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POESIA E MÚSICA DA RESISTÊNCIA

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10
Abr18

A EUROPA SE TORNARÁ NEGRA - A PROFECIA DE KHADDAFI - Europa não seria ameaçada hoje se tivesse ouvido Assad e Kadhafi

António Garrochinho



VÍDEO



Este documentário mostra a História da Líbia e de como este país africano caiu numa guerra civil interminável após a intervenção ilegal da OTAN para eliminar o líder Muammar Kaddafi.




Recordando que a política externa da Líbia se pautava por razoável independência face ao poder imperial (à semelhança da Síria); e lembrando ainda a atitude crítica da Líbia em relação à Israel. Conjugando estes fatores se compreende a intervenção bélica contra a Líbia, é uma guerra de grandes potências importadoras e exploradoras de petróleo, com passado e atual pendor colonialista, contra um país não alinhado e dotado de grandes reservas energéticas. 


Não foi uma guerra pela defesa dos civis líbios, mas sim a favor de grandes interesses dos EUA, do Reino Unido, da França e da Holanda. Uma guerra pela apropriação do petróleo e dos importantes fundos soberanos líbios aplicados em países ocidentais. 

Uma guerra arrasta sempre morte e sofrimento para as populações. Se a preocupação fosse salvaguardar as populações, teriam sido consideradas as reiteradas iniciativas de diálogo e negociação, intermediadas pela União Sul Africana, Rússia e de países da América Latina, aliás propostas ou aceites por Kadafi em nome do regime líbio. 

A intervenção da Otan vem mais uma vez provar que esta organização não é mais do que o braço armado dos EUA e dos seus parceiros, na rapina da riqueza e controle dos povos. 

Esta intervenção armada na Líbia foi ilegal e ilegítima. Assim como a atuação do chamado “Grupo de Contato da Líbia”, constituída pelos agressores, e que além de usurpar poderes que vai além do mandato que se poderá inferir da Resolução 1973: a mesma não prevê a queda do regime, nem prevê o bombardeamento de infraestruturas civis, nem a tomada de posição e apoio a uma das partes em conflito. 

Os rebeldes não são nem mais nem menos líbios do que os apoiantes do governo de Kadafi, tornando assim o apoio militar, político e financeiro dado aos rebeldes uma intromissão ignóbil e criminosa em questões que só ao povo líbio cabe resolver, nomeadamente designar os seus legítimos representantes. 


A agressão dos EUA/Otan/UE à Líbia, além de ser o principal obstáculo à paz neste país, é um ataque ao Direito Internacional. É mais uma grosseira agressão aos povos que seguem uma via de autodeterminação e buscam melhores condições de vida.
 profeinde.blogspot.pt



Europa não seria ameaçada hoje se tivesse ouvido Assad e Kadhafi


Os dois líderes avisavam que o terrorismo ascenderia na Europa se o Ocidente tentasse desestabilizar os dois países, mas ninguém escutou.


Aparentemente, Muammar Kadhafi, Bashar Assad e outros que partilharam as suas preocupações não podiam predizer ataques específicos, mas compreenderam tendências regionais e as suas implicações.
Alguns meses antes da sua morte, o coronel Kadhafi, líder líbio, avisou que a Líbia unida e estável foi a única coisa que preveniu centenas de milhares de migrantes e terroristas de invadir a Europa.
"A Líbia desempenha um papel na segurança no mar Mediterrâneo", disse Kadhafi ao canal televisivo France 24.

Apesar disso, a França e mais alguns membros da OTAN continuaram a sua intervenção militar. O país tem permanecido mergulhado na violência desde aquele tempo. Entre os acontecimentos mais recentes na Líbia vale citar a consolidação dos terroristas do Daesh no país.
Em 2013, quando os líderes ocidentais ponderavam sobre a ideia de enviar armas aos rebeldes sírios, o presidente sírio, Bashar Assad, disse que este roteiro é muito perigoso. Na sua opinião, o aceso às armas adicionais não somente fortalecerá terroristas na Síria, mas também levará às "exportações diretas do terrorismo para a Europa".
"Se os europeus forneceram armas, o quintal da Europa será cheio de terroristas e a Europa pagará o custo por isso", afirmou.

No início de 2015, Ahmed Kadhafi al-Dam, primo de Kadhafi e o ex-oficial da inteligência do país, predicou que em um ou dois anos um atentado comparável com ataques de 11 de setembro nos EUA terá lugar na Europa.
Duas explosões atingiram nesta terça-feira (22) às 08h00 (horário local) o aeroporto internacional de Bruxelas.
As autoridades consideram que um dos engenhos explosivos foi acionado por um homem-bomba. A terceira explosão ocorreu em um trem de metrô na estação de Maelbeek.
Em resultado, morreram mais de 30 pessoas, mais de 170 ficaram feridas. O primeiro-ministro belga qualificou as explosões como atentados terroristas. A autoria dos atentados foi reivindicada pelo grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico).
Mais cedo, em novembro de 2015, os atentados terroristas tiveram lugar em Paris e resultaram na morte de 130 pessoas e em mais de 360 feridas. A responsabilidade pelo ataque também foi assumida pelo Daesh.

br.sputniknews.com


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