamentar além-fronteiras, quer como deputado da Comissão de Saúde, quer como deputado da Comissão de Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas”. Quanto às recusas, o deputado garante que “o único indeferimento de deslocação em missão parlamentar deveu-se ao facto de essa deslocação coincidir com um período em que não havia trabalho parlamentar, pelo que a direção entendeu não ser necessária autorização”.
    O deputado durante a viagem de um mês que fez aos EUA. Foto: Facebook de Ricardo Baptista Leite

    O coordenador que passou um mês fora

    Ricardo Baptista Leite foi eleito coordenador da Comissão da Saúde a 22 de fevereiro de 2018, ao mesmo tempo que Fernando Negrão foi eleito presidente do grupo parlamentar. Quatro dias depois seguiu para uma visita de 24 dias a cinco cidades norte-americanas (Washington, Boston, Spanish Fork, São Francisco e Nova Iorque) que já estaria há muito planeada.
    Ao que o Observador apurou, foram outros colegas de bancada que dividiram as funções que seriam desempenhadas por Baptista Leite, durante as mais de três semanas em que este esteve ausente dos trabalhos parlamentares. Isso terá atrapalhado o arranque da estratégia social democrata para a saúde: denunciar os problemas no SNS era uma das prioridades de Rui Rio. O coordenador só voltou a 22 de março.
    O deputado garante ao Observador que comunicou a Fernando Negrão que ia fazer esta viagem — cujo processo de seleção que durou dois anos — ainda antes de ser convidado para coordenador. E assegura que acompanhou os trabalhos da comissão “enquanto participava no referido fellowship“. Acrescenta ainda que “o dia-a-dia da comissão foi gerido pelo vice-coordenador do PSD na Comissão de Saúde, o deputado Luís Vales, em colaboração com o vice-presidente da direção do Grupo Parlamentar responsável pela saúde, deputado Adão Silva”.
    O deputado com os outros fellows do German Marshall Fund. Foto: página de Facebook de Ricardo Baptista Leite
    Para destacar a importância da deslocação aos EUA, Ricardo Baptista Leite explica que este “trata-se de um dos mais prestigiantes programas de intercâmbio transatlântico, que já contou com a participação de figuras de proa europeias como o Presidente Francês Emmanuel Macron e a Comissária Europeia para Assuntos Externos Federica Mogherini“.

    Farmacêuticas entre os patrocinadores de eventos e organizações

    Se a estadia nos Estados Unidos foi financiada pelo German Marshall Fund, falta saber quem pagou as viagens e estadias das restantes deslocações do deputado. Ricardo Baptista Leite enviou ao Observador uma tabela (que, no final do texto, publicamos na íntegra) com as deslocações e o respetivo nome das entidades que pagaram os voos e a estadia das várias viagens que realizou nestas condições. Há viagens que pagou ele mesmo, viagens pagas por entidades públicas/comunitárias, mas também viagens e estadias pagas por fundações ou organizações privadas, que têm comopatrocinadores e financiadores grandes empresas farmacêuticas ou de outros setores da saúde.
    Ricardo Baptista Leite garante: “Sempre que sou convidado para ser orador em conferências ou reuniões, pergunto sistematicamente à organização quais as entidades financiadoras, assegurando sempre que não existe qualquer incompatibilidade com as funções de deputado e que não existe financiamento de qualquer indústria, empresa, ou entidade privada ligada ao setor saúde“.
    Há, no entanto, vários exemplos que demonstram que há um financiamento — no limite, indireto — de empresas do setor da saúde que sustentam as atividades das organizações que financiaram a viagem e a estadia do deputado:
    • De 9 a 11 de fevereiro de 2018, Ricardo Baptista Leite esteve no “Canadian Liver Meeting“, no Canadá, para participar como orador em duas sessões. O deputado garante que quem lhe pagou as viagens e a estadia foram a Canadian Association for the Study of the Liver (CASL), a Canadian Network on Hepatitis C (CANHEPC) e a  Canadian Association of Hepatology Nurses (CAHN). Ora a CANHEPC tem como quatro principais patrocinadores (ver aqui lista de sponsors) grandes empresas da indústria farmacêutica: a Abbvie, a Bristol-Myers Squibb, a Gilead e a Merck. Isto embora também tenha entidades públicas entre os seus financiadores (como o Canadian Institute of Health Research). A CAHN repete (ver aqui a lista) a Merck, a Abbvie e a Gilead como patrocinadores e a ainda lhe junta outras empresas do setor como a Pendopharm, a RX Infinity, a Lupin Pharma Canada, entre outras. O próprio evento tem patrocinadores que, sem surpresa, são (ver aqui): a Gilead(platinum sponsor), a Merck e a Abbvie (golden sponsors), a Intercept (também farmacêutica, como bronze sponsors), entre outros.
    • De 5 a 7 de dezembro, quem pagou a viagem e a estadia de Ricardo Baptista Leite a Abu Dhabi foi a International Diabetes Federation (IDF). O deputado foi orador em duas sessões do Congresso da International Diabetes Federation. Também neste caso a IDF tem entre os seus principais parceiros farmacêuticas como a MSD e a Merck (silver partners) a Boehringer Ingelheim (bronze partner) e ainda outras empresas do setor da saúde como a Bayer, a BD, a Novartis, a Servier ou a SunLife. Neste caso (ver aqui) todos os parceiros são ligados à indústria.
    • De 9 a 10 de outubro de 2016, o deputado foi a Berlim, à World Health Summit, e foi a organização que pagou as viagens e a estadia. Esta organização tem entre os principais patrocinadores (ver aqui) empresas da indústria como a Pfizer (strategic partner), a Roche(major partner), a Bayer, a Novartis  (general partners), a Gilead (supporting partners), embora também tenha entidades públicas como a Comissão Europeia.
    • De 12 a 13 de abril de 2016, Baptista Leite foi a Barcelona, à International Liver Conference, e a viagem foi paga pela World Hepatitis Alliance. Há vários dos principais patrocinadores (ver aqui) que são os mesmos dos eventos ou das organizações das restantes viagens. E, sem surpresa, da área da saúde e grandes farmacêuticas: a Bristol-Myers Squibb, a Gilead, a Merck, a Abbvie e ainda a Janssen e a Abbott (do qual o deputado Ricardo Baptista Leite foi membro Conselho Consultivo Internacional durante cinco meses em 2011). Neste caso, segundo a informação que é pública, todos os “sponsors” pertencem à indústria.
    O Observador contactou todas estas organizações acima referidas para que esclarecessem qual a percentagem de financiamento que advém da indústria farmacêutica que ajuda a pagar os eventos e as viagens e estadias dos participantes. Apenas a World Health Summit, através do administrador Jörg Heldmann, respondeu remetendo para o link público da lista de patrocinadores, onde se pode ver que a organização recebe “contribuições do setor privado, organizações académicas e de investigação, bem como financiamento público”. De acordo com  Jörg Heldmann a “percentagem varia ligeiramente” de ano para ano, mas, em regra, a organização é financiada em “um terço pela indústria” farmacêutica, um terço pela “academia e entidades ligadas à investigação” e outro terço por “instituições públicas”.
    A World Health Summit explicou ao Observador, através do administrador Jörg Heldmann, que a organização é financiada em "um terço pela indústria" farmacêutica, um terço pela "academia e entidades ligadas à investigação" e outro terço por "instituições públicas".
    Ao Observador, Ricardo Baptista Leite diz: “Por ser médico (e não por ser deputado), se as minhas deslocações tivessem sido financiadas por alguma indústria ligada à saúde, essas mesmas indústrias teriam sido obrigadas por lei a registar esse patrocínio no portal da transparência do Infarmed, criado precisamente para este efeito.”
    Além disso, o deputado lembra outras viagens (do rol de 16 apontadas pelo Parlamento) que foram financiadas ou por ele (aconteceu uma vez quando foi à World Hepatitis Summit, em São Paulo, em novembro de 2017) ou, por exemplo, pela Comissão Europeia ou outras instituições públicas/comunitárias (como aconteceu quando foi a Viena, também em novembro de 2017, à European Health Conference, em setembro de 2016 ao European Health Forum Gastein, também na Áustria, ou ainda na reunião “Towards better prevention and management of chronic diseases”, em Bruxelas).
    Ricardo Baptista Leite acumulou as funções de deputado com as de consultor médico na Glintt Heathcare Solutions, S.A. pelo menos até 1 de abril de 2016. As ligações à indústria farmacêutica (não só à Glintt como também à Abbot) são exploradas no livro “Os Privilegiados“, em que são relacionados os contratos que estas empresas tiveram com o Estado com a atividade legislativa do deputado.
    Ao pedir que as viagens que fez sejam reconhecidas como “ausência em missão parlamentar”, o deputado não ganha nenhum abono especial, mas tem todas as faltas justificadas (quer em plenário, quer em comissão parlamentar) enquanto está fora. Na atual legislatura, Ricardo Baptista Leite teve 46 faltas justificadas em plenário tendo como argumento “ausência em missão parlamentar”. A isto somam-se ainda várias justificações de faltas em reuniões nas comissões parlamentares de que faz parte (Saúde e Negócios Estrangeiros).

    Do Brasil à Guiné: como foram as viagens dos outros

    Se Ricardo Baptista Leite fez 16 viagens autorizadas, houve mais dez deputados que, todos juntos, fizeram 14 viagens nas mesmas condições.
    O deputado do PS Joaquim Barreto explicou ao Observador que, na qualidade de Presidente da Comissão de Agricultura e Mar, recebeu um convite do Ministério da Agricultura para participar em Uberaba (Estado de Minas Gerais, no Brasil) na conferência “Desenvolvimento Económico e Erradicação da Pobreza Através da Agricultura”. A deslocação não foi incluída na listagem oficial da Assembleia da República, uma vez que foi um convite do Governo. Aliás, como explica o deputado ao Observador, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural “suportou as despesas de transporte para o Brasil, ida e volta”.
    O deputado do PS Vitalino Canas, a quem são atribuídas duas deslocações deste género, só tem presente ter realizado uma delas: ao Brasil, para participar no 8° Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública. O deputado lembra que nessa viagem teve de ir ao Brasil “num dia e meio”, mas que fez “esse esforço” pois considera positivo que “os deputados sejam convidados para conferências e não participem só nos eventos que estão integrados nas ligações entre parlamentos”. Explicou ainda que os organizadores do evento custearam a deslocação. No evento, onde esteve também o ministro da Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, Vitalino destaca que a presença foi “pro bono” e acrescenta: “Ainda perdi dinheiro”.
    Mota Soares foi duas vezes a Bruxelas a convite do PPE, Joaquim Barreto foi ao Brasil com o ministro da Agricultura e Luís Campos Ferreira foi à Guiné Equatorial ser observador das eleições (e recusou que fosse o regime de Obiang a pagar)
    Já o deputado do PSD Luís Campos Ferreira conta que a deslocação em causa foi à Guiné Equatorial como observador das eleições. A Guiné Equatorial até pagava as deslocações, mas, como se tratava do ditador Teodoro Obiang, o deputado e a direção da bancada entenderam que deveria ser o grupo parlamentar do PSD a pagar a viagem.
    O deputado do CDS Pedro Mota Soares explica que as duas deslocações que lhe são atribuídas dizem respeito a duas reuniões do PPE (família europeia do CDS e do PSD) em Bruxelas, realizadas no âmbito das relações entre os parlamentos nacionais, tendo as mesmas sido financiadas pelo PPE. O deputado socialista Paulo Trigo Pereira esclarece que a sua deslocação foi “a 2 de novembro de 2015 a São Tomé (cidade) para participar num encontro com parlamentares, representantes da sociedade civil, e Instituições supremas de controlo (Tribunais de Contas) dos países de língua portuguesa.” O deputado tinha sido presidente do Instituto de Políticas Públicas (IPP) até Outubro de 2015 quando assumiu a função de deputado. Antes de tomar posse na AR assumiu o compromisso de representar o IPP numa reunião do “Projeto PRO PALOP Timor Leste”, inteiramente financiado pela União Europeia.
    O deputado do PSD Adão Silva só tem uma deslocação deste género registada, mas não consegue precisar quando foi. Estranha até fazer parte da listagem da Assembleia da República, uma vez que há algumas semanas foi questionado pela própria secretaria-geral sobre que viagem seria aquela e, em conjunto com os serviços, não conseguiram concluir de que viagem se tratava.




    Fonte: Informação cedida pelo deputado Ricardo Batista Leite


    https://observador.pt

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    Jun18

    DÍVIDA EXTERNA -Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 MIL ANOS, para encontrar os que a descobriram há 500...

    António Garrochinho


    Guilherme Antunes in facebook


    DÍVIDA EXTERNA*
    (discurso em Madrid perante os chefes de Estado europeus)
    «Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 MIL ANOS, para encontrar os que a descobriram há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse.
    Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam VENDIDOS seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no “Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais” que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil kg de ouro e 16 milhões de kgs de prata provenientes da América.
    Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos FALTARAM ao 7º mandamento!
    Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.
    Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.
    Não, esses 185 mil kg de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de CRIMES DE GUERRA, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos.
    Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
    Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano “MARSHALL MONTEZUMA”, para garantir a reconstrução da Europa arruinada pelas suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.
    Para celebrar o 5º centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
    Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros "reichs" e várias outras formas de EXTERMÍNIO mútuo.
    No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
    Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar dos nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
    Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluímos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil kgs de ouro e 16 milhões de kgs de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
    Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?
    Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria ADMITIR o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
    Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação da dívida histórica.
    *GUAICAIPURO CUAUTEMOC
    (de ascendência indígena a embaixador mexicano)

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