Se não fosse o talismã oxidado da Virgem Maria que repousa no seu manto, dir-se-ia que esta criança morreu há poucos dias atrás. Pouco é sabido acerca da vida de Rosalia e, até recentemente, pouco se sabia acerca dos métodos de preservação de Salafia.
O embalsamento é um método de preservação que serve como forma de prestar homenagem aos mortos e que data desde o Antigo Egito 3200 anos AC. Durante este período os embalsamadores removiam os órgãos internos do corpo através de um corte no lado. O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no lugar, mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado fora. Os órgãos remanescentes eram armazenados em jarras de canopo. Em seguida, o corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para desidratar durante 40 dias. Então era empacotado com linho ensopado de resina, natro e aromáticos e as cavidades do corpo eram tapadas. Finalmente, era coberto de resina e enfaixado, colocando-se amuletos entre as camadas. Todo o processo – acompanhado de orações e encantos – levava cerca de 70 dias mas preservava os corpos durante milhares de anos.
As diferentes técnicas de embalsamamento foram sendo modificadas ao longo dos séculos. No entanto o método do Prof. Salafia permanecia um mistério. Isto é até Dario Piombino-Mascali, um antropólogo biólogo italiano do Instituto de Múmias e do Homem do Gelo em Bolzano, ter descoberto alguns parentes de Salafia que tinham na sua posse uma série de manuscritos seus. Nas suas notas o embalsamador revelou que injetou em Rosália uma mistura de sais de zinco, formaldeído, álcool, ácido salicílico e glicerina. Foi este último ingrediente que evitou que o corpo de Rosália secasse demasiado. Os sais de zinco fizeram com que o seu corpo permanecesse rígido e impediu que as suas bochechas e cavidades nasais esmorecessem.
Quase 100 anos depois da sua morte, a múmia Rosalia parece permanecer viva. Todos os anos as Catacumbas são invadidas por milhares de visitantes, atraídos pela, também chamada Boneca da Morte. Armados com câmaras fotográficas e iPhones, todos querem captar uma imagem da criança adormecida no caixão de vidro.
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